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tecnologia

Jogos controversos e polêmicas declaradas

16 Outubro 2018 18:47:00

Colunista fala sobre jogos de video-game que são famosos e foram alvo de polêmicas em todo o mundo


Salve engano, a maior parte dos leitores desta coluna deve fazer parte da célebre casa dos 20 ou 30 anos. É um palpite que tenho em razão de que pela minha experiência escrevendo sobre jogos para alguns portais especializados no ramo, o público desta faixa-etária é o que mais consome esse tipo de conteúdo. Dito isso, o tema desta coluna certamente vai fazer com que a maioria dos leitores recorde como foi vivenciar e/ou ficar sabendo de alguns títulos muito famosos na indústria dos videogames que foram tomados (e alguns ainda são) por polêmicas e mais polêmicas, tendo, em alguns casos, até mesmo sua proibição decretada em alguns países, como o Brasil. 

Clássico dos games, vem aí a segunda temporada da série animada de Castlevania

Por esta razão, separei alguns dos principais games que parecem ter sido desenvolvidos tendo como um dos propósitos o de fazer parte deste tão seleto grupo de títulos controversos.

Mortal Kombat
É extremamente improvável que você não apenas conheça os títulos desta franquia, como também não os tenha jogado. Mortal Kombat foi um sucesso estrondoso na década de 1990 quando lançado inicialmente para fliperamas e posteriormente para videogames caseiros. Além de ser um jogo de luta (gênero que estava em ascensão e fazendo muito sucesso na época) o título chamava a atenção pelo seu alto teor de violência explícita. Cada soco, chute, voadora ou poderes especiais que atingiam você ou o seu adversário resultava em sangue jorrando para todos os lados. No entanto, esse era o menor dos "problemas". Quando um oponente era derrotado, havia a possibilidade de realizar os famosos "fatalitys", que nada mais eram do que formas violentíssimas de dar o golpe de misericórdia no inimigo. Decapitação, desmembramentos e tortura eram apenas alguns dos métodos possíveis. E isso, em uma época em que videogames ainda eram considerados coisa de criança, não podia dar boa coisa.

Não existem jogos de luta mais brutais, sanguinários e violentos do que os da franquia Mortal Kombat

Não obstante a censura que o jogo recebeu em diversos locais, como por exemplo a impossibilidade de comercialização ou a retirada de sangue dos combates, a polêmica atingiu diretamente a indústria de jogos e as principais empresas do mercado, que foram vítimas de processos e manifestações de religiosos e de associações de pais. No Brasil, não eram poucas as locadoras de jogos que não podiam dispor do jogo para locação ou consumo interno. O Conselho Tutelar estava sempre de olho, e os pais muito preocupados com os seus filhos por tudo que a mídia vinha dizendo. Foi uma loucura!

Doom
Se cair na porrada com toques de sanguinolência era um absurdo sem limites para os jogos eletrônicos na década de 1990, imagine então quando começaram a ser lançados os primeiros jogos de tiro para computadores e videogames. Doom, como foi um dos primeiros títulos a embarcar no gênero FPS (tiro em primeira pessoa), pagou o preço pela novidade.

Não bastasse o fato de você poder atirar com armas de fogo nos inimigos, culminando em uma carnificina com sangue jorrando pra tudo quanto é lado, os inimigos de Doom eram demônios. Sim, demônios. Provavelmente filhos do capeta e/ou parentes da besta. Não precisa dizer mais nada, não é mesmo?

Desde seu lançamento original, a franquia já recebeu mais de 10 títulos, sendo o mais recente de 2016

Ainda que tenha sido lançado em 1993, o ápice das polêmicas que contornavam Doom ocorreria seis anos depois, quando dois adolescentes com sérios distúrbios mentais foram os responsáveis pela morte de 13 pessoas no episódio que ficou internacionalmente conhecido como "O Massacre de Columbine", uma escola do Colorado, nos Estados Unidos.

A polêmica entorno do jogo, nessa história, é que um dos adolescentes era completamente viciado em Doom, e dispunha de um site onde, além de compartilhar conteúdo relacionado ao título, também escrevia sobre como criar bombas caseiras, a respeito da raiva que tinha da sociedade e de sua vontade em matar pessoas.

O episódio abriu uma série de debates sobre porte de armas, preconceito, depressão, bullyng e, claro, como não poderia deixar de ser, sobre jogos violentos, especialmente Doom.

Bully
Se o nome deste jogo te lembra o termo "bullying" é porque o pano de fundo da obra é justamente esse. Mas, calma lá. Não se trata de fazer bullying contra outras pessoas, mas ao fato de que é este tipo de violência que o protagonista do game sofre.

A obra produzida pela Rockstar Games coloca o jogador na pele de um adolescente norte-americano que estuda em uma academia onde a prática de bullying é comum, e ele é a vítima central. Não obstante ao fato de sofrer agressões físicas e psicológicas constantes dos outros estudantes, ele ainda tem que lidar com a indiferença dos professores e direção da escola, que nada fazem diante dos episódios lamentáveis, isso quando também não são parte direta dos mal feitos. E se isso não bastasse para propriamente dar ao jogo um status de produto controverso, o game estimula que o protagonista reaja as agressões sofridas, debitando todo o sofrimento na mesma medida em que recebeu. Polêmica pronta!

Em "Bully", só existe uma forma de combater a violência sofrida: respondendo com mais violência

O game foi vítima dos mais variados pedidos de censura ao redor do mundo, a começar pelo seu próprio país de origem, os Estados Unidos. Antes mesmo de ser lançado por lá, em 2006, um ativista norte-americano, por meio de uma ação judicial, tentou impedir que o título fosse comercializado, em razão do conteúdo já narrado. A ação não obteve êxito, mas foi o suficiente para colocar ainda mais lenha na fogueira do game, que estava sendo massacrado por associações de pais, ongs, escolas e movimentos anti-bullying. Nessa história toda, nem o Brasil ficou de fora da "brincadeira". Em 2008, por meio de uma ação movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, Bully chegou a ser banido de nosso país, tendo o direito de voltar a ser comercializado apenas oito anos depois, em 2016. É mole?

Grand Theft Auto (GTA)
Falar sobre jogos controversos e não citar Grand Theft Auto (popularmente conhecido como GTA) é como falar no SBT sem citar o Silvio Santos. Há!

Além de ser uma das franquias de jogos eletrônicos mais famosas do mundo, sendo um sucesso comercial (e de crítica) estrondoso para cada novo título lançado, GTA também abarca em seu âmago um mundo de situações e possibilidades politicamente incorretas. Como provavelmente você já jogou um dos títulos da série, sabe exatamente o porquê de eu afirmar isso.

Dá pra fazer quase tudo em GTA, menos ser um cara legal

Os jogos da série tratam de forma "naturalizada" tudo que de mais podre ocorre no submundo da sociedade, tendo como pano de fundo a violência urbana, o tráfico de drogas, a corrupção, o uso de drogas ilícitas, a prostituição e tudo mais que seja moralmente errado ou que configure algum tipo de crime.

Em um mundo aberto, você pode se locomover por uma enorme cidade, roubando carros, matando pessoas, desafiando gangues, enfrentando a polícia ou, simplesmente, agindo como um cidadão "normal", para fins de explorar todas as localidades ou apenas para assistir ao pôr do sol próximo à um porto.

É a polêmica - por meio de todos as suas nuances - em formato jogável. São tantos os casos de controvérsias desde que a franquia surgiu na década de 1990 que seria necessária uma coluna inteira apenas para tratar de todos eles. Por ora, a gente fica só com a vontade de jogar.

Até a próxima!


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