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Como os jogos eletrônicos podem colaborar com a sua saúde

30 Janeiro 2018 14:42:00

Colunista dá dicas de games que auxiliam no desenvolvimento mental e melhoram sua saúde


Certa vez ouvi de uma sábia senhora que tudo em excesso fazia mal, menos viver. E, oras, ela tinha completa razão! Tão é verdade que até mesmo água demais pode comprometer nossa saúde. Tomar quantidades muito elevadas (leia-se de três a quatro litros em um intervalo de uma hora) da dita fonte da vida pode, até mesmo, em casos mais extremos, causar convulsões. Dito isso, nem pense em ecoar que jogar videogame é um grande malefício. Pelo contrário. Muito mais ajuda do que prejudica. Acontece que, assim como a água, se usado em excesso, também faz mal. No entanto, na coluna de hoje, convido-o(a) a conhecer, rapidamente, alguns estudos que provam que, se usados de forma moderada e saudável, jogos eletrônicos podem colaborar (e muito) com a sua saúde, física e mental. Vem comigo! 

Controle da ansiedade e depressão 

Tidos como dois dos grandes males do século XXI, o transtorno de ansiedade e a depressão atingem, respectivamente - segundo a Organização Mundial da Saúde - cerca de 33% e 4,4% da população global. Os jogos eletrônicos não vão alterar este quadro, mas podem ser de grande auxílio para minimizar os problemas.  

Não são poucas as pesquisas disponíveis que demonstram a efetividade dos games para combater a depressão e a ansiedade. É o caso de um recente estudo de 2017, publicado pelo site norte-americano Science Daily.

Neste estudo, dentre as muitas constatações obtidas, percebeu-se que, ao jogar jogos casuais (categoria que diz respeito à games de baixa complexidade, com regras simples, à exemplo de Angry Birds ou Candy Crush), o jogador tende a reduzir, drasticamente, os níveis de stress, o que acaba afetando pontualmente a ansiedade e a depressão.

Foto: King (Divulgação)
Sucesso nos smartphones, Candy Crush é um game casual que exige raciocínio e agilidade para a resolução dos muitos quebra-cabeças

Tal resultado justifica-se, dentre outras questões, pelo fato de que os jogos eletrônicos têm o poder de fazer com que o jogador possa imergir naquela realidade digital, focando-se integralmente no conteúdo lá disposto. Isso acaba funcionando como uma contra resposta a um dos principais fatores que causam a ansiedade (e consequentemente a depressão), qual seja os problemas oriundos de nosso cotidiano.

Resumindo: quem distrai a mente com a diversão proposta pelos games, trabalha o relaxamento do cérebro diante das problemáticas do dia-a-dia.

Previnem o Mal de Alzheimer

É difícil não conhecer ao menos uma pessoa que já sofreu com o Mal de Alzheimer, doença que causa a gradativa perda de memória e que atinge mais de duas milhões de pessoas somente no Brasil. Felizmente, jogar videogame pode ajudar na prevenção desta enfermidade. 

Em um estudo realizado com idosos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2016 (publicado no site "psicologias do Brasil"), constatou-se que, ao jogar games de quebra-cabeças ou de lógica, o cérebro passa a se exercitar, como se estivesse fazendo atividades em uma academia.

O treino cognitivo frequente faz com que o cérebro mantenha-se sempre ativo, o que acaba evitando que o usuário possa ter problemas de demência a longo prazo, como é o caso do Mal de Alzheimer.

Saúde física

Depois do lançamento do Nintendo Wii, em 2006, o mercado de jogos eletrônicos voltados à saúde física sofreu grandes alterações. Controladores como o Wii Remote e o Kinect (controle e acessório, respectivamente, que captam os movimentos corporais do utilizador) propiciaram uma avalanche de jogos que passaram a exigir que os jogadores saíssem do famigerado sedentarismo de suas poltronas e se dirigissem até o cento de suas salas ou quartos, tudo isso para, literalmente, suar a camisa.

Jogos musicais como Just Dance e Dance Central transformaram a sala de estar em uma verdadeira pista de dança, tornando-se verdadeiros aliados para quem queria e quer perder peso. Para colaborar, programas de tonificação muscular como o EA Sports Active, Your Shape Fitness Envolved e o Wii Fit presentearam o jogador com aquele auxílio extra para começar um bom programa de treinamentos, ou, simplesmente, manter o estado físico em ordem.

Foto: Ubisoft (Divulgação)
Just Dance é um dos melhores exemplos de game de dança que fez com que os jogos eletrônicos se aliassem à saúde física dos jogadores

Segundo uma série de pesquisas, dedicar 30 minutos do seu dia para jogar/dançar em Just Dance, por exemplo, possibilita a queima de 237 calorias. Números semelhantes são obtidos quando o mesmo tempo é dedicado ao flexível mas completo treinamento de exercícios aeróbicos presentes em Wii Fit.

Melhoram a concentração 

Vencer uma corrida de carros, comandar um esquadrão de soldados ou ainda gerenciar um estoque limitado de comida. Não importa. Para se sair vitorioso na maioria dos jogos é preciso se concentrar ao máximo. E não é difícil pensar que, se jogamos algo, é porque estamos nos divertindo. 

Essa é uma lógica simplista para explicar que, em razão da diversão, inconscientemente os jogos eletrônicos estimulam a necessidade de concentração para que se possa obter êxito nos diferentes desafios que cada obra ludo-digital possui.

Desta vez, um estudo realizado pela Universidade Tecnológica de Nanyang, na Singapura, (também publicado pelo site Science Daily), constatou que determinados jogos tendem a aprimorar nossas capacidades cognitivas.

Foto: Google Imagens
Sob o véu da diversão, os jogos eletrônicos têm sido uma grande ferramenta para trabalhar a nossa saúde mental

Para chegar a esta conclusão, cinco pessoas que nunca antes haviam tido contato com videogames passaram a dedicar uma hora de seus dias para a prática desta atividade. Tais games variavam entre jogos de quebra-cabeças e de ação. No final do estudo, percebeu-se que a função cognitiva havia melhorado em todos os jogadores, e isso acabou resultando em uma considerável melhora na concentração, na capacidade de identificar objetos e na realização de múltiplas atividades ao mesmo tempo.

Tudo que é demais, faz mal! 

Já foi dito no início deste texto, mas não custa recordar. Seja lá o que for, tudo em excesso pode fazer mal, e essa é uma regra que também vale para os jogos eletrônicos. Todos eles! 

É verdade que cada vez mais pesquisas têm sido realizadas para compreender melhor os benefícios dos games, e os resultados obtidos nos últimos anos realmente demonstram a efetividade desta atividade (vale a pena dar uma pesquisada na internet e encontrar as centenas disponíveis), no entanto, muitos cenários ainda devem ser desbravados, e a melhor coisa que você pode fazer é aproveitar bastante os prazeres dos jogos eletrônicos, mas sempre com muita moderação.

Até a próxima!

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