enfrentando a crise

Após ficar desempregada, santa-mariense começou a produção de salgados artesanais

Com os lanches, Camila encontrou, também, uma maneira de enfrentar a doença, diagnosticada em fevereiro

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Fotos: Pedro Piegas
Com a venda de lanches, Camila encontrou uma maneira de enfrentar a doença diagnosticada em fevereiro

Desde o início da pandemia, várias demissões começaram a acontecer em Santa Maria, assim como em outras partes do país. Um desses casos é o da estudante de Psicologia Camila Antunes de Almeida, 27 anos. O contrato de trabalho dela, que atuava como atendente, não foi renovado. Ela mora com o namorado, o telemoto Lucas Marques Dorneles, e com o filho, Arthur, 3 anos.

Mas os desafios de Camila não param por aí. Em fevereiro, a jovem foi diagnosticada com câncer de mama. O tratamento foi iniciado em março, em Santiago, com encaminhamento da Secretaria de Saúde de Santa Maria.

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- Encarei os obstáculos com toda a calma que poderia ter. Desde então, meu foco é o meu tratamento quimioterápico e a faculdade - conta ela.

Enquanto isso, Camila entrou com o pedido do auxílio emergencial federal, que ainda não foi aprovado:

- Está sendo uma dor de cabeça. Na terceira e última tentativa, sem sucesso, o auxílio foi negado por emprego formal, o que não tenho.

ALTERNATIVA
Os dias se passaram e, segundo a estudante, as dificuldades financeiras começaram a chegar:

- Como tenho que ficar em isolamento social por ser do grupo de risco e sem muitas oportunidades lá fora, decidi fazer algo em casa.

Camila já adorava cozinhar, logo, optou por fazer salgados artesanais, com produtos vindos de doações:

- Muito relutante, quase desisti. Sei que a questão financeira está difícil para todos. No entanto, persisti.

Para dar início a ideia, a nova empreendedora fez uma publicação no Facebook, onde divulgou a iniciativa e explicou a situação atual.

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A publicação teve maior repercussão entre os amigos e conhecidos do que ela imaginava:

- Admito que, quando escrevi a postagem, estava triste e pessimista. Mas decidi encarar porque preparar alimentos sempre foi um prazer para mim. Faço todos os salgados como se fossem feitos para quem amo.

Acadêmica e agora empreendedora, Camila quer aprimorar as técnicas, as quais aprende sozinha. Ela pretende, também, dispor de material para melhorias, a partir do retorno dos primeiros pedidos, além de manter as contas em dia.

Para Camila, a recente atividade faz bem para o equilíbrio emocional e psicológico.

Lucas ajuda a namorada na divulgação dos produtos e, também, espicha massas quando dá tempo. Ele está feliz pela ocupação de Camila:

- Ao começar a fazer os salgados, ela mudou totalmente, para melhor, é claro. Com a mente ocupada, percebemos o quanto está feliz.

SUPREMO SABOR

  • O quê - Salgados artesanais, nos tamanhos festa ou lanchonete, com opções vegetarianas
  • Quanto - R$ 60 (cento com até quatro variedades). Há, também, opções em bandejas e avulsos
  • Onde - Na Rua Duque de Caxias, 2.627, fundos, Bairro Nonoai
  • Como encomendar - pelo WhatsApp (55) 99149-3578, Instagram @supremosabor_sm ou Facebook

*Colaborou Gabriele Bordin


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