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Seis meses de atraso no projeto de pedágios e na duplicação da RSC-287

Colunista fala sobre a indefinição que envolve uma possível inclusão da Faixa Nova por parte dos investimentos do Estado

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Foto: Renan Mattos (Diário)

Todos estamos acostumados: quando os governantes prometem prazos para implantar projetos, já dá para desconfiar e prever um tempo a mais, pois vai atrasar. No caso do projeto de concessão da RSC-287 para instalação de mais pedágios e obras de duplicação não está sendo diferente. Porém, chama a atenção que o atraso já chega a seis meses. A Secretaria Estadual de Gestão e Governança previa para divulgar no final de maio o resultado da consulta pública em que ouviu pedidos da comunidade sobre possíveis mudanças no projeto. Mas a resposta, se serão aceitas ou não alterações, como o pedido de incluir a Faixa Nova para ser duplicada, acumula adiamentos.

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Na sexta, a resposta do governo do Estado foi de que agora a análise da consulta está para revisão da Secretaria de Transportes, que deve concluir a avaliação nos próximos dias. Não há uma data exata para a divulgação das respostas no Diário Oficial.

No final de outubro, a estimativa do Estado era que o edital de concessão saísse até o término deste ano e que o leilão ocorresse 100 dias depois. Mas diante de novo atraso, é difícil saber quando irá ser realizado. Na melhor das hipóteses, a concessão começaria ao longo de 2020, mas isso se não houver atrasos também nas próximas fases. Vale lembrar que a instalação e cobrança em três novas praças de pedágio na RSC-287 só ocorrerá 12 meses após o início da concessão. Portanto, em 2021 ou 2022. A duplicação dos 204 km está prevista para ser concluída em 11 anos.

O mais grave é que o projeto não prevê a construção de terceiras faixas nos anos iniciais, mas só a duplicação de poucos trechos urbanos do 3º ao 5º ano de concessão. Além disso, só a partir do 6º ano, deve começar a duplicação dos trechos em zona rural de Tabaí em direção a Santa Cruz do Sul. E do 8º ao 11º ano de concessão, a duplicação dos trechos rurais de Santa Cruz em direção a Santa Maria. Portanto, na melhor das hipóteses, só teremos a duplicação daqui a Santa Cruz depois de 2030 - e como conviveremos com pista simples e tantos congestionamentos e acidentes com morte até lá?

Fontes da coluna apontam que a Faixa Nova deve ficar fora mesmo da concessão e não será duplicada, contrariando os pedidos da comunidade e até do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB). Por mais que o governador Eduardo Leite (PSDB) prometa alguma saída para realizar essa obra, será preciso pressão constante nos próximos anos, pois o Estado está com as contas quebradas. Outro pedido que deve ser negado é o de mudar uma praça de pedágio, que deve ficar mesmo entre Santa Maria e a Quarta Colônia.


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