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Os espigueiros de Portugal

Michele Dias fala das histórias em aldeia portuguesa e incentiva ideia na região da Quarta Colônia

Michele Dias


Muitas vezes, li em placas, ao longo da estrada, o termo "Espigueiros". Placas na cor marrom que indicam pontos turísticos e históricos. Pela semântica, imaginei que poderiam ter relação com espigas de milho, mas era só uma possibilidade. Então, no último fim de semana, fizemos um passeio até uma aldeia portuguesa e conheci os famosos espigueiros. Compartilho aqui pelas seguintes razões: a paisagem é muito bonita; as construções são curiosas e porque acho que podem servir de inspiração para lugares da região central do Rio Grande do Sul, que têm potencial para exploração turística. Quantas construções, por exemplo, na Quarta Colônia, de imigração italiana, estão cheias de histórias para contar? E as heranças da imigração alemã, em Agudo? O que dizem os tijolos das casas da Vila Belga, em Santa Maria?

Mas vamos voltar aos espigueiros do Norte de Portugal. Situados junto ao Castelo de Lindoso, uma aldeia, existem 50 espigueiros dos séculos 17 e 18. São construções em pedra muito úteis (algumas ainda são usadas), e que chamam a atenção pela beleza que proporcionam.

Cada exemplar está apoiado em pilares curtos, parecem "casinhas" suspensas. O local foi projetado para secar e armazenar cereais, principalmente as espigas de milho, deixando-as longe do chão. O milho é colhido no outono e precisa secar até o inverno - que, por aqui, é muito chuvoso. Por estar longe da umidade do chão e com a entrada de ar pelas fendas laterais dos espigueiros, o milho seca e ainda fica mais protegido de roedores e de outros pequenos animais.

Os historiadores ressaltam a característica das comunidades rurais da época, de pensar soluções coletivas; além de chamar a atenção para estética dos espigueiros, que são decoradas com vestígios de sugestiva sacralização, a exemplo das cruzes colocadas no alto do lintel, no topo frontal, provavelmente destinadas a invocar proteção divina sobre os produtos neles contidos" escrevem os pesquisadores.

E por aqui é assim. O valor cultural e histórico está em cada pedra, em cada herança das gerações passadas. Tudo é explorado turisticamente. Para quem tem a oportunidade de visitar, o passeio é uma aula de história em um livro a céu aberto!


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