eleições 2020

Conheça a trajetória e as propostas dos seis candidatos a vice-prefeito de Santa Maria

Marcelo Martins e Pâmela Rubin Matge
Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

No ponto de vista formal atribui-se o vice é a figura número 2 de um mandato, de uma gestão. É ele que assume as rédeas na ausência do prefeito ou que é o substituto imediato em caso de licença, cassação ou outro impedimento. Oficialmente, os são escolhidos nas convenções partidárias, cujo espaço oportuniza os partidos definirem quem serão seus candidatos e se farão parte de alguma coligação.    

A trajetória pessoal e a vida pública: conheça os seis candidatos a prefeito de Santa Maria

Em geral, o vice não é a figura central do pleito, mas pode virar o protagonista em meio a uma gestão em andamento. A história recente é prova disso. De aliado a opositor, os vices tanto assumiram o cargo principal, quanto romperam com o governo para à candidatura solo. Em setembro de 2016, após a renúncia de Cezar Schirmer (MDB), o vice, José Haidar Farret passou a ser o novo prefeito da cidade permanecendo até o fim do mandato. em março deste ano, o então vice-prefeito, Sergio Cechin (Progressistas) renunciou o cargo e anunciou que seria pré-candidato ao Executivo municipal e tornando-se adversário político do atual prefeito Jorge Pozzobom (PSDB). Em nível nacional, conforme refere David Verge Fleischer, professor de Ciência Política ds da Universidade de Brasília (UnB), sobram episódios em que coube aos vices assumir a casa e tomar as principais decisões. O professor argumenta, inclusive, ser plausível definir o voto a partir do vice.

- Após o suicídio de Getúlio (Vargas), Café Filho assumiu e o contexto era bem problemático. É que antigamente, antes de 1964, os votos eram separados. Votava-se para prefeito e votava-se para vice. Hoje, algumas pessoas podem não levar fé no prefeito, mas apostam no vice por simpatia ou pelo partido que representam. Então, é uma figura muito importante, que pode somar ou se tornar um pesadelo durante a gestão. Na maioria das vezes, diz-se é a batida do coração do prefeito. Se um para, o outro segue - exemplifica o cientista político.

PLURALIDADE
Sem muitas funções formalizadas, o segundo em exercício no cargo Executivo consolida a imagem do candidato a prefeito, além de ser uma segunda via para angariar votos e conquistar o eleitor. Marcado por chapas puras e coligações, o pleito de 2020, apresenta seis nomes que disputam o lugar de vice, sendo quatro homens e duas mulheres. Cinco deles concorrem pela primeira vez à função.

Nas próximas páginas, conheça mais sobre Maria Helena da Rosa Aparecida (Republicanos), Francisco Harrisson (MDB), Marion Mortari (PSD), Carla Kowalski (Cidadania), Fabiano Pereira (PSB) e Rodrigo Decimo (PSL).

VICES

No Brasil

  • 1954 - O vice-presidente Café Filho abandonou Getúlio Vargas durante a crise que resultou no suicídio do então presidente. Filho assumiu o governo e permaneceu no poder até 1955
  • 1961 - Nova crise foi gerada com a renúncia de Jânio Quadros. João Goulart assumiu o cargo e só saiu depois derrubado por um golpe de estado em 1964.
  • 1985 - Sarney assumiu a presidência porque Tancredo Neves estava doente. Pouco depois, morreu
  • 1992-Itamar Franco assume após o impeachment de Collor
  • 2016 - Michel Temer assume após o impeachment de Dilma

Em Santa Maria

  • Em setembro de 2016, após a renúncia de Cezar Schirmer (MDB), o vice, José Haidar Farret passou a ser o novo prefeito
  • Em março de 2020, o então vice-prefeito, Sergio Cechin (Progressistas) se afastou do cargo e anunciou que seria pré-candidato ao Executivo municipal

PROFESSORA MARIA HELENA: LUTA PARA MELHORAR A ROTINA  DA PERIFERIA*

Foto: Grazi Goulart

Moradora da Vila 18 de abril, uma das sete localidades do Bairro Nova Santa Marta, a candidata a vice-prefeita pelo partido Republicanos, Maria Helena da Rosa Rodrigues, 60 anos, é natural de São Jerônimo, município que fica cerca de 200 km de Santa Maria.  

Casada há 38 anos com Claudiomiro, tem três filhos: Cristian, Carla e Clarissa, além de quatro netos. Filha de pai ferroviário, há 25 anos a família mudou-se para o Coração do Rio Grande em busca de melhores condições de trabalho e estudo para os filhos.

EDUCADORA 
Maria Helena é professora e atuava como diretora na Escola Estadual Santa Marta, no bairro homônimo, até se licenciar para concorrer nesta campanha eleitoral.  

Somente nesta escola, ela atua há mais de duas décadas. Tanto na instituição, quanto no bairro, atua em iniciativas sociais, além de organizar oficinas artísticas, de leitura e de maquiagem para a comunidade. Todas essas semelhanças - de trabalhar de forma voluntária à população mais vulnerável - também são um elo de ligação dela ao colega de chapa, o pastor evangélico Jader Maretoli (Republicanos). Ambos partilham de um entendimento que o poder público deve ser um meio para oportunizar melhorias à vida da população e, em especial, aquela que é privada de acesso a saneamento, saúde e de oportunidades.

Além disso, ela, em um eventual governo do Republicanos, traria "um olhar de quem presencia e vivencia no dia a dia" a "triste realidade de moradores da comunidade periférica", diz Jader.

Mulher, negra e professora, também traz na trajetória o combate ao preconceito racial e a luta pela reforma fundiária no bairro onde vive. A propósito, o convite de Jader Maretoli (para que integrasse uma chapa pura à majoritária se deu, principalmente, pela vivência de Maria Helena como líder comunitária e nas reivindicações por melhores condições de habitação, saneamento e infraestrutura. Com filiação partidária desde o ano passado, é a primeira vez que a professora concorre a um cargo político. 

*Por motivos de saúde, a assessoria da coligação "Avança Santa Maria" informou que a candidata a vice-prefeita optou por não dar entrevista ao Diário.

FRANCISCO HARRISSON: QUALIFICAR A SAÚDE COMO MISSÃO DE GOVERNO

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)Médico traumatologista e major do Exército, Francisco Harrisson (MDB) se dedica à política ao levar em consideração o manual de um bom soldado: militar não tem tarefa, tem missão. Assim, ao ingressar pela primeira vez na política local, quando elegeu-se vereador, em 2016, com 2,1 mil votos pelo MDB, Harrisson afirma ter obstinação em fazer da política um meio de melhorar a prestação de serviços à sociedade. Muito disso, ele traz dos tempos de quando serviu em missões militares.

Radicado em Santa Maria há mais de 15 anos, o carioca de 48 anos com alma de gaúcho e familiarizado com a cultura desta ponta do Conesul tem uma experiência híbrida na política. Ele ficou dois anos (2017 e 2018) no Legislativo local, como parlamentar eleito, e, depois, um ano (até o começo de 2020) como secretário de Saúde na gestão do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB).

Ao lado do vice-prefeito Sergio Cechin (PP), que busca pela primeira vez o comando do município, Harrisson acredita que eles sejam "uma boa dupla". Para ele, isso se justifica pela sinergia existente. Uma vez que, de acordo com o emedebista, ambos são técnicos, mas conciliam capacidade de articulação e de diálogo. O que, em um eventual governo, será usado como capital político para promover mudanças estruturais na saúde.

Ao olhar o cenário atual, Harrisson entende que a candidatura deles têm "grande chance de chegar ao segundo turno". Ao não pregar "terra arrasada" na passagem pelo governo Pozzobom, avalia que deixou uma contribuição de maior agilidade junto aos fluxos dos processos. Mas aguarda, ao lado de Cechin, uma chance de fazer mais.

BANDEIRAS
Com a experiência de ter sido secretário de Saúde de Santa Maria e ter enfrentado dois surtos na cidade - o de toxoplasmose e o de infecção intestinal -, ele acredita que a pandemia do coronavírus seguirá precisando de enfrentamento.

Porém, ele ressalva ao dizer que "as pessoas não morrem só de Covid, e que é preciso continuar atendendo as demais demandas". Sobre isso, projeta que, em um eventual mandato, ele venha a acumular a pasta da Saúde.

E o médico já tem definida a bandeira de atuação: buscar a gestão plena da saúde. Ou seja, ter sob o comando do Executivo municipal a gestão das assistências hospitalar e ambulatorial da cidade:

- Santa Maria precisa, administrativamente e de forma responsável, buscar a gestão plena, o que é um trabalho árduo. A engrenagem tem que ser melhor azeitada com uma estrutura mais robusta e crescendo para que, em até quatro anos, Santa Maria tenha gestão plena.

MARION MORTARI: O CAMPO E A CIDADE COM TRATAMENTOS IGUAIS

Foto: assessoria

Afala direta e breve é uma marca de Marion Mortari. O que, para um político, pode não ser muito habitual, para Mortari é algo que ele traz da vida. Vindo do campo, Mortari se vê no Legislativo como "uma voz do colono". A pauta do homem do campo, bem como as dificuldades de quem vive longe dos centros urbanos, costuma norteá-lo. Pelo PSD, Mortari foi o segundo vereador mais votado de 2016, quando obteve 3,5 mil votos.

A estreia na política, contudo, veio pelo então PP (hoje Progressista), quando emplacou o primeiro mandato. Antes, ainda, foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa (AL) do deputado José Haidar Farret, ex-prefeito de Santa Maria.

Nascido no antigo distrito do Passo das Tropas, hoje elevado à condição de bairro, Mortari cresceu na companhia do sol e da enxada, sempre guiado pelos pais, que tiravam o sustento da família do manejo do campo para os sete filhos (quatro homens e três mulheres). Quanto à família, o caçula de sete irmãos fala com orgulho de ter as três irmãs professoras (das redes municipal e estadual). Mortari é formado como técnico de enfermagem. Ainda que não tenha atuado, diz que estagiou na área e "entende dos manejos". Aos 51 anos e casado, Mortari tem uma filha e já é avô. Fora as agendas políticas, mantém "a lida no campo".

Politicamente, o primeiro passo dado por ele, a exemplo do colega de chapa Luciano Guerra (PT), começou no campo. Marion Mortari foi subprefeito, por três vezes, do distrito de Pains. Os dois cumpriram mandatos na época do então prefeito Valdeci Oliveira (PT).

ALÍVIO
Uma situação, entretanto, incomoda Mortari. Ele foi denunciado, em 2012, por vantagem indevida no agendamento de consultas e o encaminhamento de exames num posto de saúde. Porém, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) gaúcho afastou, por unanimidade, as declarações de inelegibilidade que vigorariam até 7 de outubro deste ano. Ainda assim, ele diz ter sido "vítima de uma armação".

- Houve um movimento raso e baixo para me tirar da disputa. As urnas, bem como a Justiça, deram a resposta àqueles que tentaram me derrubar - desabafa.

A dobradinha ao lado de Luciano Guerra motiva Mortari, que acredita que os dois têm uma aceitação suprapartidária. A aproximação entre PT e PSD começou ainda no ano passado, mas Mortari sempre mostrou disposição de estar ao lado de Luciano Guerra:

- Eu estou nessa pelo Luciano Guerra, que é batalhador e íntegro. A questão partidária, ainda que eu respeite, é secundária.

Se eleito, Mortari diz que a gestão deles "vai trabalhar desde o primeiro dia de governo, e não apenas no fim do mandato".

CARLA KOWALSKI:DE IDEAL DE VIDA A UM PROJETO DE GESTÃO EM SAÚDE 

Foto: Renan Mattos (Diário)


A primeira resposta ao convite para concorrer a vice-prefeita foi quase que no susto e sentenciada por um "não". Depois de uma conversa com a família veio a provocação: por que não? Enfermeira com 20 anos dedicado à pesquisa e à prática em políticas de saúde, Carla Kowalski, 43 anos, agora estreia na vida política como candidata a vice-prefeita de Evandro Behr, em uma chapa pura à majoritária pelo partido Cidadania. Se eleita, a novata quer aliar seu ideal de vida a um projeto de gestão.

- Está tudo entrelaçado. Passei 20 anos estudando e trabalhando sem parar. Aí, aceitei e fui. Com medo, mas fui. Agora, me sinto à vontade e estamos construindo e juntando ideias. A saúde grita por mudanças, com olhar técnico e humanizado. Há anos, dou aulas em cursos de pós-graduação, sou mestre em Saúde Coletiva e faço doutorado em Gerontologia Biomédica. Isso não é só para mim eu preciso estender o que aprendi às pessoas - diz.

Divorciada e mãe de um casal de filhos, Carla desenvolve projetos sociais desde sua formação profissional no ano 2000. Ultimamente, junto de outras frentes de estudo na Capital, tem centrado energia em projeto com idosos. Intitulada Cidade Amiga do Idoso, a iniciativa é da Organização Mundial da Saúde (OMS). Algumas cidades do Brasil já instrumentalizaram as ações e, por enquanto, no Rio Grande do Sul, há apenas dois municípios: Veranópolis, cidade mais longeva do Estado, e Porto Alegre.

- Queria muito trazer para Santa Maria esse selo (de Cidade Amiga do Idoso). Mas sozinha não conseguiria, precisaria de um gestor público. Algumas pessoas sabiam dessa minha vontade e levaram ao Evandro (Behr), que me procurou. Nunca fui filiada a nada. Inicialmente, eu despretensiosamente, ajudaria em projetos da saúde porque é uma causa pessoal. Mas a coisa foi indo, indo, fizemos reuniões e eles acolheram meu projeto e me convidaram a vice - conta a enfermeira.

MOTIVAÇÃO
O interesse voltado ao público idoso ganhou força por meio da estreita relação de Carla com a vó e melhor amiga Ana, que faleceu no ano passado. A enfermeira esclarece, contudo, que o tema extrapola uma faixa etária ou área específica, pois pode determinar o dia a dia das cidades. Segundo ela, quando se investe em transporte público e mobilidade urbana, está se investindo na saúde das pessoas.

Conforme ela, esporte, cultura e lazer estão estreitamente ligados, sobretudo, à saúde mental, assim como não existe aluno e professor que aprenda ou ensine sem saúde. Para Carla, a expectativa de vida vem aumentando e pensar de forma multidisciplinar é indispensável:

- Minha avó me permitiu esse olhar ao idoso e viver isso na prática. Quebrar a cultura de que idoso é inválido é urgente. Somos um país curativista, assistencialista e isso tem de mudar. Priorizar investimentos, tudo é saúde. A saúde está junto de todas as áreas.

FABIANO PEREIRA: MATURIDADE E EXPERIÊNCIA RUMO À GESTÃO COMPARTILHADA

Foto: Pedro Piegas (Diário)

Ele dispensaria reiteradas apresentações da vida pessoal e pública, dada a trajetória de quase três décadas de engajamento político. Fabiano Pereira (PSB), 47 anos, foi de grupos de jovens da Igreja Católica e da militância estudantil à Assembleia Legislativa. Neste ano, porém, seu nome aparece como candidato a vice-prefeito de Santa Maria ao lado de Marcelo Bisogno (PDT). Até bem pouco antes da convenção, pairavam boatos de que ele desembarcaria da posição de vice:

- Marcelo insistiu que queria ser cabeça de chapa e eu, mantendo a palavra, fui a vice sabendo que teremos um governo com dois prefeitos. Tem uma frente nacional que unifica PSB, PDT, PV, Rede e PCdoB. Há muita lealdade entre nós. Somos da mesma geração. Já fomos parceiros na Câmara, começamos a caminhada juntos e agora voltamos juntos - diz o experiente político.

Casado e pais dois filhos, é natural de Santa Maria, tendo crescido no Bairro Camobi. É filho de um cabo da Brigada Militar e de uma costureira. Aos 18 anos, durante um congresso em São Paulo foi indicado a secretário-geral da União dos Estudantes (UNE). Quatro anos depois, retornou à cidade-natal para cursar Economia na UFSM.

CURRÍCULO
Filiado ao PT de 1989 a 2015, em 2000, elegeu-se vereador, sendo o quinto mais votado, com 1.947 votos. No governo de Valdeci Oliveira (PT) foi chamado para ser secretário de Saúde. Em 2002, foi eleito deputado estadual, conseguindo a reeleição no pleito posterior. De 2011 a 2014, esteve à frente da Secretária Estadual da Justiça. A filiação ao PSB veio em 2015. Em seguida, de 2017 a 2018, foi secretário de Obras e Saneamento do Estado, tendo como ápice de sua gestão, a assinatura do contrato do município com a Corsan.

- Foram R$ 12 milhões só para tapar buracos, além de outras obras e o total de investimentos. Desafio ter algum político que trouxe tanto dinheiro para cidade como eu trouxe nesse contrato histórico - lembra.

Otimista para entrar na disputa à prefeitura no segundo turno, em 29 de novembro, Fabiano remete com frequência ações em saúde e diz que ocupará todos os espaços sem medir esforços para além de "funções" de vice:

- Marcelo e eu trabalhamos a partir do que chamamos OPEF: organizar, planejar, executar e fiscalizar. Eu quero dedicar atenção maior à saúde, pois não é admissível mandarmos pacientes para Cruz Alta, Santa Rosa ou ter de ir a Faxinal do Soturno fazer óculos. E a saúde tem de combinar com a questão econômica. Ser vice é ser parceiro do prefeito. A constituição diz que, em momentos de ausência, é ele quem assume, mas é preciso mais. A cidade precisa que todo governo arregace as mangas e trabalhe junto.

 RODRIGO DECIMO: UMA CHANCE PARA CONTRIBUIR DE FORMA MAIS EFETIVA 

Foto: Germano Rorato

Um homem habituado ao mundo do mercado privado, mas com amplas relações junto aos mais variados setores da sociedade santa-mariense. Quem o conhece, sabe que Rodrigo Decimo acumula um capital humano e de conexões nos círculos mais segmentados e diversos de Santa Maria. Isso se deve ao fato de ele ser um nome consolidado e respeitado no mercado da construção civil local.

Ainda que nunca tenha sido filiado a nenhum partido, Decimo sempre teve acesso às lideranças políticas locais (vereadores, prefeitos, deputados). Até porque, ele foi, por duas vezes, presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) e, ainda, conduziu a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços (Cacism). Sem nunca ter ocupado um cargo eletivo, Decimo ingressou na política, neste ano, a convite do deputado federal Nereu Crispim (PSL), que é presidente da sigla no Estado, e que o convenceu a se filiar ao partido.

A partir daí, tudo foi consequência. Na sequência, em abril, veio a sondagem do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB), que já naquele momento não tinha mais um vice para a coligação - uma vez que o vice-prefeito Cechin (PP) decidira concorrer à prefeitura. Decimo e Pozzobom não são, contudo, estranhos um para o outro. A agenda de compromissos pró-Santa Maria os aproximou, ao longo dos últimos quatro anos, e Decimo entende que Pozzobom vem conduzindo de forma acertada o município e, em especial, em meio à pandemia.

Decimo e Pozzobom são, de certa forma, opostos e se complementam. Discreto, reservado e tímido, o empresário está se habituando ao mundo da política pelas mãos de um desinibido e, não raro, insistente Pozzobom.

SEMELHANÇAS
Assim como milhares de pessoas que vem para Santa Maria para estudar e, em especial, na UFSM, Decimo chegou ao município com essa meta. Natural de Uruguaiana, ele chegou a Santa Maria em 1983, com 15 anos, e logo ingressou na universidade onde passou no vestibular para Engenharia Civil.

Hoje, com 52 anos, o empresário, que é casado e pai de um casal de filhos, acredita que ele possa ajudar de forma ainda efetiva a cidade que o acolheu. Quando esteve à frente da Cacism, ele encabeçou a criação do movimento Duplica 287, e ainda encampou a busca pela ampliação do aeroporto local. O terceiro de um total de quatro irmãos, Decimo é o primeiro da família a ingressar no setor da construção civil. Iniciativa e empreendedorismo que o moveram até aqui e que, novamente, fazem ele desbravar um novo mundo: o da política. Se eleito, será um vice atuante:

- A crítica pela crítica à política deve ser encarada com participação. Serei um vice atuante e, por mais que eu seja um estreante na política, tenho condições de ajudar muito.





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