Deni Zolin

Se fosse um país, Santa Maria estaria com a 12ª maior mortalidade por Covid do mundo

Situação é preocupante e levanta dúvidas: quais as causas e o que poderia ser feito de diferente para mudar essa realidade?

Santa Maria ultrapassou rapidamente a marca de 500 óbitos por Covid-19. Esse número foi atingido na segunda-feira e a cidade segue ainda com uma quantidade diária de óbitos bastante preocupante - nesta quarta-feira à tarde, já eram 511 mortes, pois só na terça foram confirmadas mais sete vítimas. Mesmo com a queda no número de mortos no Estado, nos últimos dias, o patamar segue elevado. E a taxa de mortalidade chama a atenção pelo índice elevado. Se o Rio Grande do Sul fosse um país, seria o 8º do mundo com maior taxa de mortes a cada 1 milhão de habitantes, com 2.082 óbitos a cada milhão de pessoas. É um índice superior à média do Brasil e de países como Eslováquia, Bélgica, Itália, Reino Unido e Estados Unidos. Se Santa Maria fosse uma nação, ficaria em 12º lugar, com 1.805 óbitos a cada 1 milhão de habitantes, superando a média brasileira, do Peru e Estados Unidos.

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Fazer esse tipo de comparação não é apenas uma questão de curiosidade, mas, principalmente, para termos uma ideia se a gravidade da pandemia aqui na cidade e no Estado está em patamares "razoáveis" ou muito acima da média geral do mundo. Afinal, o que faz com que Santa Maria e o Rio Grande do Sul tenham índices tão altos? O que foi feito de errado e o que pode ser mudado para evitar que isso siga ocorrendo? Serve também para refletirmos e vermos que erros não podem ser repetidos. Que fatores podem ter pesado nisso: tipo ou momento de tratamento? Idade média da população mais elevada, pelo fato de o Estado ter mais idosos que outros locais? Hábitos da população? Falta de testagem? Falta de orientação das autoridades sanitárias ou orientações equivocadas, como deixar de cobrar o uso de máscaras em casa também? Regras do sistema de Distanciamento Controlado inadequadas ou adotadas no momento errado? Estrutura de hospitais insuficiente? Falta de controle de fronteiras e de restrição de viagens de uma região para outra? Liberação das praias no verão? Prioridades erradas na vacinação, em que poderiam ter imunizado primeiro os idosos de 60 anos ou mais, que são mais ativos?

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As hipóteses podem ser inúmeras. O certo é que os nossos índices estão elevados e que vários desses fatores podem ter se somado para chegar onde estamos. O médico infectologista e epidemiologista Fábio Lopes Pedro avalia que um dos erros do Estado foi liberar as praias no veraneio.

- [Esses dados] Demonstram que o modelo foi um fracasso. Ações desequilibradas: confundem distanciamento com confinamento. Apesar de "técnicos", "doutores", "reitores" e "gestores" pensarem que a bandeira preta teve algum resultado, quando na verdade foi a curva natural da doença na comunidade. O modelo de "ficar em casa" , mas não ficando em casa, curtindo praias lotadas, foi um dos fatores da alta dos casos de dezembro a fevereiro - critica Fabio Pedro, citando que um local que deveria ser prioritário o uso de máscaras é dentro de casa.

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Já o governo do Estado vem alegando que o modelo de Distanciamento Controlado é fundamental para reduzir a circulação de pessoas e a contaminação. Inclusive, o Palácio Piratini informou que, devido às restrições que entraram em vigor com a bandeira preta desde o final de fevereiro, a média móvel de mortes diárias caiu de 294 óbitos, em 23 de março, para 187 mortes em 10 de abril (-36%).

O RANKING DE MORTALIDADE E A POSIÇÃO DE CIDADES E ESTADOS

Veja, abaixo, os 15 países com piores mortalidades por Covid (no acumulado de toda a pandemia) e onde cidades da região e os Estados estariam se fossem nações. Silveira Martins, apesar de ter 8 mortes por Covid, possui a taxa mais elevada da região, se for levada em conta a proporção por óbitos a cada 1 milhão de pessoas, usada para comparação entre países. Aqui no Estado, o pior índice é de Pirapó, com 12 óbitos, ou 5.208 mortes a cada 1 milhão. Em cidades pequenas, um número "reduzido" de mortes acaba resultando num índice elevado.






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