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Três franquias de jogos de terror para conferir e tomar sustos durante a Copa do Mundo

20 Junho 2018 13:30:00

Colunista Iuri Patias dá dicas de jogos para você curtir

A Copa do Mundo já começou, mas depois de um empate parece que o Brasil ainda não entrou em campo. E como não faltam sustos no gramado, nada melhor do que intercalar os jogos da Copa com os jogos eletrônicos, melhor ainda se estes últimos forem de terror. Por esta razão, separei três franquias icônicas do gênero de "terror de sobrevivência" para que você possa conhecer melhor e aproveitar este mês de junho com um tempero, por assim dizer, mais horripilante do que um ou outro 7x1 por aí.

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RESIDENT EVIL
Até meados de 1996, eram poucos os jogos que trabalhavam com a temática de horror. Salve Sweet Home (1989), Alone in the Dark (1992) e Clock Tower (1995), o mercado para este tipo de gênero era de extremo nicho. Era! Isso porque a japonesa CAPCOM deu uma nova significância ao termo "survival horror" após produzir o grande responsável por popularizar estes tipos de games: Resident Evil.


Foto: CAPCOM/Divulgação

Explorar os horrores da gigantesca mansão Spencer, por conta de uma série de intrigantes casos de canibalismo que assolavam a fictícia Raccoon City, fez com que milhões de jogadores ao redor do mundo pensassem duas vezes antes de abrir uma porta qualquer. Isso, devido ao fato de que havia zumbis e aberrações biológicas presentes por toda a parte, efeito resultante de experiências ilegais realizadas em humanos por uma empresa farmacêutica multinacional chamada "Umbrella Corporation".

O T-virus realizava mutações genéticas no corpo dos infectados, transformando-os em mortos-vivos sedentos por sangue. Mas apesar da descoberta macabra dos agentes especiais da polícia de Raccoon City, Jill Valentine e Chris Redfield (protagonistas do primeiro game), os mesmos acabam sendo taxados de lunáticos, e suas acusações contra a Umbrella são sistematicamente ignoradas, quer dizer, isso até os cidadãos de Raccoon serem completamente contaminados com o vírus, transformando o local em um verdadeiro playground de mortos-vivos (roteiro do segundo e terceiro game).

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A franquia é a de maior sucesso do gênero, contando com mais de 20 títulos lançados para diferentes plataformas, e que juntos totalizam cerca de 55 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo. Seu grande charme - para além do enredo que bebe da mesma fonte que os chamados "filmes B" - é a sanguinolência escancarada, somada aos iminentes sustos que espreitam portas, janelas, corredores, becos e todo e qualquer local com possibilidades de o jogador ser pego de surpresa por alguma criatura insana. 


Se você curte uma obra primorosa, com ambientações macabras, trilha sonora imersiva, teorias da conspiração e muitos, mas muitos zumbis e aberrações biológicas, Resident Evil é a escolha perfeita. E se der "play", não esqueça: sempre mire na cabeça!

FATAL FRAME
Se você conhece a cultura japonesa sabe muito bem que a população da terra do sol nascente é deveras supersticiosa. Para além, o folclore daquele povo é recheado de histórias repletas de misticismo. E, bem, era apenas disso que a desenvolvedora japonesa Tecmo precisava para produzir uma franquia que fará você avaliar de outra forma o uso da câmera de seu celular: Fatal Frame.


Foto: Tecmo/Divulgação

A série, lançada em 2001 (e conhecida no Japão como "Project Zero"), possui cinco títulos de seu eixo principal, dispostos em diferentes consoles. Cada um dos games possui uma história independente, mas todas dizem respeito à lendas urbanas japonesas, que envolvem maldições, sacrifícios, demônios, rituais macabros e mansões mal assombradas.

Diferentemente de jogos tradicionais do gênero, onde o jogador dispõe de armas brancas ou de fogo para enfrentar zumbis, monstros e demônios, a principal peculiaridade de Fatal Frame é justamente o meio de defesa utilizado pelos protagonistas: uma câmera fotográfica. Sim, é isso mesmo! É porque os inimigos da série são, em quase sua totalidade, fantasmas, que podem ser exorcizados por meio dos flashes de uma câmera fotográfica, isso porque, diz-se, estes emitem uma frequência irreconhecível ao olho humano, e que consequentemente são capazes de detectar espíritos. 


Diferentemente das outras franquias, Fatal Frame é uma série muito pouco conhecida no ocidente, mas que possui elementos de horror tão ou mais primorosos que os demais jogos aqui narrados. Vale muito a pena conferir!

SILENT HILL
Até agora realizamos um rápido apanhado dos enredos que compõem duas franquias famosas do gênero de terror de sobrevivência. Resident Evil e Fatal Frame são, inegavelmente, séries de horror que causam sustos e incômodos no jogador, entretanto, nenhuma delas trabalha tão bem a noção de terror psicológico como Silent Hill.


Foto: konami/Divulgação

Silent Hill (nome da cidade fictícia em que acontece a maioria das histórias) é detentor de uma ambientação completamente "suja", ou seja, grotesca e cheia de bizarrices. A presente série, diferentemente das demais citadas, não causa apenas um momentâneo incômodo em razão dos constantes sustos, como também gera um desconforto prolongado, que perpassa a tela da TV e se arrasta até os seus sonhos, ou melhor, pesadelos! Comumente, o jogador se deparará com cenários sangrentos, poluídos, cinzentos, claustrofóbicos, fúnebres e todo outro tipo de horror culturalmente encontrada em obras de terror clássico, como aquelas escritas pelos renomados Lovecraft e Stephen King, inspirações diretas para a franquia criada pela Konami.

Ainda falando sobre a ambientação, os monstros, verdadeiramente bizarros, nada mais são do que as representações deturpadas do subconsciente dos protagonistas da maioria dos títulos, e que se justificam na medida em que você vai compreendendo melhor a psique dos personagens.


A obra é amplamente aclamada pela crítica especializada, e a franquia é considerada por muitos como a mais próxima do que seria a perfeita definição de terror psicológico (é realmente desestabilizante e genialmente bem elaborada). E são tantos os elementos, histórias e sentimentos que envolvem todos os títulos lançados que, à verdade, é inominável descrever a atmosfera doentia dos games desta série, restando ao caro leitor/jogador adentrar a misteriosa cidade e verificar por si só o que aqui está sendo dito, mesmo porque já dizia Stephen King que os pesadelos não estão sujeitos à lógica, não tem sentido explicá-los, já que explicação é a antítese da poesia do medo.

Resta claro, por tanto, que todo jogador está muito bem servido com títulos de terror nos videogames. Cada vez mais as desenvolvedoras tem apostado nesse gênero, que andava meio sumido nos últimos tempos. Ainda assim, Resident Evil, Fatal Frame e Silent Hill são, para mim, o que há de melhor na categoria, e apostar em qualquer um dos muitos títulos que dispõem cada uma dessas franquias é a certeza de calafrios na espinha para aproveitar da melhor forma um mês onde o frio na barriga não precisa ser exclusividade dos gramados.

Até a próxima!

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