Deni Zolin

Semente de arroz desenvolvida em Santa Maria será vendida até nos EUA

Multinacional RiceTec, instalada na Faixa de Rosário, venderá cultivar resistente a herbicida também no Brasil e no Mercosul

Depois de seis intensos anos de estudos e experimentos feitos no centro de pesquisas às margens da Faixa de Rosário, em Santa Maria, a multinacional RiceTec e a sua parceira Adama começarão a vender no mercado as sementes de uma nova cultivar de arroz. Nesta safra, as sementes com a tecnologia Max-Ace já foram plantadas em lavouras de agricultores parceiros aqui no Estado e em Santa Catarina. Mas a previsão é que, na próxima safra, sejam comercializada aqui no Brasil, para plantio em grande escala. Depois, as sementes da nova cultivar também serão vendidas nos países do Mercosul, começando por Uruguai e Argentina, e futuramente, nos EUA.

A semente com a tecnologia Max-Ace é de arroz híbrido e, a partir de mutações feitas nos Estados Unidos, passou a resistir a herbicidas da classe inibidores da enzima ACCase. Dessa forma, o defensivo agrícola desse tipo pode ser aplicado na lavoura e não mata o arroz, eliminando somente as principais gramíneas na cultura orizícola, como o arroz vermelho e o capim arroz, incluindo aqueles que já têm certa resistência a outros grupos químicos. Essas plantas prejudicam o desenvolvimento, a produtividade e a qualidade do arroz. Segundo a RiceTec, com a nova tecnologia, o produtor passa a ter também, mais uma possibilidade de rotação de grupo químico de herbicidas, alto potencial produtivo e maior tolerância a doenças como a brusone do arroz.

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Segundo o diretor de Pesquisa da RiceTec Mercosul, Edgar Alonso Torres Toro, que comanda a unidade em Santa Maria e é doutor em Genética e Melhoramento de Plantas pela Esalq, essas sementes resistentes ao herbicida foram trazidas para pesquisas e melhoramentos genéticos aqui em Santa Maria, onde a RiceTec tem 25 funcionários. Nesses seis anos, doutores, mestres e técnicos fizeram uma grande bateria de pesquisas e testes com cruzamentos, plantando diferentes amostras em pequenas áreas para comparar quais cruzamentos geravam um arroz com melhor produtividade, ponto de cozimento e sabor.

No Centro de Pesquisa em Capão do Leão, também foram feitos experimentos para ver qual o melhor manejo da planta, o que inclui quantidade de adubação e época de plantio para avaliar com qual manejo havia melhor rendimento e menores custos. Só então, a partir de testes com dezenas de amostras diferentes, chegou-se à cultivar de melhor desempenho para ser testada em lavouras comerciais e, agora, lançada ao mercado.

- Não pretendemos que a semente Max-Ace seja a panaceia, mas mais uma tecnologia como opção ao produtor para o controle do arroz vermelho e do capim arroz. E até mesmo para fazer a rotação de culturas, pois entendemos que a soja tem de ser mais inserida na várzea para fazer a rotação - diz Edgar, que é venezuelano, mas trabalha no Brasil há décadas.

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A empresa também desenvolveu arroz com a tecnologia Full Page, que tem sementes com melhor tolerância a herbicidas do grupo químico das imidazolinonas (IMI) e produtividade 10% a 20% maior do que cultivares concorrentes, dependendo do manejo na lavoura.



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