Deni Zolin

Reunião vai debater passagem integrada e subsídios ao transporte coletivo

Tarifa do segundo ônibus, que era isenta, agora voltou a ser meia passagem

Nesta segunda-feira, representantes de entidades empresariais terão reunião com a prefeitura para tratar do fim da isenção da passagem integrada, em que o segundo ônibus em um mesmo trajeto era de graça, mas voltou a ser cobrado, com tarifa de R$ 4,20, no primeiro, e de R$ 2,10 no segundo coletivo.

Na última quinta, os presidentes de entidades empresariais tiveram um encontro com o presidente da Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), Luiz Fernando Maffini, que falou da situação dramática do setor. Segundo ele, quando a tarifa integrada foi criada, no governo Schirmer, já previa a isenção de 50%, mas só depois virou isenção total. Agora, a segunda passagem volta a custar a metade da tarifa. A decisão, segundo ele, é uma tentativa de evitar o aumento da passagem para todos.

- Em Porto Alegre, também é assim, com 50% de isenção - diz Maffini.

Ao tomar a decisão, a prefeitura de Santa Maria argumentou também que a volta da cobrança de meia passagem no segundo ônibus da integração é uma medida que atinge uma pequena parcela dos usuários e foi necessária para evitar o reajuste da tarifa, que afetaria todos os passageiros. Porém, há empresários, principalmente de locais mais distantes do Centro, que acreditam que empresas de Camobi, do Distrito Industrial e outras partes da periferia serão mais afetadas pela volta dessa cobrança, já que têm mais funcionários que precisam de dois ônibus para ir trabalhar do que aqueles que atuam em empresas da área central da cidade.

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Em entrevista ao Diário, o presidente da ATU lembrou que vários pedidos que eram feitos há anos, como a criação de um fundo para subsidiar a passagem e a isenção do ISSQN do transporte coletivo, estão sendo propostos somente agora porque o setor, que já estava doente em todo o país, entrou na UTI devido à queda brutal de passageiros durante a pandemia.

- A criação do fundo é um primeiro passo, sim - afirmou Maffini.

O presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços (Cacism), Luiz Fernando Pacheco, que antes havia criticado a mudança feita pela prefeitura, afirmou, após a reunião de quinta-feira, que entendeu que a volta dos 50% da segunda passagem integrada, por um tempo, é melhor do que reajustar a tarifa para todos.

- Além disso, chegou-se à conclusão de que todo o sistema de transporte público urbano no Brasil, só baseado no valor pago pelos usuários, só pela tarifa, está colapsando. A Vicasa, lá em Canoas, paralisou o serviço. Várias outras empresas entregaram o serviço para as prefeituras - disse Pacheco, reforçando que será preciso achar uma fonte de recursos para ajudar a bancar o custo dos serviços e tentar baixar a tarifa de ônibus.

Aqui, a prefeitura propôs agora isentar o ISSQN e já reduziu em 50% o total de cobradores.


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