Vida e saúde

Você tem dormido bem?

Colunista Michel Silva aponta a importância do sono para o organismo


O sono é uma necessidade fisiológica fundamental não apenas para a saúde como um todo, mas também para o bom desempenho atlético, seja no seu treino na academia ou prática esportiva em nível competitivo ou não. Porém, a qualidade desse hábito tão importante e invariavelmente inerente a todos vêm cada vez mais sendo deixado de lado como consequência de uma sociedade exigente e competitiva em que a produtividade é a palavra de ordem. Mas, a que custo?! 

Foto: Pixabay

Estatísticas apontam que até 40% das pessoas em diferentes populações sofrem de insônia, um mal que afeta diretamente o bom funcionamento de vários mecanismos fisiológicos e metabólicos, deixando as portas abertas para sérias complicações de saúde, bem como o comprometimento da disposição física, maior incidência de infecções e envelhecimento precoce.

Para quem pratica atividades físicas então, o sono tem importância fundamental, dentre outros fatores, devido a sua ligação direta com a produção de vários hormônios, principalmente o GH (hormônio do crescimento), cujo pico de produção se dá na primeira fase do sono profundo.

A produção do GH potencializa diversos benefícios dos exercícios físicos, como: evitar o acúmulo de gordura, combater a osteoporose e melhorar a performance física.

A redução do número de horas de sono reduz também o número de horas de sono profundo e consequentemente diminui a produção do GH.

Outro hormônio produzido durante o sono é a leptina, hormônio ligado ao controle da sensação de saciedade. Reduzir muito as horas de sono acarreta menor produção de leptina e como consequência o corpo sente maior necessidade de ingerir alimentos, principalmente carboidratos. A sabedoria popular dizia que "o sono alimenta", e isso de certa forma é explicado através do entendimento do funcionamento da leptina.

QUAL O SONO IDEAL?
Quanto à quantidade de sono ideal, devemos entender que a necessidade diária de sono é uma característica individual, que deve ser analisada sob diversos fatores. A média de 7 à 8 horas ainda é uma boa medida de partida em se tratando de adultos, podendo chegar à 9 ou 10 no caso das crianças. Porém, entendemos que essa quantidade de horas possa ser inviável devido ao cotidiano do indivíduo, então, analisemos sob outro prisma.

Falamos anteriormente sobre o estado de sono profundo, estágio que muitas pessoas têm dificuldade de atingir, frequentemente por fatores ligados à ansiedade, que se manifesta em uma grande dificuldade de "desligar" a mente das suas atividades diárias e problemas, resultando em um sono leve e superficial, que não descansa. Daí que vem a sensação de ter dormido muito e ainda assim acordar cansado. Muitas vezes dormir muito não significa dormir bem.

Nada substitui o acompanhamento de um profissional da medicina do sono em casos mais graves, porém, em geral, a insônia está muito ligada à maus hábitos. E isso se resolve adotando bons hábitos. Inclusive, já falei anteriormente sobre isso em uma coluna.

Um pouco de bom senso e consistência em pequenas ações diárias (como restringir o tempo "online" antes de dormir) podem reverter quadros aparentemente complicados. A tentativa é válida, afinal, não se pode mudar algo fazendo as mesmas coisas que já não estão dando certo.

Bom sono à todos e até o próximo mês.


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