Deni Zolin

Prédio do Clube Caixeiral poderá ser vendido por até R$ 15 milhões

Assembleia está marcada para que associados avaliem a situação. Já há duas empresas interessadas em comprar imóvel. Uma delas é de fora da cidade

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Foto: Foto: Fabiano Marques, Especial (Diário)


Foto: Fabiano Marques, Especial (Diário)

Fundado em 14 de fevereiro de 1886, o Clube Caixeiral Santamariense pode deixar o prédio histórico e tombado onde funciona desde 1926, no coração da cidade. No próximo dia 10 de maio, haverá uma assembleia para que os associados decidam se vão liberar ou não a venda da sede, que está fechada e interditada há 3 anos, desde que parte do telhado desabou. Segundo o presidente licenciado, Lauri Pötter, e o presidente interino do Conselho Deliberativo, Edson Ferreira, já existem pelo menos duas empresas interessadas em comprar a área, que teve duas avaliações feitas por imobiliárias da cidade. Uma delas teria estimado que o prédio e o terreno valem de R$ 12 milhões, enquanto a outra teria dado avaliação de R$ 15 milhões.

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A proposta de venda do imóvel foi a saída encontrada pelo conselho deliberativo para tentar manter o clube ainda vivo. É que desde o desabamento do telhado, não há mais atividades no local. Houve tentativa de alugar o espaço para um empresário, que assumiria os gastos da reforma do telhado e do prédio e passaria a fazer festas no espaço. Isso chegou a ser oficializado e foi noticiado até pelo Diário em 2019. Porém, um impasse jurídico, de um locatário de parte do imóvel que não abriu mão do ponto comercial, impediu que a negociação seguisse.

Atualmente, o clube tem praticamente apenas sócios remidos, que não pagam mensalidades. Os poucos pagantes deixaram de contribuir, porque a entidade está fechada desde 2018. Como o Caixeiral não tem dinheiro suficiente para reformar o telhado e acaba mantendo as contas com o aluguel de um estacionamento e de um restaurante nos fundos do prédio principal, a alternativa encontrada foi vender o edifício histórico antes que se deteriore ainda mais e desabe.

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Em fevereiro deste ano, a Defesa Civil chegou a interditar a calçada em frente e ao lado do clube porque outra parte do telhado desabou e havia risco de que a fachada caísse sobre pedestres. Quando o telhado caiu pela primeira vez, há três anos, ainda havia um restaurante funcionando no prédio, onde também eram realizados bailes para a terceira idade, às sextas.

Caso a venda seja aprovada pelos associados, as negociações com interessados serão levadas adiante. Se o negócio for concretizado, a intenção é que o valor seja investido na compra de outra área, mais afastada do Centro, e a construção de uma nova sede para o Caixeiral.


Foto: Renan Mattos (Diário) 26/01/2021/


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