
Foto Beto Albert, 9/05/2024
Algumas pontes de madeira, como no Vacacaí Mirim, terão de ser refeitas de concreto
A prefeitura de Santa Maria corre contra o tempo para reconstruir 20 pontes que foram levadas pela enchente de maio de 2024, o que tem gerado queixas de parte dos moradores do interior. É que, apesar de a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade ter feito as passagens molhadas em todos os locais afetados, os moradores não conseguem passar por arroios quando chove e o nível se eleva – ao menos na seca, isso não tem gerado problema, mas com o retorno das chuvas, é possível que muitas famílias fiquem ilhadas.
Em Santa Maria, 72% já pagaram o IPTU; veja quanto foi arrecadado
Husm aguarda notificação sobre cassação do registro médico de Leandro Boldrini
Cones de trânsito derretem por conta do calor em Santa Maria
Segundo o superintendente da pasta, Ricardo Dutra, se a Defesa Civil Nacional aprovar os anteprojetos e o pedido de mais verbas, seria possível licitar as primeiras pontes até maio e iniciar as obras ainda no 1º semestre. O custo médio de cada uma das 20 estruturas está na faixa de R$ 2 milhões, com estimativa de as obras durarem um ano. O tempo e o valor variam conforme o tamanho e a complexidade de cada ponte. Segundo ele, além disso, mais de 10 pontes de madeira já foram reconstruídas pela própria prefeitura.
Dutra compreende o clamor da população pelas obras, mas explica que a Defesa Civil Nacional exigiu das prefeituras que fossem feitos estudos hidrológicos mais aprofundados para que os anteprojetos fossem feitos já prevendo uma altura maior das pontes, além de estruturas mais robustas para suportar futuras enchentes. Diante disso, levou-se tempo para fazer esses levantamentos e foi preciso enviar para Brasília os pedidos de complementação de verbas, já que as pontes ficarão mais caras do que o previsto inicialmente.
– Como a gente foi o primeiro município a aprovar no Estado, pegamos um parâmetro de preços deles que estava muito desatualizado. Após, fizemos os anteprojetos e os orçamentos e chegamos ao valor real, e já encaminhamos para que eles completem o orçamento e possam licitar e executar as obras o quanto antes. Trabalhamos com o cenário de que as aprovações ocorrendo em fevereiro, a gente leve 60 dias para licitar as primeiras pontes, iniciando as primeiras obras na metade do ano. Mas temos de lembrar que a Defesa Civil Nacional não tem só os pedidos de Santa Maria para analisar, mas de todo o Estado – diz Dutra.
O problema mais crítico é no Distrito de Arroio Grande, onde 12 pontes de concreto e madeira foram destruídas.
– No Arroio Lobato e no Arroio Grande, a enchente foi trazendo a mata ciliar, foi batendo nas pontes e derrubando. O que não derrubou, deixou a estrutura danificada, que terá de ser destruída e refeita a ponte nova. Também teremos duas novas pontes de concreto no Vacacaí Mirim, perto da Cidade dos Meninos, e na divisa com São Pedro do Sul – afirmou Dutra.