Deni Zolin

Pozzobom fala sobre alta taxa de mortalidade: 'Situação é de alerta'

Santa Maria tem um índice de óbitos por Covid maior do que a média brasileira e semelhante ao 9º país com maior mortalidade no mundo

Santa Maria está com taxa de 2.272 óbitos por Covid a cada 1 milhão de habitantes, enquanto o Brasil tem índice de 2.089 mortes a cada 1 milhão de pessoas. A média do Rio Grande do Sul é pior, de 2.398. Questionado sobre a elevada taxa de mortalidade pela doença em Santa Maria, conforme a coluna apontou na quinta-feira, de que seria a 9ª maior do mundo (se Santa Maria fosse um país) e a 139ª entre os 497 municípios gaúchos, o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) afirmou que a situação é preocupante na cidade e no país:

- É no Brasil inteiro essa mortalidade, não é exclusividade de Santa Maria. A situação é delicada no interior do Brasil hoje. Se não tivessem os 20 novos leitos de UTI no Husm e 38 leitos do Hospital Regional, acredito que nós já teríamos passado de 1,5 mil mortos. Graças a Deus, a gente teve esse leitos novos. Se pegar cidades do porte de Santa Maria, como Canoas, elas estão em situação bem pior que Santa Maria - afirmou.

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Porém, o prefeito reforça que o momento é difícil.

- A situação está delicada. O momento é de muito alerta. Teve um semana que morreram 57 pessoas, agora deu uma estabilizada. Temos uma estabilidade temporária. É preocupante. É um número que nos preocupa. Tínhamos 200 óbitos no ano passado, e em poucos meses, passamos de 600 mortes - disse Pozzobom.

Questionado sobre o que poderia ser feito para frear a pandemia e as mortes, o prefeito afirmou:

- Ninguém sabe (o que fazer para controlar isso). É uma doença que está matando de maneira fulminante ou deixando as pessoas de 30 a 40 dias na UTI. O caminho é a vacina. Quanto mais vacinar, mais vamos diminuir isso. Não sou pessimista, mas estou sendo realista. Por outro lado, tem gente que pensa: "tem vacina, agora não preciso mais me cuidar". Tenho sentido isso com algumas pessoa que tenho falado - diz ele, citando o exemplo de que conhece uma família em que os dois filhos pegaram Covid e passaram para os pais, sendo que acabaram morrendo um filho, o pai e a mãe.

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Ele lamenta que o cansaço da população pode agravar a situação.

- Acho que houve relaxamento geral da população. Ninguém mais aguenta o "fica em casa". Cuidado com a máscara, também não é mais o mesmo. Tem gente que está achando que não é nada, que isso não vai dar nada. Queremos abrir o comércio, a gente busca as medidas, daí a população em geral para de se cuidar, daí temos de tomar as medidas, como estão no protocolo do governo do Estado, de fechar as coisas. Eu não quero que feche nada. Comércio, eu tenho certeza absoluta que não tem problema. Problema é a falta de cuidado das pessoas - diz o prefeito, que acrescenta:

- No ano passado, eu morria de medo. A gente tinha medo, até porque era uma doença desconhecida. Hoje, está morrendo muito mais gente do que morria no ano passado, e parece que é normal. Não é normal. Está complicado, está morrendo gente de 39 anos, de 42 anos.

SECRETARIA DE SAÚDE SE POSICIONA

Diante das mais de 630 mortes por Covid em Santa Maria, sendo 300 delas que ocorreram apenas nos últimos 60 dias, além de cobrar o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB), questionei a Secretaria Municipal de Saúde sobre o que poderia ser feito para tentar frear a pandemia na cidade. A pasta respondeu por meio de nota e alegou o seguinte:

"A prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, considera que nenhum índice de mortalidade é considerado normal e, por isso, ao entrar no segundo ano de pandemia, tem reforçado ainda mais, junto à população, a necessidade de seguir com os cuidados básicos para evitar a proliferação da Covid-19. Mesmo com as fiscalizações para evitar aglomerações, o incremento de leitos e a vacinação, ações que seguem em todo o Estado, a região de Santa Maria permaneceu em bandeira preta por 10 semanas em função dos óbitos e internações. Um dos motivos é justamente o avanço mais veloz da doença, agora, verificada em pacientes com menos idade e com necessidade de internação por mais tempo. Como consequência, há a sobrecarga das redes pública e privada de internação.

As principais formas de reverter essa situação são a partir do bom senso da população e da vacina. Nesta quarta-feira (19), Santa Maria completou quatro meses da aplicação das doses aos integrantes dos grupos prioritários e espera que o reflexo do ciclo vacinal seja percebido no próximo semestre em todo o Estado."




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