As principais causas de morte no mundo

Quando se estuda as principais causas de morte no mundo, costuma-se focar em três grandes grupos: doenças crônicas não-transmissíveis (doenças cardiovasculares, respiratórias, endócrinas e cânceres), doenças transmissíveis (doenças infecciosas e parasitárias, condições maternais, perinatais e nutricionais) e lesões (acidentes, quedas e fraturas). 


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As doenças cardiovasculares têm liderado, há um bom tempo, estando em primeiro lugar as doenças arteriais coronarianas, responsáveis por 16,59% das mortes no mundo e em segundo lugar o acidente vascular cerebral (AVC), responsável por aproximadamente 11% dos óbitos.


E no Brasil...  

De acordo com os dados do relatório “Carga global de doenças e fatores de risco cardiovasculares” publicado em dezembro de 2023 no Journal of the American College of Cardiology, um conjunto de 18 doenças cardiovasculares tirou a vida de aproximadamente 400 mil brasileiros em 2022, mostrando que no Brasil, também as doenças cardiovasculares são as que mais matam. Dois problemas responderam, sozinhos, pela grande maioria dos óbitos em 2022: o infarto do miocárdio e as diferentes formas de AVC.


Cabe destacar que, apesar da elevação no total de casos, devido ao crescimento e ao envelhecimento da população, em boa parte do mundo a situação vem melhorando e o número relativo de mortes por doenças cardiovasculares ajustados por idade, encontra-se em queda nas últimas décadas. 


Diagnósticos mais eficientes e controle da hipertensão arterial fizeram a taxa de mortalidade por AVC cair mais do que a taxa de mortes por infarto: a proporção de mortes por AVC em cada 100 mil pessoas passou de 138 em 1990 para 58 em 2019, isto é, uma queda de 58%; a de infarto baixou 52,5%, de 158 para 75 por 100 mil pessoas.


Principais fatores de risco das doenças cardiovasculares

Existem vários fatores e comportamentos, exaustivamente comprovados pela literatura científica, que aumentam a chance de se desenvolver doenças cardiovasculares. Entre os principais estão: 

  • Pressão arterial elevada, considerada um fator de risco silencioso já que não apresenta sintomas evidentes, que sobrecarrega as artérias do coração e de vários outros órgãos corporais;
  • Níveis inadequados de colesterol, isto é, altos níveis sanguíneos do colesterol de baixa densidade (LDL) e baixos níveis do colesterol de alta densidade (HDL), considerado um “varredor” das gorduras das artérias;
  • Resistência à insulina, pois o fato da insulina não conseguir cumprir a sua função de transportar o açúcar para dentro das células, faz com que o açúcar se acumule nas artérias, prejudicando o sistema vascular;
  • Obesidade, já que o excesso de células de gordura aumenta a pressão arterial, a resistência à insulina e os níveis de LDL;
  • Fumo, que causa danos nas artérias, aumentando a aterosclerose e o monóxido de carbono do cigarro dificulta o transporte de oxigênio pelo sangue;
  • Igestão de álcool em excesso, pois aumenta a pressão arterial e sobrecarrega rins e fígado, dificultando o bom funcionamento cardiovascular;
  • Sedentarismo, pois quanto menor for o movimento corporal, maior a chance de se desenvolver alterações vasculares, metabólicas e cardíacas.


Há, ainda, os fatores de risco não modificáveis, tais como ser do sexo masculino, ter mais idade e ter predisposição genética e hereditária.


A prevenção é possível? 

Ao observar os principais fatores de risco, verifica-se que a maioria pode ser modificada. Então, é possível, sim, realizar prevenção individual e populacional para se reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares.

 
Individualmente, pode-se melhorar o próprio estilo de vida, ao adotar uma dieta mais equilibrada, com menos gordura e mais fibras, realizar mais exercícios físicos, de forma regular e com intensidade e duração adequadas, garantir uma boa qualidade e quantidade de sono e aprender a lidar com o estresse, evitando-se grande sobrecarga emocional.

 
Em termos populacionais, são necessárias estratégias de saúde pública que visem combater cada um dos principais fatores de risco. Para tanto, deve haver a ampliação do acesso à atenção primária à saúde, que ainda não é universal, e a inclusão de profissionais como nutricionistas e profissionais de Educação Física nas unidades de saúde e nas equipes de saúde da família, para que estes possam orientar a população nas suas áreas de atuação profissional.



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Daniela dos Santos

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