reportagem especial

O desafio de manter a saúde mental sob isolamento contra o coronavírus

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Foto: Foto: Rena Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

Santa Maria já vive, dia após dia, os sintomas do que simbolicamente o psiquiatra Vitor Calegaro mencionou como "inimigo invisível". Em poucos dias, já se tem dimensão da gravidade da doença que, há até pouco mais de um mês, era um problema de saúde pública apenas na China. Talvez, nunca tivéssemos ouvido tanto falar em fronteira, divisa, limite, exílio. Os abraços e beijos passaram a ser contra-indicados, e a Covid-19 alastrou-se na Itália e chegou ao Brasil com velocidade ainda desconhecida.  

Após as primeiras confirmações no país e no Estado, o Coração do Rio Grande assiste ao esvaziamento de ruas e salas de aula, comércio interrompido, shows e espetáculos teatrais de cortinas fechadas. O último decreto municipal tratou de reiterar a importância do isolamento e de permitir o funcionamento apenas dos serviços essenciais.

- Não se conhece exatamente qual magnitude terá no nosso cenário nem se sabe precisamente onde o perigo está, só se sabe que está chegando. Ficamos imaginando como esse estranho chegará, e o mal que causará, mas de fato, ainda não o conhecemos pessoalmente. Isso pode suscitar ansiedades relativas à doença, ao adoecimento de pessoas próximas como contágio/contaminação, além de sintomas comuns nos transtornos de ansiedade, obsessivo-compulsivo e "hipocondríaco". Se o aumento da realidade percebida causa ansiedade, a distorção da mesma também pode causar sintomas - alerta Calegaro, que também é professor de departamento de Neuropsiquiatria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e coordenador do ambulatório de Psiquiatria do Hospital Universitário.

Em meio ao bombardeio de informações, o alarmismo, as fake news, o oportunismo político e econômico e a preocupação real com a vida das pessoas a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou, na última quarta-feira, um guia com dicas para enfrentar consequências psicológicas e mentais do novo coronavírus. A doença está gerando estresse pelo risco de contaminação, incerteza, isolamento social e desemprego.

Nesta reportagem, também trazemos alguns especialistas que falam sobre saúde, informação e de como lidar com o enfrentamento da Covid-19. Em comum, todos são unânimes em defender que o respeito e a empatia devem ser mais contagiosos que o vírus.

- Se vínhamos em uma crise cultural em relação à valorização dos direitos humanos e inclusão social, esta experiência mundial deverá trazer de soco uma realidade inquestionável. Somos todos iguais, pelo menos, na vulnerabilidade. Estamos todos em risco. Ainda assim, o humano tende a relativizar as informações para conseguir tolerá-las. Pessoas com funcionamentos mentais mais primitivos, com poucos recursos internos para elaborar seus próprios sentimentos, têm dificuldades de se colocar no lugar do outro e de sublimar, transformando uma experiência traumática em uma vivência de aprendizado e ressignificação de valores e atitudes. E estigmatizar alguma pessoa, etnia ou grupo de risco não nos torna imune de sermos estigmatizados logo a seguir se nos tornamos também um "infectado - declara Martha Helena Oliveira Noal, psiquiatra do Espaço Nise da Silveira & AFAB da UFSM.

"O CORONAVÍRUS VAI NOS DEIXAR EXPERIÊNCIAS TRAUMÁTICAS E OUTRAS EXTREMAMENTE CONSTRUTIVAS"

Foto: Renan Mattos (Diário)

Sinais e sintomas em meio a pandemias como a do coronavírus podem ser denominados como Reação Aguda ao Estresse. A psiquiatra Martha Noal esclarece que é uma reação natural e não chega a configurar uma doença. Como o próprio nome diz: é uma reação. Ela atenta para a necessidade de entender que tristeza não é depressão, e pessoas saudáveis emocionalmente conseguem modular seus sentimentos de acordo com a realidade.

Culturalmente, segundo a profissional, a sociedade tem tido dificuldades de lidar com o enfrentamento de crises. Tende-se mais a fugir ou negar através de subterfúgios como a medicalização da vida através de psicofármacos sem indicação precisa, o uso abusivo do álcool e/ou de drogas, soluções artificiais como o consumismo e relações interpessoais superficiais. A indicação é que tudo seja avaliado a partir de um processo de autoconhecimento: seja pessoal, seja através de uma psicoterapia, a médio e longo prazo. Entretanto, quem ainda não vinha fazendo isso, buscar um auxílio exatamente agora, pode ser uma tendência apenas imediatista.

- Precisamos compreender esse fenômeno como uma vivência coletiva única e momentaneamente intransponível. A experiência do coronavírus vai deixar experiências traumáticas e outras extremamente construtivas. Desde a angústia do sentir-se privado da liberdade do ir e vir até a dor de perder pessoas significativas e nem sequer conseguir cumprir os rituais tão necessários para a elaboração interna do luto; desde a operacionalidade de colocar em dia tarefas domésticas adiadas, como organizar um armário, elaborar um alimento saudável, ler um livro, assistir a um filme até uma (re)descoberta de si mesmo, em momentos raros de reflexão. A ajuda familiar pode ser fundamental, propiciando a troca de sensações, passando por uma experiência de vida inédita, potencialmente assustadora que põe em risco a integridade física de cada um de nós - analisa a especialista.

ENTRE ANSIEDADE E O EQUILÍBRIO

O estresse gerado pode ser manifestado por sintomas como insônia, angústia persistente ou intensa, dificuldade em controlar as preocupações, irritabilidade, dificuldades de atenção, alterações de apetite, sentir-se em estado de alerta e impulsividade, conforme lista o psiquiatra Vitor Calegaro, professor do departamento de Neuropsiquiatria da UFSM, coordenador do ambulatório de Psiquiatria do CIAVA/HUSM. Em geral, são sintomas temporários, cuja presença, por si só, não indica um transtorno mental, mas em pessoas com transtornos mentais prévios, podem representar exacerbação e sofrimento significativo.

Ele alerta que em meio à pandemia, poderão emergir, na população em geral, sintomas depressivos, oriundos das perdas econômicas, do isolamento social, do estigma, dos lutos e das mudanças de vida. Esse será o momento de maior reclusão e atuação maior de profissionais da saúde mental.

É por isso que a psiquiatra Martha Noal apela que as pessoas tenham maturidade, prudência e senso de coletividade:

- O "pânico" ou as ansiedades paralisam, diminuem a capacidade de reflexão e tomada de decisões lúcidas. Vamos imaginar duas pessoas presas num elevador. Uma em pânico e outra sob controle de suas emoções. Quem conseguirá resolver o problema de forma mais rápida e efetiva e menos traumática? Esse simples exemplo traz pistas de que a busca ao equilíbrio emocional possa ser fundamental frente à grave crise sanitária mundial. É importante que todas as pessoas compreendam que suas atitudes implicam positiva ou negativamente. Qualquer imprudência de um pode significar a vida de outro.

MAIS ZELO A CRIANÇAS E IDOSOS

Franqueza e serenidade são palavras- chaves no trato com crianças e idosos neste momento de pandemia. É responsabilidade dos pais e cuidadores filtrar falsas notícias e mesmo, informações de difícil assimilação para a idade e capacidade de compreensão e superação nas diferentes faixas etárias.

- Algumas famílias mantêm a televisão ligada por horas, por exemplo, mesmo quando adultos não estão assistindo. Não se deve expor crianças e idosos ao excesso de informação, que podem aumentar a ansiedade - comenta o psiquiatra Calegaro.

Essa também é a hora de ser criativo, seja na articulação do tempo com crianças fora da escola, seja com os idosos em isolamento, conforme sugere a psiquiatra Martha:

- Atividades lúdicas e estratégias de tecnologias virtuais para acessar os idosos sem estar em contato direto com eles são as recomendações. Fortalecer vínculos através de telefonemas, videochamadas e mensagens podem passar a segurança necessária aos idosos para que enfrentem com esperança este momento de crise

"CIDADE NÃO TEM CONSEGUIDO DAR CONTA DAS DEMANDAS DE SAÚDE MENTAL, MESMO ANTES DA PANDEMIA", DIZ PSIQUIATRA

Em poucos dias, profissionais da saúde mental estão empenhados estabelecer formas possíveis de realizar os atendimentos, segundo relata o psiquiatra Vitor Calegaro:

- Essa é uma situação atípica, que impõe mudanças, mas que necessita seguir diretrizes. A discussão sobre o tópico é contínua. Modelos de atendimento terão que ser repensados, por exemplo, com o uso da Telemedicina.

Um reflexo imediato da preocupação da população tem se percebido nas linhas de atendimento a dúvidas ao coronavírus. Segundo o chefe da Unidade e Saúde e integrante da Gerência de Pesquisas do Husm, Gustavo Dotto, a maioria das pessoas que ligou para o (55) 3220-8500, o Disc-Coviv, da UFSM, procurava por tranquilidade.

- No primeiro dia tivemos 549 ligações, no segundo dia 635. As medidas de prevenção estão sendo massivamente divulgadas, eas pessoas bem informadas.Mas elas querem contar suas histórias, falar do isolamento, de uma viagem que fizeram e dos possíveis riscos. Os relatos e sentimentos são de medo. Nosso trabalho tem sido muito de escutar e tranquilizar - conta Dotto, que também é coordenador do serviço.

O psicólogo Diego Gomes, que atende em um consultório particular da cidade e é coordenador do Núcleo de Processos Clínicos e Psicossociais do Conselho Regional de Psicologia, fez um vídeo e publicou em suas redes sociais como forma de informar e amenizar a ansiedade de seus pacientes e do público em geral:

- Desde domingo (15 de março), parece que virou uma chavezinha e as pessoas que atendo e novos pacientes passaram a relatar forte ansiedade. O discurso não é tanto o medo do vírus, mas o fato de ficar "preso"em casa e uma grande preocupação econômica. Também há situação de pessoas que viajaram ou têm familiares em viagem que estão começando a sentir retaliação e preconceito por ter saído daqui .

A médica Martha Noal conta que, em conversas de grupos virtuais de saúde mental, profissionais já têm trocado informações sobre o cononavírus e seguido diretrizes da OMS.

Porém, a psiquiatra relata preocupação por desconhecer um plano de ação de emergência em saúde mental em Santa Maria:

- Há anos, a cidade não tem conseguido dar conta das demandas de saúde mental, mesmo antes da pandemia. Carecemos de vagas para atendimento ambulatorial, não dispomos de CAPS III (Centro de Atenção Psicossocial 24 horas) nem de Serviço Residencial Terapêutico (SRT), como preconiza Rede de Atenção Psicossocial (Raps) para cidades do porte de Santa Maria. E talvez, o mais grave na atual conjuntura, não há no município um serviço de urgência e emergência 24 horas com equipe especializada em saúde mental, desde o fechamento do Serviço de Emergência da Psiquiatria do Husm, em 2015.

Nos últimos dias, a prefeitura de Santa Maria anunciou um Centro de Referência para atender casos suspeitos de coronavírus: um imóvel na Rua Conrado Hoffmann, 277. Em junho do ano passado, o ex-secretário de Saúde, Francisco Harrisson, informou que o local sediaria um SRT. Quase um ano depois, a prefeitura diz que o serviço não foi viabilizado, pois não houve abertura de licitação.

O que diz a prefeitura

  • Sem dar detalhes, o secretário municipal de Saúde, Guilherme Ribas, informou, por meio da Superintendência de Comunicação da prefeitura, que está sendo montado um protocolo e que irá incluir o serviço de atendimento psicológico no município, por conta do coronavírus

ISOLAMENTO É RESPONSABILIDADE

Foto: Renan Mattos (Diário)

Se por um lado os transtornos mentais não param com a pandemia, consultar em um estabelecimento de saúde apresenta um risco de contágio para o paciente, para o profissional e para a comunidade. Vitor Callegaro salienta que sintomas decorrentes da situação atual podem ser temporários e leves, tendendo a reduzir conforme as pessoas vão se adaptando. Portanto, a recomendação de buscar o atendimento em saúde mental, nesse momento, é apenas para casos de sofrimento intenso.

Martha Noal reitera que o período irá despertar muitas reações emocionais de medo, apreensão, ansiedade, tristeza, impotência. Contudo, a busca de um profissional deve se limitar àquelas pessoas que realmente não consigam tolerar o processo de lidar com o isolamento e o medo e que apresentem sintomas incapacitantes.

- Temos que ter o cuidado de não absorver individualmente uma demanda que é coletiva. O momento é de recolhimento. As salas de espera dos postos de saúde, hospitais e mesmo consultórios não são lugares seguros. O que precisa ficar claro é que se não enfrentarmos estes sentimentos e negarmos a realidade a catástrofe será ainda maior. A experiência dos italianos tem mostrado claramente que o que precisa ser feito é o isolamento em casa. Há estatísticas comparativas da evolução do contágio entre cidade que fez precocemente o isolamento em relação a outra que o fez quinze dias depois e fica explícita a diferença nas curvas. As únicas razões justificáveis para a circulação são a manutenção dos serviços essenciais e a busca pela subsistência, ainda assim, conscientemente e com todos os cuidados de higiene necessários. O momento exige acima de tudo responsabilidade e respeito às orientações que tenham respaldo técnico - acrescenta a psiquiatra.

LIGUE 188 SE PRECISAR DE APOIO

Foto: Pedro Piegas (Diário)

O Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende gratuitamente pelo telefone 188 em todo o país, 24 horas por dia, já se prepara para o aumento do número de ligações de pessoas pedindo ajuda e apoio emocional nesse momento de angústia e crise por causa da pandemia. Segundo o fundador do CVV em Santa Maria, Jorge Brandão, com o avanço da doença, a reclusão em casa e a grave crise econômica, havendo risco de desemprego e fechamento de empresas, mais pessoas terão problemas psicológicos. Por isso, o telefone e o chat no site do CVV estão à disposição da comunidade para atender gratuitamente pessoas que precisam de apoio emocional.

- Mesmo que, na ligação, a central diga que há 15 pessoas na fila, espera um pouco porque é rápido, já que há centrais por todo o Brasil atendendo - diz.

Centro de Valorização da Vida (CVV)
  • O quê - O CVV é um serviço de emergência que presta apoio emocional pelo telefone 188, 24 horas, de forma gratuita. Pela internet, oferece, ainda, a possibilidade de atendimento via chat por meio do site cvv.org.br.
  •  Informações - [email protected] e a página do CVV Santa Maria no Facebook
ORIENTAÇÕES PARA MANTER A SAÚDE MENTAL DURANTE O PERÍODO DE RECLUSÃO*

  • Mantenha contato com os seus vínculos afetivos. Telefone, faça vídeo-chamadas. É mais caloroso ouvir a voz, olhar no rosto, do que ler uma mensagem de texto
  • Reorganize sua rotina, estabeleça horários para o trabalho em home office, se for o caso
  • Repense suas prioridades
  • Exercite-se. Há várias formas de manter atividade física mesmo em casa
  • Procure manter um sono adequado. Em casos de insônia, recomenda-se estabelecer a rotina de sono, evitar uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir (celular, computador, televisão), tomar um banho morno, praticar alguma forma de relaxamento, evitar estimulantes (como cafeína, energéticos)
  • Mantenha-se ocupado. Se as atividades habituais não são possíveis, explore novas possibilidades. No entanto, permita-se também repousar, reduzir o ritmo. Não é preciso encher a rotina de atividades. A ideia é o equilíbrio
  • Aproveite o tempo em família. É hora de ficar em casa, e esse momento pode ser ótimo, mas os conflitos também podem se acalorar. Procure tolerar as diferenças e manter um clima positivo. Portanto, evite discussões infrutíferas
  • Em caso de ansiedades relacionadas à doença, perceba que você não ficará mais protegido por estar mais ansioso. Não desperdice tempo de convívio, de sono, de lazer, buscando informações excessivamente
  • Perdas financeiras podem causar preocupação, tristeza, insônia. Lembre-se que não é só você nessa situação e que a crise passará
  • Procure um profissional de saúde mental caso não esteja conseguindo lidar com os sintomas. Em breve, orientações devem ser transmitidas nas clínicas públicas ou privadas. Lembre-se que o CVV está disponível para todos pelo fone 188, e pode auxiliar em casos de crises
* Pelo médico psiquiatra Vitor Crestani Calegaro

FAKE NEWS AMEAÇAM A SAÚDE PÚBLICA

Há uma sobrecarga de informações que invadem todos os espaços. Uma das manifestações da ansiedade, segundo especialistas, é a busca excessiva por informações junto de "sensação de necessidade" de compartilhar todas as notícias.

- O estresse nos impele à ação, à fuga ou à paralisia. Tende-se a agir antes de processar a informação adquirida. Assim se espalham as fake news, que surgem na palma da mão. Por isso, é comum, em situações de caos, a disseminação de fake news de cunho alarmista, que incitam o pânico e a paranoia. Ninguém ficará mais protegido por ler uma quantidade imensa de informação, mas sim por seguir, na prática, as recomendações de prevenção - enfatiza o psiquiatra Vitor Calegaro.

Para a médica psiquiatra Martha Noal, a imprensa e o jornalismo responsável têm papel determinante:

- É preciso filtrar as notícias, oferecendo informações precisas, de base científica. As fake news já vinham há algum tempo prejudicando a saúde pública em relação a movimentos anti-vacinas, por exemplo. A realidade é muito preocupante. Houve as primeiras mortes no Brasil. Na Itália, há dias que o número de mortes supera de longe as perdas que tivemos com a tragédia da Boate Kiss. Imaginem "duas kiss" por dia. Só na última quarta-feira foram cerca 500 mortes. Por outro lado, notícias mentirosas que tem circulado, inclusive sobre a realidade local (Santa Maria), são um risco à sociedade, pois despertam pânico inicial e descrédito com a gravidade da situação global, quando vem a ser desmentidas.

TEMPO É DE QUARENTENA TAMBÉM NAS REDES SOCIAIS

Foto: Charles Guerra (Arquivo, Diário)

A criação do Instagram remete a 2010, um ano após a última pandemia do H1N1 que também assolou o Brasil. Embora o Twitter tenha sido criado em 2006 e Facebook em 2004, foi a partir de 2012 que o Facebook ultrapassou o extinto Orkut (ativo até 2014) se consagrando a rede social mais popular do mundo. São 2 bilhões de usuários em intensa publicação e compartilhamento de notícias. E o que isso significa? É que junto da pandemia do coronavírus, nunca se presenciou tamanho volume de informações em redes sociais - das necessárias às fake news - que, segundo profissionais das áreas da saúde e da própria tecnologia, comprometem a sanidade emocional.

Iuri Lammel, mestre em Comunicação Midiática e professor de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), diz que não é preciso fazer um isolamento completo, mas tentar regrar o acesso, impondo-se períodos pontuais para uma "quarentena" extensiva às redes sociais.

VEJA ALGUMAS DICAS*

  • Tenha controle do tempo para não extrapolar períodos conectados em redes sociais. Principalmente, cuide para não perder o autocontrole na chamada "rolagem infinita", nome dado à técnica que as redes sociais utilizam para disponibilizar seus conteúdos, ou seja, uma rolagem vertical que não tem um fim, pois o sistema fica carregando novos conteúdos na parte inferior sem parar. Quem deve determinar o fim dessa rolagem é o próprio usuário
  • Ative o modo "não perturbar" do celular por longos períodos no dia, pois este modo silencia notificações de redes sociais. As notificações são uns dos principais gatilhos de ansiedade do mundo contemporâneo
  • Quando ler alguma postagem com recomendações técnicas, busque confirmar tais recomendações em canais oficiais, como os sites do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Recomendações técnicas falsas podem custar vidas. Um exemplo de recomendação falsa que rodou as redes há poucos dias é a fabricação caseira de álcool em gel: muitas das receitas não têm eficácia
  • É importante manter-se informado diariamente. Porém, também é muito importante dedicar períodos do dia exclusivos para atividades que não envolvam notícias e assuntos potencialmente estressantes. Planeje períodos limitados de informação e, também, períodos de lazer, entretenimento e cultura


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