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Propostas radicais para reduzir tarifa de ônibus na Capital para só R$ 2

Em Santa Maria, porém, esse tipo de proposta 'ainda não está no radar' da prefeitura


Foto: Fabiano Marques (Diário)

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr, teve uma postura ousada ao apresentar um grande pacote de medidas para tentar baixar a tarifa de ônibus dos atuais R$ 4,70 para R$ 2. Entre as propostas, que serão analisadas pela Câmara de Porto Alegre, estão algumas bem polêmicas, como cobrar uma taxa de R$ 0,28 por quilômetro rodado de quem anda de carros de aplicativos e também um pedágio de R$ 4,70 dos veículos emplacados no Interior que entrarem na Capital em dias úteis. As ideias se baseiam em alternativas adotadas em outras cidades. As demais propostas preveem a redução gradual dos cobradores, o fim de uma taxa de 3% da tarifa de ônibus que vai hoje para a gestão do sistema de transporte e a cobrança de uma taxa mensal de todas as empresas de Porto Alegre que têm funcionários com carteira assinada - em troca, não pagariam mais o vale-transporte.

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São ideias bem revolucionárias, impopulares, por cobrar taxas de outros setores, e algumas até inconstitucionais, como a que mudaria a cobrança do vale-transporte. Porém, não deixa de ser um avanço tentar procurar alternativas para bancar o transporte coletivo. Esses projetos se baseiam na filosofia de que, se os ônibus são importantes para atender os usuários e também para reduzir os congestionamentos e a poluição na cidade, toda a população deveria ajudar a bancar esse serviço, e não só quem paga a passagem cara. As propostas também são válidas por levantar o debate justamente sobre quem deve ou não financiar o transporte público.

Dificilmente, as cinco propostas de Marchezan passarão e a passagem vá cair para R$ 2, mas seria um grande avanço se a tarifa pudesse reduzir de preço, pois poderia tornar os ônibus mais competitivos e atrair mais passageiros - além da qualidade do serviço, o preço alto faz muita gente migrar para outras formas de transporte.

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Claro que esse pacote de Marchezan pode ser também uma artimanha política: primeiro, para desviar o foco e tentar aprovar mais facilmente o fim gradual dos cobradores dos ônibus; segundo, para empurrar a responsabilidade para a Câmara e, no futuro, poder usar como desculpa de que a passagem ficou mais cara porque os vereadores não aprovaram as mudanças.

Em Santa Maria, mudanças menos drásticas estão previstas
Aqui em Santa Maria, o chefe da Casa Civil, Guilherme Cortez, diz que esse tipo de propostas da Capital "ainda não está no radar" porque é preciso focar agora na licitação do transporte coletivo e em outras remodelações possíveis. Entre as mudanças estudadas para melhorar o serviço estão a adoção de faixas exclusivas para ônibus em determinados horários, fundo do transporte coletivo, reorganização de paradas e otimização de linhas, que são pontos mais viáveis e factíveis para a realidade de Santa Maria.

Segundo ele, medidas mais drásticas como as propostas em Porto Alegre não são cogitadas para cá nesse momento, mas futuramente será preciso discutir outras mudanças desse tipo.

Subsídio é uma saída. Mas quem pagará?
O certo é que, para baratear e melhorar o sistema de transporte, além de licitação e remodelações no transporte coletivo, uma saída adotada pelas principais cidades do país e do mundo é o subsídio do transporte público. O que varia de local para local é de onde sai o dinheiro: se do caixa único do município, em que toda a população (via impostos) ajuda a bancar a tarifa mais baixa, ou se de alguma taxa específica, como a cobrada em Curitiba, Fortaleza, Brasília e São Paulo dos aplicativos de transporte individual, em que só os usuários de apps pagam esse custo.


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