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vida e saúde

Vencendo a preguiça através da força do hábito

16 Abril 2018 15:11:00

Colunista fala sobre a importância do hábito ao praticar atividades físicas


Há algumas semanas falamos sobre estratégias para manter uma atividade física ao longo do ano. Hoje, nos aprofundaremos mais um pouco nesse assunto, entendendo como transformar a simples ideia de uma nova prática (que, há pouco, não fazia parte de seu cotidiano) em um hábito

Sim, exatamente isso, um hábito. No momento em que aquilo passa a fazer parte da sua rotina, você simplesmente faz. Não precisa de maiores estratégias ou motivação para a manutenção da atividade. Ela passa a ser imprescindível na sua vida, assim como qualquer ação cotidiana. 

Para isso, vamos entender melhor o mecanismo que gera o hábito: segundo Charles Duhigg, autor do livro O poder do hábito - por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios, o hábito pode ser dividido em três partes distintas, porém interligadas, que criam o 'Loop do Hábito'. As partes são a "Deixa" (elemento de motivação inicial), a "Rotina" (a atividade propriamente dita) e a "Recompensa" (a satisfação em completar a atividade). Duhigg afirma que a conexão entre a deixa e a recompensa é o que reforça a repetição da rotina, logo, quanto mais forte for essa correlação, maiores serão as chances de a prática tornar-se um hábito (isso explica facilmente, também, como adquirimos maus hábitos com tanta facilidade).

Mas como podemos exemplificar, na prática, trazendo para o contexto da atividade física? 

Foto: Pixabay

Uma boa referência são os praticantes da terceira idade que, normalmente, procuram uma academia com o objetivo de amenizar problemas de saúde osteoarticular, manifestadas na forma de dores (Deixa). É bem comum que comecem a treinar (Rotina) e, em pouco tempo, sintam melhora significativa no quadro (Recompensa). Essa sensação ainda não criou o hábito, pois eles tendem a parar a prática sentindo-se "curados". 

Logo, obviamente, as dores retornam... e lá vai o nosso idoso de volta para a academia para, dessa vez, nunca mais abandonar, entendendo, enfim, que somente manterá o quadro estável mediante prática de atividade física constante. Dá pra perceber claramente a relação entre a motivação inicial e a satisfação final, que fará com que a prática vire hábito. 

Podemos concluir que é importantíssimo encontrar o que será a sua recompensa ao final de cada treino, para que ele se repita com constância. Isso é muito particular, mas podemos citar como exemplos: a liberação de endorfina e consequente sensação de prazer pós treino; as calorias perdidas; a superação de marcas estabelecidas no treino anterior (carga, repetições, etc.); o inchaço localizado no músculo após o treino; e até a própria refeição pós-treino pode ser um fator de recompensa. Enfim... você escolhe. Tudo o que contribuir para manter o praticante na linha é válido. 

Bons treinos a todos (sem furar a rotina) e até o próximo mês.

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