reportagem especial

VÍDEOS: o desafio de aprender e ensinar sem sair de casa durante a pandemia

Gilson Alves e Pâmela Rubin Matge
Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário) 

O debate sobre aulas virtuais para alunos durante a pandemia do coronavírus levanta questionamentos e desafia estudantes, professores e os pais. Nas redes municipal e estadual de ensino, não há previsão de retorno às atividades presenciais. Já escolas e faculdades particulares têm cronogramas e métodos que variam para cada instituição. As orientações também dependem dos recursos e da possibilidade de acesso dos alunos às tecnologias. Enquanto países como a Nova Zelândia, que oferece aulas em rede de TV aberta para alunos de escolas públicas, no Brasil, um terço dos lares não dispõe de rede wi-fi, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

 Neste contexto, o excesso, a ausência e a eficácia do que se aprende ou ensina são constantemente questionados.

Conforme a psicóloga Laura Pithan Prochnow, o momento é uma quebra de paradigma, principalmente para crianças.


ADAPTAÇÃO

Os modelos e as adaptações são diversos e variam. O diretor do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) da UFSM, Paulo Roberto Colusso, afirma que o sistema utilizado durante a pandemia não segue o modelo do tradicional Ensino a Distância (EaD), por exemplo. Ele diz que a instituição criou uma alternativa para que os alunos mantenham o vínculo com a universidade, por meio de plataformas como Moodle, Skype, e-mail, redes sociais ou Google For Education.

- Nem todas as atividades podem ser feitas no ambiente digital. Quando a aula é teórica, esse sistema cumpre o seu papel. Porém, nada substitui uma atividade face a face. Estamos tendo um excesso de conteúdos sendo repassados aos alunos, porque a instituição e os professores não estavam preparados para essa pandemia - conta o professor, que também é coordenador do EaD da UFSM.

Antes da pandemia, o Moodle da UFSM registrava, no máximo, 100 acessos simultâneos e, agora, chega a 700. Segundo Colusso, os problemas causados pelo aumento repentino estão sendo equacionados.

A propósito, problemas e resoluções surgem para quem recebe, acompanha ou ministra aulas. Também há dúvidas sobre se as tarefas serão avaliadas, se as aulas contarão como dias letivos e se ferramentas digitais para a condução das aulas são eficazes. Para o Ensino Superior, pelo menos duas portarias do Ministério da Educação, a 343 e 345/20, autorizam, em caráter excepcional (Covid-19), "a substituição das disciplinas presenciais, em andamento, por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação", de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, conforme menciona a professora do curso de Direito da Faculdade Metodista Centenário (Fames), Angélica Cerdotes.

- Entendo que é legalmente permitido contar como dia letivo essas atividades online como o que está ocorrendo. Estamos vivendo um dia após o outro, fazendo o que é possível e nos esforçando para que tudo o que estiver ao nosso alcance seja feito com amor e dedicação sempre pensando no melhor para nossos alunos, ajudando-os a superar essa fase e vice-versa. É como o pensamento de Charles Darwin: não é o mais forte que sobrevive nem o mais inteligente, mas é o que melhor se adapta às mudanças. E precisamos nos adaptar e colaborar para que boas mudanças ocorram após a Covid-19 - analisa a professora. (Colaborou Rafael Favero)

ENSINO REMOTO OPORTUNIZOU  DESCOBERTAS E APROXIMAÇÃO 

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A professora da Faculdade de Direito de Santa Maria (Fadisma) Liana Merladete, 37 anos, está em home office e tem ministrado as aulas por meio de plataformas digitais do Google da própria instituição, onde também atua como gestora do Programa de Inovação e Cultura Educacional. Além dessa experiência, a docente é mãe de André, 8 anos, que está no 3º ano do Ensino Fundamental e, como milhões de crianças por todo o Brasil, permanece com as aulas suspensas.

Manter a organização do trabalho e a atenção do filho nas tarefas escolares, disponíveis em um repositório online, é um desafio constante. Ela diz que, nos primeiros dias de isolamento, vivenciou uma transformação nos processos de comunicação da faculdade e se sentiu impotente quanto ao aprendizado de André.

- Meu dia começa com a limpeza de casa e, em meio a isso, tento ao máximo dar atenção ao entretenimento dele. Nunca compreendi ou senti tanto na pele o fardo de ter múltiplos papéis. Respondo e-mails e mensagens atreladas ao trabalho e, enquanto cozinho, ouço áudios que os alunos mandam pelo WhatsApp. Depois, organizo o escritório improvisado do meu filho, tento alinhar com ele as demandas do dia, mostro os locais de acesso aos vídeos, deixo lanche pronto e combino o que chamamos de recreio, para ele jogar vídeogame - descreve Liana.

Durante uma webconferência no trabalho, o filho ainda a chama para tirar dúvidas sobre os conteúdos. Apesar da afinidade com os aparelhos digitais, o momento é de descobertas.

- A dificuldade do André e, possivelmente, da maior parte das crianças estudando em casa: o foco. Eles não estavam acostumados a usar essas ferramentas. Em prol da saúde das crianças, não podemos deixar que assistam às aulas pela noite. Todos os dias, encontramos uma forma de melhorar. Os primeiros dias foram frustrantes, depois, dia após dia, nos vimos celebrando pequenas e grandes conquistas - analisa.

O pequeno André foi diagnosticado, aos 4 anos, com imunodeficiência primária. O não compartilhamento de itens de uso pessoal, higiene adequada e boa alimentação já eram características da rotina dele desde antes da pandemia. Agora, a família é ainda mais vigilante, e a criança só sai de casa para fazer a infusão da imunoglobulina, procedimento hospitalar para manter a saúde estável e forte.

PROXIMIDADE 

Com planejamento de aulas que vai além dos conteúdos, Liana também ampara os alunos: 

- Tenho ouvido que nunca estivemos tão próximos. Isso diz muito sobre o momento e sobre o futuro. Não basta fazermos a lista de chamada. É necessário entender a essência de cada discente, o que passa pela audiência e pelo engajamento com o indivíduo. Temos a prova irrefutável de que o professor não será substituído, como alguns pensaram outrora. Somos, mais do que nunca, mediadores, com um potencial criativo jamais ocupado pelas máquinas.

AS AULAS DE ANDRÉ

  • Instituição - Colégio Riachuelo
  • Série - 3º ano do Ensino Fundamental
  • Modalidade - Materiais enviados para estudo domiciliar, vídeo-aulas encaminhadas via drive, e plataforma virtual tanto para recebimento de conteúdos quanto para envios de tarefas online dos alunos
  • Validação - Aguarda definições dos órgãos regulamentadores do ensino no Brasil
  • Avaliação - Por e-mail, os professores encaminham pareceres sobre as tarefas aos alunos  

DO ISOLAMENTO SOCIAL A OUTROS APRENDIZADOS 

A época é de excepcionalidade em todo o planeta e os reflexos das mudanças percebidas na área da educação têm apontado dificuldades enfrentadas em relação à aprendizagem, segundo menciona Franciele Grapiglia, psicopedagoga da Clínica Ped &Neo em Santa Maria.

A escola, de modo geral, tem buscado se reinventar tentando remotamente aprimorar as atividades domiciliares de forma que o aluno não venha a ter prejuízos em sua aprendizagem. Já os pais se dividem entre aqueles que pensam que as atividades são muito exigentes, e os que pensam que a escola não está cumprindo o seu papel, não enviando o suficiente.

 - Se não fizer vídeo, estão distantes. Se fizer é mais uma ferramenta para se envolver. O aluno, por sua vez, sente falta. Falta dos colegas, da professora, do pátio da escola. Da sua rotina. É necessário e urgente olharmos com empatia para todos os lados. E, apesar do desconforto, nos unirmos para a solução, que por ora, é o cuidado. Tenho acompanhado em meus atendimentos psicopedagógicos a angústia das famílias. Mas o sofrimento maior é sempre do aluno, que fica dividido com tantas obrigações em um ritmo quase de férias - conta a profissional.

Vera Maria Saccol também é psicopedagoga e utiliza a expressão homescholl para abordar as novas realidades impostas pelo isolamento social durante a pandemia:

- Falo de salas de aulas vazias e casas cheias, com escolas e famílias buscando um caminho comum para minimizar os prejuízos ao cumprimento do ano letivo. Pais passam a assumir diversos papéis e, exaustos, não substituem os professores.

Esse cenário, segundo Vera, pode ser aproveitado para outros aprendizados.

- Esse ano letivo pode ser, sim, diferenciado e abaixo da expectativa no que se refere a conteúdos. Contudo, pode ser a possibilidade da família viver uma proximidade real. Isso não está nos livros. O maior aprendizado é justamente o desafio onde crianças estão desenvolvendo resiliência, solidariedade e senso de igualdade - analisa.

APESAR DA SAUDADE DOS COLEGAS, O ESTUDO É EM FAMÍLIA

Foto: Pedro Piegas (Diário) 

Assim que as aulas presenciais foram suspensas devido à pandemia do coronavírus, o Colégio Sant'Anna tratou de manter os estudantes por dentro do conteúdo acessando o portal do aluno. Desde 15 de abril, a instituição encontrou outra forma de seguir o ano letivo de forma mais efetiva. Por meio de videoconferência, e nos horários tradicionais de cada aula, o professor comanda o encontro com a participação dos alunos e é cobrada a presença. É o caso de Pedro Navarro dos Santos, 7 anos, do 2º ano do Ensino Fundamental, que conta com o auxílio e o carinho dos pais durante as atividades. A única angústia é em relação à saudade dos amiguinhos.

- Eu estou gostando das aulas em casa, perto do meu pai e da minha mãe. Não preciso me arrumar, fico com a roupa que estiver. Mas eu gostaria de poder voltar para a escola para conviver com meus colegas - conta Pedro.

A videoconferência com a utilização do Programa Zoom proporciona uma maior interatividade:

- Os pais reclamaram que só "largar" o conteúdo não estava sendo assimilando, e o Sant'Anna se reinventou. Ainda não passaram nada sobre avaliações, mas creio que vai contar como aula, sim. Só não temos certeza sobre os 30 dias anteriores - relata Mayra Navarro, mãe de Pedro.

Conforme Mayra, não há como substituir as aulas presenciais, mas foram ajustados horários e está sendo possível criar uma rotina dentro do cronograma que foi passado. 

AS AULAS DO PEDRO

  • Instituição - Colégio Sant'Anna
  • Série - 2º ano do Ensino Fundamental
  • Modalidade - Conforme a faixa etária. Materiais pelo portal do aluno, vídeoaulas, lives e videoconferência no programa Zoom
  • Validação - A direção decidirá no retorno das aulas presenciais. Aulas virtuais poderão ser validadas
  • Avaliações - Não há provas. Definições após a pandemia

DESAFIOS, TROCAS E SOLIDARIEDADE

O desafio de aprender, de um dia para o outro, novas ferramentas digitais para que os estudantes pudessem usufruir de aulas online em tempo real durante o horário de aula trouxe uma avalanche de sentimentos à advogada e professora o curso de Direito da Faculdade Metodista Centenário (Fames) Angélica Cerdotes, 45 anos. Teve preocupação, cansaço, curiosidade, mas muito carinho e inspiração. É que ela é mãe de uma menina de 16 anos, que se prepara para fazer o Enem e que também tem aulas remotas, e de outra, de 5 anos, que exige atenção. Angélica ainda tem marido, casa, escritório de advocacia e alunos. Aliás, é por eles que todo esforço tem sido compensado para atravessar a incerta pandemia do coronavírus.

  - Minha rotina foi totalmente alterada com duas filhas em casa em tempo integral, sem a ajuda e colaboração da minha funcionária, dispensada para o isolamento. No início, fiquei apavorada. Contudo, tenho visto muitos atos de solidariedade entre os próprios alunos. Grupos de WhatsApp foram criados. Quando um colega está com dificuldade na aula virtual, outros se disponibilizam em dar um suporte. As dificuldades são constantes, por exemplo, se a conexão da internet não é boa, se o áudio ou imagem trancam, e precisamos de alguns segundos para eu retomar de onde parei. Aí, os alunos se manifestam pelo bate-papo: prôfe, trancou; prôfe, não estou escutando - conta.

Os principais impactos para Angélica foram a urgência de obter novas ferramentas digitais e alternativas para substituir as aulas presenciais mantendo a qualidade:

- É emocionante assistir a alguns vídeos amadores e o esforço dos professores para estar mais próximo de seus alunos. Minha filha está no 3º Ano do Ensino Médio, em fase de preparação para o Enem, é inevitável não ter algum prejuízo, mas estamos aprendendo e reaprendendo. Eu estou trabalhando muito mais do que antes, home office é muito mais cansativo. A angústia, o medo, a insegurança, por algum momento, fizeram parte desse processo, no entanto, estamos firmes e fortes buscando evoluir. Teve uma noite que consegui dar aula das 19h até as 22h, foi para a turma do primeiro semestre e, ao final, recebi alguns elogios dos alunos. Confesso que, naquela noite, dormi bem.

 IMPREVISTOS, DESABAFOS E AMOR À DOCÊNCIA

Confira o relato da professora Angélica:

"Chego à conclusão de que as aulas presenciais nos proporcionam experiências únicas de aprendizado, de convívio social, de troca de conhecimento, de momentos felizes de verdade, pois minha maior alegria é estar presencialmente com meus alunos (as), digo que em sala de aula me sinto plena e feliz, coisa que home office não permite, em casa não é a mesma coisa. Porém, nesse momento, é necessário e precisamos nos adaptar a esse período temporário torcendo que logo possamos voltar a estarmos juntos em sala de aula.

As aulas online também possuem seus contratempos, pois se a internet não comporta a execução da ferramentas online. Mas, realmente, a aula presencial tem muito valor. Pessoalmente, tenho dito aos meus alunos que sinto muita falta de estar presencialmente em sala de aula. Estamos, inclusive, planejando uma comemoração com o retorno das aulas com direito a espumante.

Tenho duas filhas, já aconteceu da minha filha menor (de 5 anos) querer minha atenção no andamento da aula e se aproximou sentou no meu colo e permaneceu por alguns minutos, acenou para a turma, mandou beijo e ficou feliz de ter participado da aula (risos). O contrário também acontece, o aluno na sua casa ouço o cachorro latindo, o filho pequeno querendo atenção, música alta. Mas é inegável que a atenção fica mais vulnerável a todos os movimentos da casa, principalmente quando toda a família encontra-se em quarentena.

Considero-me uma professora privilegiada com os alunos que tenho. Nas primeiras semanas, tive o apoio de alguns alunos para criar reuniões no Zoom. Eles foram muitos solícitos em ajudar no compartilhamento de materiais e leituras em PDF. 

 Tenho um aluno que se disponibilizou em selecionar questões objetivas de concursos públicos sobre a matéria das aulas e enviar para o grupo do WhastApp e, após, disponibilizar o gabarito, ou seja, um ritmo de cooperação e compreensão nesse momento de distanciamento social.

 Contei muito com o auxílio e  de todos os envolvidos, colegas de profissão, alunos e com a coordenação do curso, sempre incansável para ajudar e tentar resolver os imprevistos o mais rápido possível.

 Literalmente, meus alunos estão sendo incansáveis, por exemplo, a turma do primeiro semestre tem demonstrado responsabilidade e comprometimento nas aulas virtuais, na resolução dos exercícios via online, nas pesquisas nos materiais e livros indicados, nas vídeos aulas indicadas do Youtube. Sei que para os alunos também não está fácil acompanhar o ritmo de atividades, coloco-me no lugar deles e entendo o quanto estão se esforçando. Não resta dúvida de que a mudança foi rápida, necessária e se tornou indispensável a colaboração de todos nesse novo panorama de aprendizagem."

* Foto/ Divulgação ( Professora Angélica com as alunas Laura, acima, e Luciane, à direita)

O QUARTO DE FELIPE VIROU SALA DE AULA

Foto: Pedro Piegas (Diário) 

Desde que as aulas foram suspensas, os estudos de Felipe Jardim Tasca, 13 anos, têm sido em casa. O aluno do 8º ano do Ensino Fundamental do Colégio Fátima improvisou a impressora sobre a cama e tem uma pilha de materiais espalhados pelo quarto.

 Para preencher o tempo que seria da aula presencial, ele e os colegas acessam o portal do aluno onde, semanalmente, os conteúdos são disponibilizados pelos professores e há um prazo para executar as tarefas. No entanto, há dúvidas, dele e da família, de como serão as avaliações.

- Vejo que a rotina de aulas está sendo tranquila. Meu filho está conseguindo se adaptar e mantém as atividades em dia, mas não há informações concretas sobre avaliações. No início, veio muito material. Mas tudo é muito novo para todos e, aos poucos, as partes estão se acertando. Sou professora e sei que nada substitui tirar as dúvidas na hora. Acredito que ele (filho) está aprendendo, e sabemos que a escola está fazendo o possível para minimizar os danos - avalia Ieda Jardim, mãe do estudante.

Os professores de Felipe disponibilizam o número de telefone e, em horário de aula, ficam disponíveis para atender videochamadas e tirar dúvidas. Mesmo sendo algo novo para todos, o adolescente comemora por estabelecer horários e ter uma rotina própria:

- Na aula, tudo tem um período para fazer as coisas. Em casa, nós que fazemos o nosso tempo, sem seguir um padrão. Assim, fica mais fácil. Temos uma liberdade para executar as tarefas.

De acordo com Felipe, não há informações se as aulas virtuais serão consideradas dias letivos e se os trabalhos valerão nota.

AS AULAS DE FELIPE

  •  Instituição - Colégio Fátima
  • Série - 8º ano do Ensino Fundamental
  • Modalidade - Acesso ao material disponibilizado através do portal do aluno
  • Validação - Não há uma definição. O calendário escolar será reorganizado no retorno das aulas presenciais
  • Avaliação - Serão repensadas com base em diagnósticos de aprendizado no período de isolamento


SITUAÇÃO DAS AULAS EM SANTA MARIA

Foto: Pedro Piegas (Diário) 

No município

  • Segundo a Superintendência de Comunicação da prefeitura, as escolas estão com as aulas suspensas desde 18 de março, de acordo com o decreto executivo 53/2020, ampliado pelo decreto estadual 5.5154/2020. O retorno dependerá da avaliação das autoridades sobre a evolução da pandemia, o que deverá ser expresso por novo decreto. Até o momento, os professores não foram orientados para o trabalho pedagógico remoto, mas alguns educadores sugerem atividades lúdicas para manter a integração com os alunos e as famílias e complementar a aprendizagem. As iniciativas não têm caráter de obrigatoriedade e são disponibilizadas de acordo com os recursos da escola e o acesso dos alunos. Os municípios aguardam a regulamentação do Conselho Nacional de Educação para a reorganização dos calendários escolares e das atividades pedagógicas não presenciais. Em Santa Maria, a rede municipal tem 79 escolas e cerca de 20 mil alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental

No Estado

  • Segundo José Luis Eggres, titular da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), desde a suspensão das aulas, as escolas foram orientadas a implementarem o projeto Aulas Programadas. Cada escola recebeu um webtreinamento da 8ª CRE com um plano de ação e número de aulas, dando preferência para os conteúdos que o aluno já tivesse conhecimento. São utilizados vídeos, WhatsApp e outras plataformas. Para os alunos que não têm acesso ao material digital, o mesmo é disponibilizado para ser retirado nas escolas. Segundo a 8ª CRE, as aulas virtuais podem ser validadas como dias letivos, desde que sejam cumpridas as metas. Provas convencionais não serão feitas, mas há um processo de acompanhamento do professor junto do aluno que pode ser considerado um meio de avaliá-lo. No retorno das aulas presenciais, será dado um diagnóstico sobre esse período. Santa Maria conta com 41 escolas estaduais e cerca de 16 mil alunos.

Na UFSM

  • A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) tem atividades suspensas até 15 de maio. Sem aulas presenciais, a instituição atua no Regime de Exercícios Domiciliares Especiais. Segundo o pró-reitor adjunto de Graduação, Jerônimo Tybusch, os professores que conseguirem trabalhar os conteúdos previstos neste sistema poderão validar os dias letivos. Caso contrário, os docentes terão direito a recuperar as aulas presenciais depois. O mesmo vale para alunos que tiverem dificuldade no acesso às atividades disponibilizadas pela internet. O calendário de recuperação será definido após o término do isolamento. A USFM conta com 28.792 alunos.

Instituições privadas

  • Escolas e faculdades particulares adotaram critérios específicos e diferenciados em cada instituição


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