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cultura

As novas versões de Sabrina e She-Ra não vão destruir sua frágil infância

23 Novembro 2018 18:00:00

Colunista Lucio Pozzobon fala sobre as novas versões da Netflix para as personagens

Lucio Pozzobon


Remakes, reboots e spin-offs, hoje em dia, são muito importantes para a indústria do entretenimento. Não só pelos fãs que já existem, como pela possibilidade do público conhecer inúmeras visões de uma história ou personagens.

Os dois principais retornos nas últimas semanas foram pela Netflix com a personagem Sabrina, personagem dos quadrinhos da Archie Comics, e She-Ra, personagem que foi iniciada no universo de He-Man. Mas apesar de ser explicado desde o início que as personagens viriam com nova roupagem, novo discurso e, principalmente, novas histórias, parece que muitos que acompanharam o conteúdo original, que estão lá na casa dos 30 anos, não aceitaram muito bem isso.


Foto: Montagem|Reprodução: Netflix

'O Mundo Sombrio de Sabrina' veio com uma proposta diferente da comédia apresentada entre 1996 e 2003, em que era interpretada por Melissa Joan Hart e tinha um gato falante como um importante coadjuvante. Da mesma forma que os quadrinhos da Archie Comics (e outros estúdios) exploram diferentes vertentes dos personagens, dessa vez conhecemos uma personagem muito mais densa, que precisa lidar com decisões importantes sobre seu futuro como bruxa e principalmente na divisão do tempo com sua parte mortal.

Obviamente as críticas diminuíram quando começaram a ver que a forma como a série foi criada apresentava muitos elementos interessantes para a personagem, como pactos, feitiços em latim, história das bruxas e os famosos covens. Ou seja, quase tudo tinha uma explicação.

'She-Ra e as Princesas do Poder' vem sofrendo um pouco mais, desde as primeiras imagens da personagem que fazem parte da criação de Noelle Stevenson, responsável pelos quadrinhos vencedores do Eisner Award, 'Nimona' e 'Lumberjanes', e produção da DreamWorks. Diferente da versão original, essa traz personagens sem objetificação sexual, com traços mais simples, muito parecidos com outros desenhos atuais, afinal o público para esse desenho são as crianças.

Mesmo com uma boa história e personagens que cativaram o público, muitos fãs do produto original uniram-se para denegrir a imagem da animação em sites de crítica, como o IMDb, que reúne informações de filmes e séries do mundo todo, possibilitando cadastro de opiniões de críticos ligados a veículos de comunicação ou público.


É engraçado ver como algumas pessoas ainda tem a dificuldade de entender que novas versões podem não ser boas para aquele fã que idolatra seus personagens, principalmente por trazer elementos que não fazem parte de sua trajetória. Só não dá para esquecer que uma nova geração está aí para conhecer, contestar e escolher qual a sua favorita.

E, por exemplo, se o fã de She-Ra não gostou da versão 2018, ninguém pode impedir ele de assistir a versão de 1985. Afinal, ela está disponível na mesma plataforma da nova. É só ligar e apertar o play. 

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