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Tecnologia

Inovação: sinônimo de pessoas. De tecnologia? Nem sempre

13 Fevereiro 2019 14:10:00

Colunista Liana Merladete fala o quanto é preciso unir conhecimentos e mentes para inovar


Não lembro desde quando ou como essa palavra começou a me tocar. Mas recordo de pensar sobre antes dela ser moda. Os adeptos vão lembrar que no universo corporativo houve um tempo recente que só se falava dela: inovação, a queridinha, a palavra de ordem de artigos científicos e matérias das revistas de negócios.

Todos queriam inovar e muitos se diziam inovadores. Alguns, de fato, eram. Outros são. Outros fingem ser.
Fato é que a dita inovação voltou a dar barato. O Diretor Executivo (CEO, Chief Executive Officer, como dizem. Eu uso Diretor Executivo porque, desculpem, odeio a função de ficar trazendo estrangeirismo para toda parte), a autoridade máxima na hierarquia estratégica e operacional da organização, o responsável pela visão da empresa, todos, absolutamente todos eles ou similares, apontam a inovação como meta. Dizem ser diretriz para seguirem com eles. Dizem ser ordem para manutenção dos empregos dos colaboradores até.

Foto: Bronze Branding

Acho, sinceramente, que não deveríamos odiá-los. Muitos ficam "chocados". Os imediatos saem feito baratas tontas depois da "demanda". Todo mundo sai mais preocupado em inventar a roda que potencializar seu movimento. Todos querem ser donos de uma ideia fantástica, criar um aplicativo para não sei o quê. Todos querem, afinal, ganhar o título de protagonista da mudança revolucionária que o líder disse ser regra.

O que, independente do ramo do negócio, esquecemos ou deixamos de lado é o principal: Chega de "eu". É tempo de mais "nós". Chega de pleito por autoria. Avante o trabalho cooperado e colaborativo. Ter uma boa ideia e uma gestão de qualidade é muito importante para o sucesso de qualquer negócio. De vender pão a prestar consultoria. Porém, esses elementos não são os únicos a serem considerados. E mais: precisamos parar de confundir inovação com invenção. E pior: precisamos parar de imitar o outro e trocar a embalagem. Precisamos escutar a nossa voz. O nosso coração!Foto: Conducere Inteligência Corporativacere Inteligência Corporativa
Aprendizagem é elemento importante no processo

Precisamos, onde quer que estejamos, na multinacional ou no dogão, sermos únicos. E, para seguir a linha dos impeditivos: precisamos parar de buscar no "consultor" que tem trezentos milhões de views no vídeo sobre como ganhar o primeiro milhão as respostas. Antes de seguir pessoas assim, precisamos (re)conhecer nossas próprias dores. Ninguém pode fazer isso por nós. De leitor de orelha de livro e replicador de infoprodutos a internet está cheia. Mas no seu lugar de produção, quantos não só vestem, mas amam a camiseta? Ninguém cuida - ou faz florescer - o que não gosta.

Para inovar, talvez, não precisemos de gurus. Mas de muitos amores.

Precisamos saber se estamos a bordo de verdade. Na minha humilde opinião, devemos estar. Não há nada mais incrível que viajar, afinal. Conhecer assuntos, pessoas e lugares que desconhecemos. Ninguém sabe tudo. Precisamos acreditar que a melhor inovação nasce dentro da gente!

Precisamos de (ou ser) solucionadores de problemas e não artífices da construção de barreiras. Ouvi numa palestra que o contrário de sobreviver é morrer e que, por conseguinte, inovação é uma característica daquilo que está vivo.

E nós estamos! Percebem a vantagem?! Se assim estamos porque insistimos em morrermos todo pouco um tanto mais? A morte acontece quando escutamos aquele líder, chefe, supervisor, colega motivado, seja do jeito que for, certo ou errado teoricamente, querendo o movimento da inovação, mas tudo que fazemos é murmurar um sonoro "não vai dar certo". Morremos um pouco mais quando priorizamos objeções a críticas construtivas. E, outro tanto mais quando apontamos, mas não colaboramos. Ainda mais quando justificamos inércia com falta de estrutura tecnológica.

Não estou dizendo que ela não é importante. Sei que é. Óbvio que é, assim como todos demais níveis de condições básicas e até diferenciais. Só estou falando que não é vital e nem requisito para mantermo-nos vivos, seja em qual segmento econômico de mercado estejamos. Inovação pode ser apenas uma nova forma de realizar uma tarefa, simplificar um processo, agregar uma facilidade a um produto existente. E até, ao meu ver, o mais singelo movimento.

Peter Drucker disse "Todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples".


Foto: EOS Organização e Sistemas
As inovações podem ocorrer dentro da gestão, nos processos produtivos ou na melhoria de algum produto ou serviço. Todas essas mudanças necessitam de pessoas, negócios ou tecnologias

Talvez só tenhamos de aprimorar a percepção, trocar as lentes, juntar-nos à onda, viralizar boa vontade.

Já passou da hora de entendermos que tecnologia é meio e não fim. 

Talvez eu seja romântica demais já que, de verdade verdadeira, a essa altura do texto, eu queria que todos, de um modo geral, parassem de trabalhar pelo cargo - e status - que têm, mas pela oportunidade de contribuir e aprender. E, antes que perguntem se sou ingênua, não, eu não sou. Eu sei que a vida, as necessidades e o mundo exige que tenhamos o que os cargos oferecem - salário, casa, carro e por aí vai. E também, claro, acho que merecemos. 

Mas, eu não estou falando de renda, estou falando de produção. De produção por amor. De inovação por vocação. De sentido. Significado! Se não aprendermos e, por conseguinte, não inovarmos, todo tempo mais, estamos nos tornando incompetentes. E, ao mesmo passo, se o contrário de sobreviver é morrer, incompetência é incapacidade de amar o que lhe provém. 


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