finanças pessoais

O fim do dinheiro

Colunista Vitor Hugo Ferreira comenta sobre a ascensão das moedas virtuais


O prestígio dos pagamentos digitais e o uso de criptomoedas, aliados a transformação digital constante, desenham um futuro próximo em que o dinheiro impresso será inexistente. Entender que o mundo caminha para o fim do dinheiro, parece surreal, no entanto, o dinheiro na forma como conhecemos, em moeda e notas impressas, é algo em extinção. 

Ao longo da história, já promovemos o escambo de mercadorias pela ausência de uma moeda. A sua existência facilitou a aquisição de produtos e o pagamento por serviços, porém as moedas foram substituídas por cédulas, notas impressas que correspondiam a valores determinados, o dinheiro pelo qual estamos familiarizados. 

Em determinado momento o prestígio do cheque permitia que consumidores transferissem quantias ao subscreve-las ao possuidor do documento. Vimos a queda do cheque, raras são as pessoas que ainda o usam, e a ascensão do dinheiro de plástico. 

Os cartões de débito e crédito trouxeram um novo tempo, garantindo maior segurança, agilidade em aplicações, transferências, pagamentos e diversos outros serviços associados ao uso dessa modalidade de dinheiro. Registra-se também que as instituições financeiras faturam com o uso dos cartões. 

A contemporaneidade está permitindo que possamos assistir em breve a desmaterialização dos cartões de crédito e o extermínio do dinheiro em espécie em um tempo que já é presente. Esta é a consequência de uma sociedade que prefere fazer transações bancárias por aplicativos diversos, conectados a computadores e celulares. 

O jornal The New York Times trouxe dados recentes de pesquisa que constatou na China e em outros países asiáticos, repletos de jovens usuários de smartphones, que os pagamentos aboliram o uso de dinheiro impresso. Na Europa, uma em cada cinco pessoas afirma raramente carregar dinheiro. Na Bélgica, Dinamarca e Noruega, o uso de cartões de débito e crédito atingiu recordes. 

A Suécia, a primeira nação europeia a emitir o papel-moeda no ano de 1661, será o primeiro país do mundo, a criar moeda digital própria em 2021. Será, em 2023, a primeira sociedade sem dinheiro impresso. Notas e moedas no país representam apenas 1% da economia, contra 10% na Europa e 8% nos Estados Unidos. Somente um para cada dez consumidores pagou algo em espécie este ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos até 95% de suas compras são feitas com cartão de débito ou por aplicativo de smartphone chamado Swish, um sistema de pagamento conjunto criado pelos maiores bancos da Suécia. O Banco Central da Suécia prevê o desaparecimento do dinheiro, como uso exclusivo da moeda digital e-krona (coroa eletrônica). 

Mark Zuckerberg já declarou que o Facebook estuda a criação de uma moeda virtual para pagamento de produtos e serviços adquiridos na rede social. A medida atinge o uso do cartão de crédito, atual meio de pagamento utilizado nas transações oriundas da rede, anúncios e conteúdo patrocinado seriam pagos pela moeda do próprio Facebook. 

O uso do dinheiro impresso já acabou, o seu fim está atrelado ao tempo necessário para desapegarmos das notas e vivermos a digitalização da moeda de forma única. Consumidores, instituições financeiras, prestadores de serviços e comerciantes irão se adaptar com uma realidade já existente. Nossas carteiras não serão mais necessárias, nem para carregar documentos pessoais, uma vez que estarão digitalizados e armazenados em uma nuvem virtual que também guardará as nossas moedas digitais.


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