reportagem especial

Saiba quais são os planos de gestão, a trajetória pessoal e profissional do trio que deve conduzir a UFSM até 2024

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Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)

Fotos: Renan Mattos (Diário)

Schuch é um inquieto e quer imprimir inovação e modernização. Martha preza pelo perfil conciliador e aposta no diálogo para o desenvolvimento. Cristina é entusiasta da coletividade para uma boa gestão. Essas foram as primeiras percepções do trio que deve estar a frente da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) até 2024 e compôs a chamada lista tríplice, formada após a votação virtual da eleição à Reitoria no dia 28 de julho. A novidade é que, embora o prazo máximo para nomeação do reitor seja 27 de dezembro, já na primeira quinzena de setembro, os nomes serão enviados ao Ministério da Educação (MEC). Porém, para que a colocação por ordem de votos decididos pelo Conselho Superior da instituição no processo eleitoral seja respeitada, e que teve Luciano Schuch, com 42 votos, Martha Bohrer Adaime com 32 e Cristina Wayne Nogueira com 29, cabe ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeá-los. Mais do que isso, a configuração da lista tríplice também está na mão do presidente, que pode fazer uma indicação ao cargo principal, independentemente da posição que consta na lista. Já o vice-reitor será escolhido pelo reitor nomeado.

- Temos feito articulações com entidades empresariais, conversado com a bancada de partidos políticos de Santa Maria, assim como estaduais e federais, e com ministros para manifestar apoio à lista tríplice e minha nomeação para reitor. Também com lideranças da nossa cidade e região. A lista tríplice irá para o MEC após a próxima reunião do Conselho Universitário, onde será encaminhada a ata e toda documentação. O prazo é até 27 de dezembro, quando acaba o mandato do professor Burmann (Paulo Afonso Burmann, atual reitor). Aí, será feita a escolha de qual dos três nomes será escolhido. O momento é de muita articulação para mostrar nosso projeto - adianta Schuch.

ELEIÇÃO HISTÓRICA

Deflagrado pelo Conselho Universitário em 28 de abril, o processo eleitoral à Reitoria foi marcado por polêmicas da etapa de consulta pública à votação pelos conselhos. Foram três meses de movimentações que tiveram desdobramentos judiciais, interferência do Ministério Público Federal (MPF), além manifestações e acusações entre os concorrentes nas redes sociais. Além de Schuch, Martha e Cristina, também concorreu a reitor o professor Rogério Koff, que ficou de fora da lista tríplice, e conseguiu 17 votos.

E se são gigantes os desafios de estar à frente de uma universidade pública - que requer escuta da comunidade, elaboração de projetos e tomada de decisões - na próxima gestão, a responsabilidade cresce e ganha outros contornos. É que vislumbra-se a partir de 2022, a retomada gradual das atividades. Com otimismo espera-se ser o período pós-pandêmico que se estabelecerá junto de um cenário que já tem sofrido expressiva redução de recursos à universidade por parte do governo federal. Nesta reportagem, cada um dos reitoráveis compartilha como pretende encarar a nova gestão. Eles falam também sobre trajetória pessoal e profissional.

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LUCIANO SCHUCH

O nome mais votado, tanto nos Conselhos Superiores quanto na pesquisa de opinião da comunidade acadêmica para ocupar o cargo de reitor, autodenomina-se um inquieto, o que se percebe logo na fala acelerada e do tempo quem tem dividido entre muitas tarefas. Luciano Schuch, 47 anos, é casado com Crislei Siqueira Schuch, a quem diz ser seu exemplo de vida, e pai de Otavio Siqueira Schuch, 8 anos. Além de fazer jus ao legado do pai e do avô já falecido, os professores universitários Vitor Francisco Junior e Vitor Francisco Schuch, o reitorável quer profissionalizar e modernizar a gestão.

Engenheiro eletricista com mestrado e doutorado em Eletrônica de Potência pela UFSM, ingressou na instituição em 2009, no Departamento de Processamento de Energia Elétrica, tornando-se chefe desse departamento até 2014, quando foi eleito diretor do Centro de Tecnologia. Em 2018, assumiu o cargo de vice-reitor na chapa junto com Paulo Afonso Burmann.

Atualmente, é professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE), um dos programas de excelência (conceito Capes 6) e pesquisador do Grupo de Eletrônica de Potência e Controle (GEPOC). Participou de projetos de transferência de tecnologia para indústria nacional e na elaboração do CT-Infra 2010, que culminou com a implantação do Instituto de Redes Inteligentes da UFSM. Épesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), em Geração Distribuída, e da Unidade Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) em Recursos Energéticos Distribuídos.


Diário de Santa Maria - Quais serão as primeiras ações após a nomeação à Reitoria?

Luciano Schuch - Trabalhar para colocar em ação o projeto construído e debatido com a comunidade.

Diário - Questões pontuais e de longa data como melhorias à Casa do Estudante e Restaurante Universitário, obras e o próprio PPCI da UFSM estão entre as prioridades? De que forma?

Schuch - Sim, estão, mas nosso objetivo é qualificar os espaços e as edificações existentes ao invés de investir em novas obras. Isso se deve à redução dos recursos de investimento nas universidades e ao aumento da demanda por investimentos em TIC (nas áreas administrativa e educacional); no RU ,as obras de ampliação e melhorias estão em fase de conclusão; o PPCI é um grande passivo que temos. Já foram investidos mais de R$ 2 milhões na implementação. Contudo, esse investimento deve ser contínuo para conseguimos adequar todas nossas edificações. Estamos buscando recursos junto ao governo federal. A Casa do Estudante está passando por adequações, mas temos que melhorar a questão de segurança e acessibilidade.

Diário - Junto à UFSM, qual momento ou conquista destacaria?

Schuch - Nada a destacar, as conquistas são fruto do trabalho do dia a dia, da relação respeitosa com todos e do trabalho conjunto.

Diário - Muito se fala em uma universidade de excelência. Para o senhor, o que possibilita essa alcunha?

Schuch - Nossa universidade se destaca entre as principais do país em rankings nacionais e internacionais (em empreendedorismo, inclusão social, questões ambientais, produção de ciência, entre outros). No Índice Geral de Cursos (IGC), estamos caminhando em direção ao conceito 5 (conceito máximo Inep/MEC). Hoje, temos um plano de metas com objetivos e indicativos quantitativos que nos mostras os caminhos para atingir novos patamares. Essa universidade que trabalha para o desenvolvimento econômico e social do nosso país é de excelência. Temos muito a fazer e a melhorar, mas, com o trabalho e dedicação dos docentes, dos TAEs e dos estudantes, vamos subindo degrau a degrau rumo a excelência.

Diário - O senhor cogita a possibilidade de não ser nomeado pelo presidente como a principal liderança da instituição?

Schuch - É a legislação vigente e está na autonomia do governo federal escolher um dos três nomes. Estou preparado para assumir este cargo e trabalhar em prol da UFSM e para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Diário - Para o senhor, quais as peculiaridades da UFSM?

Schuch - Ser uma universidade do Interior com uma ampla gama de atuação, multicampi, com cursos que vão da educação infantil, ensino médio, técnico, tecnólogo, graduação, pós-graduação e EaD, cursos diurnos e noturnos, um verdadeiro universos de pessoas em busca do conhecimento e de formação profissional

Diário - Quais serão as maiores desafios nessa nova gestão pós-pandemia?

Schuch - O maior desafio que a universidade passa é a transformação digital que o mundo vive, acelerado pela pandemia, que afeta as relações pessoais, o mercado de trabalho e não seria diferente com o sistema educacional. Nossa universidade tem DNA presencial, mas tem que estar conectada ao mundo, ser ágil e pronta para receber os estudantes que hoje são nato digital. Por outro lado, temos a redução dos investimentos nas universidades que dificulta o planejamento e a implementação das mudanças necessárias para adequação física e lógica.


MARTHA BOHRER ADAIME

Aos 58 anos, Martha Bohrer Adaime traz no discurso a alegria de ser a primeira mulher a ocupar o cargo expressivo na Reitoria e que seguirá apostando no diálogo como ferramenta de transformação e desenvolvimento. Casada com Nilson Medeiros, orgulha-se de sempre ter estudado em escolas públicas de Santa Maria, no Instituto Olavo Bilac e no Colégio Manoel Ribas. Ela se diz trabalhar inspirada no pai, Jorge Adaime (já falecido) e a orientadora Carol Collins, hoje com 90 anos, que ainda é uma referência. Americana, foi professora na Unicamp com vida profissional reconhecida internacionalmente.

À UFSM, Martha chegou em 1980, no curso de Química Industrial. Em 1984, ingressou no Instituto de Química da Unicamp, de onde saiu doutora em Ciências em no curso de Química Industrial, em 1989. No mesmo ano, retornou à UFSM após ser aprovada no concurso para professora. Ao mesmo tempo, se dedicou à pesquisa no Programa de Pós Graduação em Química (conceito máximo junto a Capes) e na gestão, atuando na direção do Centro de Ciências Naturais e Exatas onde permaneceu por três mandatos, até 2013. Em 2014, assumiu a Pró-Reitoria de Planejamento, em 2015, a Pró-Reitoria de Graduação ficando até o ano passado. Atualmente, chefia o Gabinete do Reitor.

Diário de Santa Maria - Quais serão as primeiras ações após a nomeação à Reitoria?

Martha Bohrer Adaime - Implementar cada uma das ações previstas no Plano de Gestão que foi construído com a colaboração de muitas pessoas e aprimorado, durante o mês de junho, ouvindo a comunidade acadêmica.

Diário - Questões pontuais e de longa data como melhorias à Casa do Estudante e Restaurante Universitário, obras e o próprio PPCI da UFSM estão entre as prioridades? De que forma?

Martha - A UFSM vem investindo na Assistência Estudantil (Casa do Estudante, RU e ações de apoio ao estudante), mas os investimentos devem ser constantes, à medida que os recursos financeiros, por parte do governo federal, forem liberados. As obras estão acontecendo, já há recursos garantidos. O PPCI é necessidade, não só da UFSM como dos demais órgãos, sejam eles públicos ou privados. Devido ao tamanho da UFSM e ao número de prédios (são 200) a implementação está sendo gradual, conforme a liberação de recursos e de um Termo de Execução Descentralizada (TED) específico para esta ação.

Diário - Junto à UFSM, qual momento ou conquista destacaria?

Martha - Sem dúvida, tive muitos, mas destaco o resultado do concurso docente em 1989, comemorado com minha família. Este momento me abria muitas possibilidades e entendia que se me dedicasse poderia contribuir muito com a instituição pública que deu a formação a mim e todos meus irmãos, já que não possuíamos pai e mãe com Ensino Superior.

Diário - Muito se fala em uma universidade de excelência. Para a senhora, o que possibilita essa alcunha?

Martha - Uma universidade de excelência é aquela que tem envolvimento com ensino, pesquisa e extensão, inserida na sociedade e comprometida com o desenvolvimento regional, nacional e circular, entre os diferentes rankings, buscando crescimento nas diversas áreas de conhecimento que proporciona. A mesma deve proporcionar crescimento, ainda que gradual, em todas as áreas e nos diferentes níveis de ensino.

Diário - A senhora cogita a possibilidade de ser nomeada pelo presidente como a principal liderança da instituição?

Martha - Esperamos que a escolha seja pelo professor Luciano Schuch , o primeiro da lista por ser o mais votado. Além disso, tem competência , experiência para este cargo. Entretanto, caso sejamos nomeadas eu ou a professora Cristina, nos sentimos preparadas para o cargo.

Diário - Para a senhora, quais as peculiaridades da UFSM?

Martha - É uma instituição multicampi (temos campi em Frederico Westphalen, Palmeira das Missões, Cachoeira do Sul, além de uma Unidade em Silveira Martins), e é necessário uma sintonia para que a gestão e o crescimento sejam os mesmos. A UFSM tem vários níveis de ensino (infantil, médio, técnico, superior além de especialização, mestrado e doutorado), o que exige tratar as especificidades como elas merecem e, muitas vezes, não podemos ter uma decisão única para toda a instituição. Com a inclusão através da Política de Ações Afirmativas, necessitaremos esforços para crescimento e consolidação destas ações, a exemplo da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED), que trata de questões como acessibilidade, questões pedagógicas e étnico-raciais, que já atende nossos acadêmicos mas precisa ser incentivada, com recursos e pessoal.

Diário - Quais serão as maiores desafios nessa nova gestão pós-pandemia?

Martha - No pós-pandemia, a questão emocional de nossos acadêmicos e servidores deve ter um tratamento condizente a cada situação. Uma instituição do tamanho da nossa sempre teve desafios que foram vencidos por nossos ex-reitores, que transformaram nossa UFSM em um pólo educacional desta magnitude. Nos próximos quatro anos, a dificuldade será a escassez de recursos devido a situação econômica que estamos vivendo, mas com projetos bem estruturados iremos em busca junto ao governo federal.


CRISTINA WAYNE NOGUEIRA

Filha de Eduardo e Ester Nogueira, professores universitários aposentados da UFSM, nos quais se espelha pelos valores éticos e profissionais, Cristina Wayne Nogueira, 57 anos, é companheira de Gilson Zeni e mãe de Tissiana Nogueira Pereira, 39 anos. Graduada em Farmácia e Bioquímica pela UFSM em 1988, é mestre em Ciência e Tecnologia dos Alimentos pela mesma instituição e doutora em Bioquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em 2003, fez estágio pós-doutoral no Departament of Biochemistry da Iowa State University (USA).

Em 1991, foi aprovada em primeiro lugar como professora substituta para o Departamento de Química da UFSM. De1991 a 1995, ministrou aulas de Bioquímica e, em junho de 1995, foi contratada como professora assistente no Setor de Bioquímica do Departamento de Química. Atualmente, é professora titular no Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular e orientadora permanente do Programa de Pós-graduação em Bioquímica Toxicológica (conceito 6 capes). Também coordena o grupo de pesquisa Síntese, Reatividade e Avaliação Farmacológica e Toxicológica de Organocalcogênios (LASRAFTO). Cristina é a primeira pesquisadora mulher com bolsa de produtividade 1A CNPq da UFSM.


Diário de Santa Maria - Quais serão as primeiras ações após a nomeação à Reitoria?

Cristina Wayne Nogueira - Trabalharemos, desde já, na construção das metas do nosso projeto, amplamente debatido com a comunidade, seja colocado em prática.

Diário - Questões pontuais e de longa data como melhorias à Casa do Estudante, RU, obras e o próprio PPCI da UFSM estão entre as prioridades? De que forma?

Cristina - Certamente. RU: as obras de ampliação e melhorias do RU estão em fase de conclusão; PPCI: é um grande passivo que temos na UFSM. Neste ano, já foram investidos mais de R$ 2 milhões Contudo, este investimento deve ser contínuo para conseguimos adequar todas nossas edificações. A Casa do Estudante: está passando por adequações, mas temos que melhorar a segurança, acessibilidade e adequações as normas vigentes. Nosso objetivo é qualificar os espaços e as edificações existentes ao invés de investir em novas obras. Isso se deve à redução dos recursos de investimento nas universidades.

Diário - Junto à UFSM, qual momento ou conquista destacaria?

Cristina - A eleição e posse do primeiro reitor eleito e empossado democraticamente pela comunidade acadêmica, em 1985, o dia da minha posse como professora do quadro permanente, em 1995, a defesa de mestrado da minha primeira orientanda, o aceite para publicação de um artigo de revisão na Chemical Reviews, uma das mais respeitadas revistas da minha área de pesquisa, ter sido contemplada com a bolsa de produtividade 1A do CNPq, o reconhecimento internacional com o Prêmio Scopus 2010 e o Prêmio Pesquisador Gaúcho. Não poderia deixar de mencionar o fato de ter participado do processo eleitoral para a Gestão da reitoria da UFSM 2022- 2025.

Diário - Muito se fala em uma universidade de excelência. Para a senhora, o que possibilita essa alcunha?

Cristina - A UFSM se destaca entre as principais universidades do país em rankings nacionais e internacionais (em empreendedorismo, inclusão social, questões ambientais, produção de ciência, produção de ciência pelas mulheres, entre outros). No IGC, caminhamos em direção ao conceito 5 (conceito máximo Inep/MEC). Nosso projeto para a instituição possui plano de metas, com objetivos e indicativos quantitativos, assim como diagnóstico e avaliação, que serão fundamentais para indicar os caminhos, corrigir rumos e atingir novos e necessários patamares. Instituição de excelência é aquela em que a competência, a qualidade de ensino, da pesquisa, da inovação, do empreendedorismo e da extensão sejam realidade, contribuindo para o desenvolvimento social econômico e social do país.

Diário - A senhora cogita a possibilidade de ser nomeada pelo presidente como a principal liderança da instituição?

Cristina - Sabemos que é prerrogativa do presidente da república nomear o(a) reitor(a) das universidades federais. Entretanto, esperamos que a vontade da comunidade, expressa na pesquisa de opinião, e referendada pela eleição nos conselhos superiores seja respeitada e que o professor Luciano Schuch seja nomeado como o reitor da UFSM.

Diário - Para a senhora, quais as peculiaridades da UFSM?

Cristina - A UFSM é uma universidade do Interior com uma gama de áreas de atuação, multicampi, com cursos que compreendem desde a educação infantil, ensino médio, técnico, tecnólogo, graduação, pós-graduação e EaD, cursos diurnos e noturnos, um verdadeiro universo plural de pessoas em busca do conhecimento e de formação profissional.

Diário - Quais serão os maiores desafios nessa nova gestão pós-pandemia?

Cristina - Será a transformação digital que foi acelerada pela pandemia e que afeta as relações pessoais, o mercado de trabalho e não seria diferente com o sistema educacional. Nossa universidade tem DNA presencial, mas tem que estar conectada ao mundo, ser ágil e pronta para receber os estudantes que hoje são nato digital. Por outro lado, a redução dos investimentos nas universidades que dificulta o planejamento e a implementação das mudanças necessárias para adequação física e lógica da UFSM será um grande desafio.


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