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vida e saúde

Compreendendo a labirintite

Colunista Denise Rodrigues traz um convidado para falar sobre a 'vertigem'


Leitores da minha coluna da Vida e Saúde é com imenso prazer que trago esse convidado que é avô da Maria Luísa, esposo da bela e simpática Ana Maria e um amigo querido. Profissional médico impar dentro da Otorrinolaringologia e Professor Doutor em Distúrbios da Comunicação Humana Dr. Pedro Luis Coser. O assunto é bastante comum na vida das pessoas e só quem sente os sintomas sabe como são incomodativos.

A "vertigem" é o termo médico designado a apontar, especificamente, a sensação de rotação ilusória (um tipo de tontura caracterizada como a sensação de 'o mundo rodar ao seu redor', 'tudo girando', 'estar caíndo num precipício', etc).

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A vertigem do tipo postural ou posicional, apontada aqui, tem duração de apenas alguns segundos ou até cerca de um minuto. Mas, assusta, leva o paciente muitas vezes a apresentar sintomas neurovegetativos extremamente transtornantes (sudorese fria, tremor, náuseas, vômitos, diarreia, desequilíbrio corporal e muito medo).

É indispensável que todo paciente com vertigem seja avaliado o mais breve possível, e idealmente no momento da crise, pelo Otorrino. Muitos diagnósticos são perdidos por não se realizar uma avaliação otoneurológica completa no momento da crise, ou o mais próximo possível.

A VPPB como é a sigla referente à doença labiríntica, denominada Vertigem Postural Paroxística Benigna, é a mais frequente dentro todas as doenças do labirinto (uma parte da orelha interna).

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A Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) se desencadeia, em geral, ao movimentar a cabeça para determinada posição. Surge principalmente e imediatamente em situações como: ao deitar na cama, ou, estando já deitado, virar para os lados na cama, ao se levantar da cama, ao olhar para cima (para pegar algo no armário, ao pendurar uma roupa no varal, ao olhar para cima por qualquer intenção, ou para baixo) e dura pouco tempo (segundos até pouco mais de um minuto), mas o mal estar pode persistir por mais tempo.


Foto: Pixabay 

Muitas pessoas com essa doença, por vezes, se acostumam com esses episódios de vertigem, assumem atitudes de evitar os movimentos que desencadeiam e frequentemente assumem a condição de serem "portadores de labirintite", termo consagrado popularmente, mas incorreto medicamente. Muitas pessoas usam medicação para o labirinto por longo tempo, sem que de fato tenham feito o diagnóstico de que é exatamente o que o paciente tem (que labirintite é essa?). Em se tratando de Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB), remédios para labirinto não resolvem o problema e algumas vezes apenas amenizam os sintomas.

O labirinto pode apresentar uma gama vasta de doenças, como a Doença de Mènière, transtornos isquêmicos rápidos ou transitórios, relacionados à irrigação sanguínea provida pelas artérias vertebrais e ramos destas que irrigam o labirinto na orelha interna, distúrbios metabólicos neurológicos (como a enxaqueca vestibular e a esclerose em placas). Todos esses transtornos são doenças do labirinto e causam tontura e vertigem, porém nenhum destes é de cunho inflamatório. Ou seja, não é "labirintite"!

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Entendemos hoje que labirintite é um termo genérico em busca de um diagnóstico com os testes que avaliam as funções labirínticas, neurais e do sistema nervoso central, que controlam o equilíbrio corporal.

A Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) é uma doença que ocorre devido ao desprendimento de partículas de carbonato de cálcio (otólitos) de uma região onde eles existem para exercer uma função específica importante no funcionamento do labirinto, e acabam por se alojar em outra região do labirinto, onde geraram informações incongruentes. Isto gera Nistagmo (movimentos oculares rítmicos, rápidos e involuntários), que se acompanha da sensação de rotação - VERTIGEM.

Através do exame de Videonistagmoscopia (um óculos com câmera sensível à luz infravermelha) é que se confirma o diagnóstico através da análise do nistagmo.

Dessa forma, é possível ser identificado o local do labirinto onde foram parar os otólitos (ou cristais) e permite ao médico otorrinolaringologista apontar com exatidão o tratamento adequado para o paciente.


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