reportagem especial

Na periferia, Covid-19 antecede efeitos colaterais

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Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

"A única vez que cheguei perto de álcool gel foi quando peguei uma garrafinha vazia dentro do lixo e vendi junto de outras coisas"

Quem conta é Jaqueline Linhares, 48 anos, que sobrevive da coleta de materiais pelas ruas da cidade. Jocenara Linhares, 25 anos, é a filha mais velha e única que tem emprego formal no núcleo familiar de sete pessoas. Ela trabalha com auxiliar de cozinha e um restaurante que suspendeu temporariamente as atividades. 

Desde a metade do mês de março, Jaqueline tem ficado em casa, pois entende a necessidade do isolamento social. Porém, não aceita os efeitos colaterais que o coronavírus já causa, há poucos dias de terem sido confirmados casos na cidade. É que a Covid-19 expõe outras mazelas e escancara o problema da desigualdade social estrutural aos mais afetados pela doença.

Especialistas em economia, saúde e sociologia são unânimes em afirmar que nunca a informalidade de ocupações, bem como condições precárias de moradia e saneamento básico impactam de forma mais agressiva aos mais pobres. Para essas comunidade, isolamento é um privilégio, e álcool gel, um luxo. Na casa de Jaqueline, por exemplo, água e sabão não faltam. Na vizinha, uma quadra acima, o cenário é diferente. Ela não tem água encanada e precisa buscar, de balde, na casa da mãe. Em entrevista ao Diário, a mulher não quis ter o nome divulgado e limitou-se a dizer: a situação é desumana.

- Há déficits crônicos em termos de saneamento. Em Santa Maria ainda não atingimos 60% do atendimento de esgoto na cidade. As maiores falhas na rede de cobertura se dão justamente em regiões periféricas. Este problema associado à elevada densidade demográfica e a impossibilidade de que famílias de menor renda possam isolar dentro de casa uma pessoa que venha a ser infectada tornam virtualmente impossível seguir algumas das principais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) - pontua o sociólogo e professor da Universidade Federal de Santa Maria Francis Moraes de Almeida.

Foto: Renan Mattos (Diário)

Para os médicos, não deve demorar para que transmissão comunitária acometa os que estão distante do centro. A incidência se torna preocupante pois, pelo menos 18 mil pessoas vivem em casas de até três cômodos em Santa Maria (incluindo banheiro, cozinha e quarto), e cerca de 20 mil idosos da cidade vivem péssimas condições de saúde. O levantamento, vem do laboratório de Geografia da Saúde da UFSM, único do Rio Grande do Sul. No último mês, uma equipe de trabalho foi articulada para medir e propor estratégias de redução da mortalidade por Covid-19 em Santa Maria.

Em tempos de gráficos, números e estatísticas que afogam hospitais e cemitérios pelo mundo, cientistas buscam a cura e medicamentos. Aqui, no Coração do Rio Grande, é preciso que se estenda o olhar e se implementem ações básicas para as comunidades periféricas. Guilherme Howes, antropólogo e professor da Universidade do Pampa (Unipampa), defende, pois, que é às margens da cidade que os problemas se mostram de forma mais cruel.

- Quando há temporais, a periferia é a última a ser atendida. Quando há urbanização e revitalização, a periferia é o último lugar em que chega. O saneamento básico é uma novidade para muitos brasileiros, por meio de projetos sociais de inclusão para zonas de consumo. Por lá, o coronavírus encontrará as circunstâncias mais propícias para atingir muito mais pessoas. É o que o filósofo Vladimir Safatle tem chamado de necropoder: o uso político de decidir (pela ação ou inação) de quem deve viver e quem deve morrer - opina Howes.

"AINDA NÃO EXISTE CORONAVÍRUS NO LIVRO, SÓ ENCONTREI SARAMPO"

Foto: Renan Mattos (Diário)

Sentado na frente de casa junto dos familiares, na Vila Maringá, Pedro Gabriel Linhares de Moura, 8 anos, tinha os olhos fixados em um livro de ciências, por volta das17h do dia 23 de março. Um dia antes, Jaqueline, a mãe do menino (a mesma que disse nunca ter usado álcool gel na vida), havia achado aquele e outros exemplares dentro de um contêiner.

- Sei que ninguém vai comprar livro velho, mas os guris estão sem aula. Aí, trouxe para eles irem ocupando a cabeça com estudo - esclareceu a mãe.

Naquela tarde, nada poderia ser importante e coincidente: Pedro Gabriel lia atento o capítulo intitulado "Os vírus". O aluno da Escola Municipal Ensino Fundamental Diácono João Luiz Pozzobon, instituição homônima ao bairro em que vive, nunca tinha visto o conteúdo em aula, já que recém está no 3º ano. Porém, tem noções bem claras do coronavírus e dos cuidados que deve ter para não contraí-lo. É por isso que está em casa e, quando lembra, lava as mãos "dedinho por dedinho", como a professora ensinou.

O irmão dele, Richard de Linhares Moura, 11 anos, aluno do 5º ano na mesma escola, tentou ajudar com o tema que o livro estampava. Ele não encontrou o que procurava, mas alimentou a esperança de que "pessoas que pesquisam" ainda trarão as respostas para eles e para o mundo:

- Ainda não existe coronavírus no livro, só encontrei sarampo. Ano que vem, acho que os cientistas vão colocar, né? Até a cura poderão descobrir para que ninguém mais morra.

Foto: Renan Mattos (Diário)

Os meninos não têm celular, computador nem tampouco videogame. Mas têm os livros e, é por meio deles, que Richard pretende se tomar policial, e Pedro Gabriel, bombeiro. Ambos querem ser profissionais para proteger e salvar as pessoas.

COVID-19 CHEGARÁ NA PERIFERIA EM UM SEGUNDO MOMENTO
A doença vai chegar em regiões periféricas em um segundo momento. É o que diz Marcos Lobato, médico epidemiologista, professor da UFSM e coordenador do Centro de Referência da Covid-19 em Santa Maria.

 - A gente acredita que esse processo (de infecção) vai chegar na periferia mais tarde, porque o vírus foi importado do Hemisfério Norte. Quem trouxe foram pessoas que tinham condições financeiras de viajar ou que viajaram a trabalho, longe de quaisquer julgamentos, mas são situações que são a exceção, e não a regra da nossa sociedade. Por isso, os primeiros casos são anunciados principalmente da rede particular (de atendimento). Só depois, dependendo das características de cada local, é que vão aparecer, em grande número, a populações privadas de recursos. Isso vai acontecer quando as assintomáticas ou doentes chegarem a esses grupos, o que o isolamento social tem retardado um pouco - explica.

Rivaldo Faria, professor do Núcleo de Pesquisa em Geografia da Saúde do Departamento de Geociências da UFSM, acrescenta que Santa Maria tem muitas ocupações irregulares que precisam ser planejadas pelo poder público. O maior problema da cidade, segundo ele, é a moradia. Ocupações às margens do Arroio Cadena, Vila Maringá e Bairro Nova Santa Marta são alguns exemplos.

- A Covid-19 é um problema de saúde pública, mas que pode se somar a realidades já gravíssimas de péssimas condições de vida. O que a prefeitura tem de fazer é contenção. Até agora, faz bem-feito, com informação e pedido de isolamento domiciliar, além de buscar aumento dos leitos de UTI. Mas, o que se pode fazer de imediato ainda é criar outros programas às famílias, dando mais conforto de renda e salubridade nas residências para poder se isolarem em quarentena. É preciso urgentemente mapear os grupos de risco. Estamos tentando, mas não temos todos os dados, como os diabéticos e hipertensos, pois só pode a prefeitura pode dispô-los. Saber onde mora e vivem é essencial para desenvolver prevenção - diz Faria.

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Médico, presidente da Associação Riograndense de Infectologia e professor da UFSM, Alexandre Vargas Schwarzbold destaca a disseminação do coronavírus na China, em que populações com precário acesso a serviços de saúde tiveram evolução pior no quadro clínico.

- A velocidade tende a ser maior nas populações mais pobres pelo convívio muito próximo, grupo maior de pessoas em espaços físicos menores e por más condições em geral. A água encanada direto da rede também não é realidade em todas as residências - conta.

Pesquisas coordenadas pelo professor Faria apontaram que cerca de 18 mil pessoas vivem em casas com até três cômodos em Santa Maria (incluindo banheiro, cozinha e quarto). A maioria, em área periférica. Além disso, na cidade, 20 mil idosos, grupo etário mais suscetível a complicações da doença, vivem em situações extremamente precárias de vida e saúde.

DÉFICIT DE LEITOS NO SUS

O infectologista Alexandre Schwarzbold aborda como dificuldades de políticas específicas de melhoria das condições sanitárias em comunidades pobres influenciam na prevenção de doenças transmissíveis. Muitas locais não contam com Estratégias de Saúde da Família (ESFs).

- Isso tudo também tem relação com a renda mínima que deveria ser garantida de modo ágil nesse momento especial de isolamento social. Existe um Plano de Contingência Local organizado por um Comitê Gestor junto com a Secretaria de Saúde. Foram definidos uma triagem na UPA e encaminhamento dos graves para algumas instituições de saúde da cidade. Não sabemos se, no pico epidêmico, teremos leitos de UTI pelo SUS suficientes. Para ter um mínimo de segurança, o Hospital Regional deveria estar com leitos funcionando. As autoridades precisam levar isso em conta, porque tudo leva a crer que teremos déficit de leitos para acolher pacientes críticos - antecipa.

Foto: Renan Mattos (Diário)

O epidemiologista Lobato ainda destaca outro aspecto.

- Não sabemos exatamente quando o coronavírus vai chegar em regiões mais periféricas. Se para algumas famílias falta até dinheiro para pegar um ônibus e ir fazer uma consulta no Centro, faltará para outras contas. Há pessoas sem livre acesso à internet e à telefonia para fazer teleconsultas e videoconsultas - menciona.

"TRABALHAR DE DIA PARA COMER DE NOITE"Foto: Renan Mattos (Diário)

Não há qualquer constrangimento em contar que a água só chega até as torneiras porque foi feito "um gato" da rede de abastecimento da rua, que, antes, ainda atravessa os canos de um vizinho. O fornecimento irregular de água para a casa do coletador de materiais reciclados Roberson Rodrigues, 32 anos, é mais um dos reflexos de quem busca, sem sucesso, regularizar a própria vida. Vivendo na informalidade há anos, é do papelão, das garrafas PET e das latas que ele tira o sustento dele e da esposa. Tempos diferentes dos que quando chegou a ter o "luxo" da carteira assinada e trabalhou por um ano como cobrador de ônibus.

   Enquanto a pandemia do coronavírus era distante e apenas vista pela televisão, o coletador saía de casa e voltava com até R$ 40 da venda do que recolhia dos contêineres do Centro. Mas, quando a doença bateu à porta de Santa Maria, as ruas da cidade e os armários de Rodrigues começaram a esvaziar. Na semana que antecedeu o dia 20 de março, ele nunca voltou para casa com mais de R$ 20. Estabelecimentos que forneciam caixas e latas ao trabalhador fecharam as portas, e as poucas recicladoras que permaneceram abertas e que compravam os materiais de Rodrigues desvalorizaram o valor de compra. As vendas, que são feitas pelo quilo do material, caíram: o papelão passou de R$ 0,30 a R$ 0,10; o PET, de R$ 1,60 para R$ 0,90; e as latinhas, de R$ 4,50 para R$ 3. Em isolamento, há cerca de 15 dias, o medo do vírus e da fome dividem a aflição de Rodrigues:

- Ainda tenho sabão em casa e conseguimos lavar as mãos, mas começou a faltar a tudo. Posso fazer bico como pintor, faço limpeza, mas tudo parou. Isso que está acontecendo foi uma rasteira para a gente, que é pobre, que precisa trabalhar de dia para comer de noite. E dizem que está só no início - analisa o coletador.

Rodrigues vive em uma casa no Núcleo Central, no Bairro Nova Santa Marta, local de maior vulnerabilidade social da cidade, conforme o IBGE.

UNIDADE POLÍTICA E RECURSOS À PERIFERIA SÃO URGENTESFoto: Renan Mattos (Diário)

Não há como a estratégia do isolamento social - como meio de prevenção à mortalidade e ao colapso do sistema de saúde - , adotada pela prefeitura e o Estado, estar em dissonância com o governo federal, segundo o sociólogo e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Francis Moraes de Almeida. O professor enfatiza que, apesar dos recursos destinados à população mais vulnerável economicamente terem sido aprovados e previstos em âmbito federal, é preciso fazer com que este dinheiro chegue na mão das pessoas que precisam. E de modo rápido.

- A dissonância entre discursos e manifestações do governo federal e as orientações de governos e municípios aliada a disputas políticas e à aguda situação econômica aumenta ainda mais a ansiedade e a insegurança em situações de crise, especialmente entre as classes sociais mais pobres. O que essas pessoas precisam é de saneamento, comida e dinheiro na mão - afirma.

De modo semelhante, José Maria Dias Pereira, doutor em Economia e professor aposentado pela Universidade Franciscana (UFN) e UFSM, defende que aumentar os gastos públicos não é só uma questão humanitária. É a chave para evitar a recessão:

- O presidente da Câmara reclama da ausência de um "pacote" de medidas que possam ser votadas de uma só vez. Paulo Guedes, ministro da Economia, não é mais encontrado na praça, depois do ridículo auxílio de R$ 200 que propôs aos trabalhadores informais (depois de alterado para R$ 600 na Câmara). Aprovado o "estado de calamidade pública", não faz sentido tanto apego ao equilíbrio fiscal hoje. Esse será um problema para discutir amanhã - argumenta.

O economista aponta que, quanto mais o governo gastar, menos profunda vai ser a crise, junto de uma política de distribuição (justa) de renda.

- No mercado, inclusive o da informalidade, funciona a lei do mais forte. Muitos nem vão conseguir os R$ 600 (do governo), pois não têm cadastro oficial. Essas pessoas são invisíveis. Por isso, é muito importante que sejam feitas medidas de manutenção da renda dos mais pobres. Claro que vai aumentar o déficit público. E depois que a economia se normalizar, a conta deve ser paga pelos mais ricos, nada mais justo - diz Pereira.

No Brasil, 20 milhões de pessoas trabalham informalmente por conta própria. Em 2019, 41,4% da população ocupada era informal, segundo o IBGE. Na cidade, a informalidade é difícil de calcular, pois não integra estatísticas, segundo Pereira. Economistas locais estimam cerca de 25 mil desempregados.

EXPOSIÇÃO É INEVITÁVEL  NO TRANSPORTE COLETIVOFoto: Renan Mattos (Diário)

Quem precisa percorrer trajetos distantes de casa e depende de transporte público para trabalhar ou estudar tem dificuldades de seguir as recomendações em tempos de isolamento.

Carla Santos, 37 anos, é técnica em Enfermagem e vive no Alto da Boa Vista, no Bairro Nova Santa Marta. Ela necessita de ônibus para chegar ao local de trabalho e se vê duplamente exposta.

- Ainda não vi álcool gel dentro dos ônibus. Falaram que iam providenciar. Levo o meu de casa, mas não sei até quando terei. A gente, que não tem opção de não pegar ônibus, se preocupa, mesmo que eles estejam mais vazios. No meu trabalho, também sei que corro risco, já está começando a faltar material, mas não tem como parar. Isso (coronavírus) apareceu, e alguém precisa ajudar. E agora, somos nós, os profissionais da saúde - relata a mulher sentada no banco da parada de ônibus com uma máscara em mãos, no dia 23 de março.

TRABALHADORES INDIGNADOS
Embora o decreto do governo do Estado, publicado no Diário Oficial no dia 1º de abril estabelecesse regras para o transporte coletivo urbano, o que se tem visto é um descumprimento das determinações. Está permitida a circulação dos veículos, desde que sem exceder a capacidade de passageiros sentados, cenário diferente de algumas linhas de transporte da cidade.

Foto: divulgação

Um dia depois, a recepcionista Tainá do Nascimento Palmeira (veja relato à esq.), 31 anos, presenciou uma cena que deixou ela e dezenas de pessoas sem ter o que fazer: a superlotação ônibus de número 1098, que começou o percurso pela Região Norte da cidade, por volta das 6h. Vídeos e fotos feitas no itinerário circularam nas rede sociais.

Confira o relato de Tainá:

"Moro na Vila Vitória, bem no último ponto da linha, no Bairro Salgado Filho. De manhã, antes da pandemia, sempre entrava no ônibus quase vazio. Agora, diminuíram os ônibus e hoje (quinta-feira, 2 de abril), entrei 6h10min. A linha tinha passado pelo Bairro Caturrita e tinha no máximo uns quatro lugares vagos. Quando chegou na Vila Kennedy, já tinha pessoas em pé. Foi aí que todo mundo começou a reclamar e a se preocupar. O pessoal estava furioso porque era impossível manter um metro de distância, não tinha nem assento. A maioria eram trabalhadores, de 30 a 50 anos. Acho que iam para o Centro nos seus empregos. Quase todo mundo começou a tirar fotos e fazer vídeos. Foi uma "viagem" demorada. O que levaria 20 minutos, levou 45. Só começou a esvaziar em frente à Catedral, na Avenida Rio Branco. Na primeira semana, logo que a prefeitura disse que iam reduzir o número de passageiros, tinha uma pessoa que ficava passando álcool ou um produto no ônibus, para desinfectar. Nunca mais vi. O que indigna é que quando é dia, é ali no Centro e todo mundo vê, o motorista e o cobrador avisam que já não tem lugar e que tem de se ter cuidado por causa do coronavírus."

FATO ISOLADO, SEGUNDO A ATU. CASO PONTUAL, CONFORME A PREFEITURA
Ao Diário, o secretário de Mobilidade Urbana, Orion Ponsi, tratou como caso pontual, e o diretor da Associação dos Transportadores Urbanos (ATU) de Santa Maria, Edmilson Gabardo, informou que, em "regime emergencial" , as principais linhas estão sendo priorizadas. Disse que cabe aos motoristas e cobradores, exigir a identificação dos idosos e dos profissionais de serviços essenciais. Sobre a superlotação, disse que não passavam de seis pessoas em pé:

- Foi um fato isolado, mas já estamos reforçando as orientações para os nossos profissionais - completou Gabardo.

NORMAS DO MUNICÍPIO

  • Desde 24 de março, podem utilizar os ônibus do transporte coletivo de Santa Maria somente os profissionais ligados aos serviços essenciais, desde que com identificação física ou virtual. Os idosos devem apresentar o Cartão SUS. Na cidade, os ônibus circulam das 6h às 9h, das 11h às 14h e das 17h às 21h. Também foi determinado que os veículos têm como capacidade máxima o número de pessoas que podem ir sentadas, ou seja, o transporte de pessoas em pé está proibido


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