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VÍDEO: uso de anticoncepcional traz riscos para a saúde de seu pet

Pílulas anticoncepcionais e outros medicamentos injetáveis para evitar o cio podem causar riscos à vida das cadelas

Camila Gonçalves
Foto: Foto: Hendril Freitas

Foto: Renan Mattos (Diário)

Apesar de não serem proibidos para comercialização, as pílulas anticoncepcionais e outros medicamentos injetáveis para evitar o cio apresentam riscos à vida das cadelas. A médica veterinária Ana Carolina Binsfeld lembra que, por conta da quantidade hormonal elevada, a pílula pode causar câncer no útero, ovários e principalmente nas mamas das pets. De acordo com ela, muita gente escolhe a pílula por ser mais barata que a castração, além de não ser uma via definitiva. Mas a opção pode ser uma armadilha:

- Na verdade, esse método sairá mais caro porque o animal poderá desenvolver várias doenças - explica Ana Carolina.

A médica veterinária Luciana Wolle afirma que não existe benefício no uso do anticoncepcional, apenas riscos. Segundo ela, a opção pelo anticoncepcional ocorre por desinformação do tutor sobre as consequências dos comprimidos ou injeções. Além do risco de câncer, Luciana alerta para outras complicações, como infecção no útero, morte de filhotes ou partos distócicos (de risco).

- Atendemos toda semana animais com problemas decorrentes do uso de anticoncepcionais. Já atendi cadelas que tiveram apenas um cio, com apenas 9 meses, que fizeram uso de anticoncepcional uma única vez e desenvolveram tumor - relata.

Foto: Hendril Freitas

A artista plástica Elisângela Jacobsen de Freitas, 44 anos, é tutora da pug Pity (foto acima). Ela conta que procurou a médica veterinária Mariana do Nascimento assim que a cachorrinha completou seis meses para saber qual seria o melhor método contraceptivo para a pet. A opção foi, de imediato, a castração.

- Além de aprender que a pílula poderia causar tumores na Pity, na consulta ela foi diagnosticada com uma doença de pele que pode ser transmitida geneticamente. Mariana nos alertou de que ela nem poderia entrar no cio, porque transmitiria a doença para os filhotes. Além disso, os efeitos do anticoncepcional poderiam agravar o problema dela - detalhou Elisângela.

A estudante de Medicina Veterinária, Carla Depelegrin, 21 anos, é tutora de Lizzie, uma cachorrinha sem raça definida (SRD),10 anos. Ciente dos perigos dos contraceptivos para a pet, ela decidiu pela castração de Lizzie, que foi feita antes do primeiro cio.

- Por segurança, optamos por castrá-la cedo. Assim, o risco de ela apresentar tumores de mama é bem baixo - diz a estudante.

RESPONSABILIDADE
Segundo as profissionais, o custo da castração é apontado como a principal causa para a escolha de dar anticoncepcionais às pets.  

Ao pesquisar os preços da cirurgia de Pity, Elisângela encontrou valores entre R$ R$ 150 e R$ 600. Mesmo assim, como explica Luciana, a responsabilidade é do tutor e não do governo ou de ONGs de proteção animal:

- A castração é responsabilidade do tutor, assim como os demais cuidados do animal. Quem deseja ter uma fêmea e não tem condições de arcar com os custos de uma castração deve adotá-los através de feiras ou de protetores que só doam animais castrados- aconselha.

CASTRAÇÃO DEVE SER MÉTODO CONTRACEPTIVO PREFERENCIAL
De acordo com as especialistas, há animais que, por terem problemas de saúde crônicos, nem sempre podem ser expostos ao processo anestésico e cirúrgico.

Conforme Luciana Wolle, a castração em pets cardiopatas, doentes renais ou hepáticos, por exemplo, pode ter os riscos diminuídos desde que eles sejam submetidos a procedimentos com cirurgião e anestesista especializados.

Ana Carolina explica que, nestes casos, o tutor deve tentar manter a fêmea sem contato com machos para evitar uma cria indesejada:

- Cada animal precisa ser avaliado, porque há diferentes situações. Além disso, existe riscos em um processo anestésico. Antes de tudo, faça exames clínicos no seu pet.

Luciana alerta que decidir pela não castração pode resultar em várias complicações ao animalzinho:

- Os perigos de uma fêmea não ser castrada são sempre maiores. Mesmo que não seja administrado o anticoncepcional, (no caso de ficar presa para não cruzar), ela vai estar sob o risco de desenvolver tumor de mama ou de ovário e infecção no útero. Todas essas doenças são tratadas com cirurgias mais complexas do que a castração eletiva. 

No vídeo abaixo, a veterinária aponta os riscos do anticoncepcional:



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