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vida e saúde

Solidariedade

Colunista Denise Rodrigues fala sobre um ato que deveria nortear nossas vidas


Solidariedade tem sua origem na palavra francesa solidarité tendo a ver basicamente com o ato de ajudar pessoas que estão desamparadas. Na minha visão poética, gostaria que a palavra solidariedade fosse uma derivação da palavra Sol, nosso astro rei. Ação que faz brilhar, iluminar, aquecer, que dá a luz. É ideia de poeta mesmo, que vê no ato de ajudar os outros, seja qual for o tipo de ajuda, uma espécie de luz que faz iluminar o caminho mostrando um sentido bom e positivo na vida das criaturas. É a luz num breu. A luz no fim do túnel. Uma esperança.

Ajudar os outros, além de um ato de amor, é um ato que revela o reconhecimento do problema do outro, por colocar-se no lugar da criatura, imaginar o seu sofrimento, dor, tristeza, necessidade, etc. É praticamente trocar de pele no imaginário e tentar mergulhar na identidade alheia para dimensionar um pouco do que é estar doente, sofrendo, triste, desesperado, com fome, frio. Chegar o mais próximo de qualquer mazela, doença, moléstia, problema que não é teu, mas nesse momento reflexivo é como se fosse.

Qual foi a última vez que tu fizestes isso? Sim, que trocaste de papel no imaginário e foste socorrer alguém?
Quantas vezes num ano? Uma, duas, nenhuma.

Foto: Pixabay

Cada vez mais estamos precisando de pessoas solidárias porque o mundo está cada vez mais injusto e pobre. E como fazemos isso já que tem pessoas que se aproveitam da solidariedade de muitos em benefício próprio, totalmente sem escrúpulos? Como proporcionar a luz para os que necessitam, já que às vezes, esses próprios não nos inspiram a confiança para querer ajudá-los? . A solidariedade tem que ter pré-requisitos ou é pura compaixão?.

Tenho acompanhado de tudo um pouco no tocante a ações solidárias. Penso que é importante sempre fiscalizar a fonte, conferir a história, optar por ajudar sem bancar trouxa no processo.

Existem instituições na nossa cidade que já são reconhecidas pela idoneidade nas suas ações. Até aí tudo muito bem. Mas aquelas pessoas que vem até a ti pedir dinheiro para comprar remédio para um filho doente, gás, dinheiro para voltarem para a sua cidade de origem, para comerem um lanche, o que você faz?

Não esqueça que a safadeza se cria também pela facilitação, se tu já te propuseste a comprar o remédio, já muda a situação, pois o real interesse é o dinheiro. Entendes a importância de ter pré-requisitos?

Não temos como ajudar a todos, então temos que ser seletivos quanto às prioridades das ajudas e muitas vezes precisamos criar ações coletivas, para somar os esforços, dividindo o peso que ficaria só para um carregar.

Nem tudo se resolve com dinheiro, as informações, o translado de pessoas, o cuidado num hospital, o alimento preparado, entre tantas outras, são igualmente importantes.

Existem questões que podem e devem ser encaminhadas para os órgãos competentes, prefeituras, câmara de vereadores, ministério público e questões que dependem do acolhimento individual e ou coletivo de cidadãos comprometidos e responsavelmente tocados por questões sociais e cristãs.

O fato é que o ser humano não pode sobreviver às catástrofes pessoais e sociais sem ajuda do seu semelhante.


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