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vida e saúde

Câncer do reto

Colunista Denise Rodrigues traz um convidado para falar sobre o câncer do reto

da redação


O meu convidado de hoje é Arno Iajur Britz. Médico Coloproctologista e Colonoscopista, além de músico nas poucas horas vagas. O tema é sobre Câncer do Reto, doença maligna com possibilidade de cura se diagnosticada brevemente. 

Compreendendo a labirintite

Já era entardecer quando Flavinha adentra a casa, chegando da escola, e encara sua mãe:

- Mamis, fiquei sabendo que o pai da Jú está com câncer de reto e terá que usar uma bolsinha. A mãe, que embora fosse professora universitária, pouco sabia sobre a dita doença, e afora uma expressão de espanto, não acrescentou mais nada à filha adolescente, que acabara de ouvir uma notícia que lhe trouxera tanto dúvida quanto perplexidade e resolveu se informar sobre o assunto.

Não gostamos muito de falar, ler e de nos informar sobre essas coisas de tumor, câncer maligno, quimioterapia, radioterapia, bolsinha. Isso são coisas que estão na outra quadra, do outro lado da rua, no outro bairro. Não acontece com a gente, não é mesmo? Bom seria se fosse assim, mas não é.

Você é viciado em trabalho?

O câncer do reto é um tumor maligno que acomete a parte final do intestino, próximo ao ânus, que ocorre em homens e mulheres, principalmente na idade acima dos 50 anos, porém não é raro vermos casos em pacientes com menos de 40 ou até 30 anos. O reto, por estar muito próximo de outras estruturas como a próstata, bexiga, útero, vagina coluna sacral e os músculos do ânus, torna sua abordagem difícil, com cirurgias complexas e eventualmente com sequelas para o resto da vida. A "tal" bolsinha é uma espécie de desvio, onde o intestino é preso na pele do abdomem de forma que as fezes saiam numa bolsa plástica colada ao redor, evitando que elas passem por uma área doente ou operada mais abaixo, no intestino. Ela pode ser temporária - semanas ou meses - ou pode ser definitiva, principalmente nos casos onde é necessária a retirada do ânus, na cirurgia para remover o tumor com segurança.

Esses tumores tem origem genética na maioria das vezes, quase uma loteria. História de tumor de intestino ou reto na família é importante fator de risco. Nossos hábitos ocidentais, como dieta pobre em fibras e rica em gorduras saturadas, também aumentam as chances da doença.

O médico coloproctologista ou proctologista, que trata das doenças do intestino grosso, reto e ânus, é o profissional treinado para atender, identificar e tratar o câncer de reto. Muitas vezes o diagnóstico já é feito na própria consulta e exame em consultório, de forma rápida e pouco invasiva. Eventualmente é necessário um exame de colonoscopia para se descobrir a "encrenca", e este é feito em hospitais ou clínicas, com extrema segurança e rapidez. A colonoscopia ainda é também o exame que se indica para prevenir esses tumores, sendo que atualmente essa investigação deve iniciar aos 45 anos, homens e mulheres.

Porque não vou mais obrigar meu filho a comer

O pai da aluna lá no início do texto tem 48 anos. Ele vinha com sangue em pequena quantidade misturado às fezes, sem dor, sem perder peso, só indo umas vezes a mais por dia fazer o famoso número 2. Fazia academia, trabalhava, tinha um avô que teve um tumor sei lá aonde e, portanto devia ser hemorroidas, não é verdade? Quando foi ao proctologista, uns 3 meses depois dos sintomas, já saiu de lá com o diagnóstico, pois o tumor localizava-se próximo ao ânus. Por sorte em uma fase ainda curável.

Não aguarde os sintomas, não perca tempo, consulte o profissional adequado, faça a colonoscopia se tiveres mais de 45 anos. Não minimize sintomas como sangramento, dor e alterações no funcionamento do intestino. Busque ajuda!


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