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Secretário de Parcerias garante terceiras faixas e mais rotatórias na RSC-287

Colunista Deni Zolin comenta mudanças no projeto de concessão e de pedágios na rodovia

Foto: Renan Mattos (Diário)

Mesmo que autoridades de Santa Maria e região tenham ficado frustradas com o adiamento da duplicação do trecho de Santa Maria a Novo Cabrais em mais 10 anos, para até o ano de 2042 (até pode até sair antes a obra se o tráfego atingir 18 mil eixos por dia), o novo projeto de concessão e pedágios da RSC-287 é bem melhor para a região de Santa Maria por dois motivos. As novidades foram confirmadas pelo secretário estadual de Parcerias, Bruno Vanuzzi, durante reunião com autoridades de Santa Maria e região, no Itaimbé Palace Hotel, na tarde desta segunda-feira. Ele garantiu que haverá a construção de terceiras faixas e mais rotatórias nos anos iniciais da concessão da rodovia.

Motivo 1) Agora, a Secretaria de Parcerias, enfim, convenceu-se que é fundamental prever, já nos primeiros anos de concessão, obras de melhorias, como terceiras faixas e rotatórias nos acessos a vilas e algumas cidades, para garantir mais segurança e evitar congestionamentos atrás de caminhões (no projeto anterior, não havia nada disso e teríamos que ficar 10 a 12 anos só com pista simples). Só a duplicação de áreas urbanas nos primeiros anos, como previsto no projeto original, era insuficiente.

Motivo 2) Caiu muito o risco de o leilão não ter empresas interessadas ou de, no futuro, a concessionária que ganhar acabasse abandonando a concessão porque as obras são muito caras. Ou seja, havia o risco de, quando chegar a vez de duplicar a estrada aqui de Santa Maria a Novo Cabrais, a empresa desistisse da concessão. Na palestra de ontem, mostrando notícias de outros Estados, o secretário de Parcerias Bruno Vanuzzi citou vários exemplos de concessionárias que abandonaram rodovias nos últimos anos no Brasil, justamente porque os projetos exigiam muitas obras em anos iniciais.

RSC-287 entre Santa Maria e Novo Cabrais tem mais acidente do que no resto da rodovia

Foi ruim, sim, não ter incluído a Faixa Nova de Camobi na concessão e ter ocorrido o possível adiamento da duplicação da 287 aqui na região. Porém, é preciso pensar nos ganhos que se terá com uma rodovia totalmente recuperada já no primeiro ano, além das melhorias com duplicações em trechos urbanos nos anos 3 e 4, e de terceiras faixas e rotatórias até o ano 4. Depois, o projeto prevê a duplicação dos trechos urbanos no 3º e 4º anos. Nos trechos rurais, a duplicação ocorrerá no 6 ao 9 ano, de Tabaí a Novo Cabrais, e nos anos 19 a 21 da concessão de Novo Cabrais a Santa Maria (ou pode ser antes se volume de eixos atingir 18 mil por dia).

Desde o ano passado, eu já vinha cobrando do governo do Estado que o projeto da RSC-287 não poderia só prever a duplicação nos anos 9 a 11 de Santa Maria a Novo Cabrais, sem que fosse feita nenhuma terceira faixa nesses 10 anos. Autoridades também cobraram isso na audiência pública, em maio de 2019. Na época, o governo do Estado estava irredutível, dizendo que qualquer mudança no projeto demandaria longos estudos e atrasaria o início da concessão.

Por sorte, a Secretaria de Parcerias percebeu que o projeto precisava ser atualizado, devido a vários fatores, e que uma alternativa mais viável economicamente e que vai garantir mais segurança desde o início seria fazer melhorias pontuais, como rotatórias e terceiras faixas já nos primeiros anos.

Como diz o ditado: há males que vêm para bem.


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