documentários

A tragédia da Kiss em produções audiovisuais

Os documentários Janeiro 27 e Depois daquele dia sensibilizam espectadores com relatos sobre a noite de 27 de janeiro de 2013

Leandra Cruber

Há poucas semanas, foi anunciado que o livro Todo Dia a Mesma Noite, escrito pela jornalista Daniela Arbex, que narra momentos vividos por pais de vítimas e por sobreviventes da madrugada de 27 de janeiro de 2013, vai inspirar uma série de ficção da Netflix. As gravações começam em janeiro e a série terá cinco episódios. Mas antes da série, outros filmes e documentários já haviam sido lançados a respeito da maior tragédia já vivida pelos gaúchos.

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Em Santa Maria, produções audiovisuais de pessoas como a jornalista Luciane Treulieb e do cineasta Luiz Alberto Cassol e Paulo Nascimento, são ferramentas que não deixam o fato cair no esquecimento e sensibilizam espectadores de diversos cantos do Brasil e do mundo. Recentemente, um documentário produzido a pedido do advogado de defesa do réu Elissandro Spohr, o Kiko, também foi lançado e está disponível para ser assistido.


JANEIRO 27 

Em 2013, a partir de conversas com representantes da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, os cineastas Luiz Alberto Cassol e Paulo Nascimento decidiram produzir o documentário Janeiro 27, que fala do incêndio da boate Kiss e traz relatos de pais das vítimas e de sobreviventes.

A produção mostra outras duas tragédias similares à Kiss: The Station, em 2003, nos Estados Unidos, e República Cromañón, em 2004, na Argentina. Assim como na Kiss, o incêndio nas outras duas boates vitimou dezenas de pessoas e deixou feridas abertas no peito de familiares e amigos.

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A primeira versão do documentário de Cassol e Nascimento foi lançada em 2014, um ano após a tragédia, como parte da programação de homenagens. Em 2016, os cineastas decidiram realizar uma versão mais longa e com mais relatos sensíveis de pais, familiares e amigos. Para Luiz Alberto Cassol, a produção de Janeiro 27 foi dolorosa.

- O documentário existe porque vivemos uma tragédia. Então, toda a produção foi muito difícil. Mas sentimos que ele precisava existir para mostrar ao mundo o que essas pessoas estavam sentindo - conta Cassol.

Para o cineasta, produções do tipo também são um modo de lutar por justiça.

- Tenho certeza que produções que falam sobre a Kiss ajudam as pessoas a entender o que aconteceu naquela noite e também é um jeito de pedir por justiça. Mas, é preciso muito respeito e ética ao trabalhar com o assunto - enfatiza o cineasta.


DEPOIS DAQUELA NOITE 

Em 2018, como parte da programação que lembrou os cinco anos da tragédia, a jornalista Luciane Treulieb lançou o documentário Depois daquela noite, que teve exibição na Praça Saldanha Marinho. O documentário, que fala sobre o impacto da tragédia na vida de santa-marienses, mostra também o olhar sensível que a Luciane, irmã de João Aloísio Treulieb, que trabalhava na Kiss e foi uma das 242 vítimas do incêndio, teve para lidar com a dor.

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Para produzir Depois daquele dia, a jornalista lidou com o luto de muitas famílias e, principalmente, com o próprio luto. Ela conta que durante o processo de produção se questionou sobre a continuidade do documentário:

- Volta e meia eu me perguntava "por que estou fazendo isso?". Foi bastante doloroso, emocionalmente, fazer o filme. Tem uma frase que eu gosto muito: "falar-te disso é doloroso para mim, mas calar-me também me causa muitas dores, que me ajudou.

A jornalista diz, ainda, que o documentário foi uma forma de homenagear o irmão e deixar um registro para a sobrinha que, naquela noite, ainda estava na barriga da mãe.


KIKO DA BOATES KISS

Em novembro, a empresa Studio Méliès produziu o documentário Kiko da Boate Kiss a pedido de Jader Marques, advogado de defesa do réu Elissandro Spohr, o Kiko. A produção retrata o diálogo do advogado com Kiko durante uma viagem de carro de Porto Alegre a Santa Maria. No caminho, Elissandro, o dono da boate Kiss, falou sobre a infância, adolescência, família, música e do envolvimento com a Kiss e como tem sido a vida desde o incêndio.

ONDE ASSISTIR

Janeiro 27

Depois daquele dia 

Kiko da Boate Kiss


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