Deni Zolin

Maio está acabando, e obra da Travessia Urbana segue sem verbas, em ritmo lento

Ao contrário de outros anos, recursos não foram liberados no começo do ano. Não há mais previsão de conclusão da duplicação

Foto: Foto: Deni Zolin (Diário)


Foto: Deni Zolin (Diário)/

O mês de maio está chegando ao final, e a principal obra de mobilidade urbana de Santa Maria segue à espera da liberação de verbas. A construção da duplicação da Travessia Urbana da cidade não chegou a parar, mas desde o final de 2020, está em ritmo lento por falta de recursos.

Os motivos são o atraso na aprovação do Orçamento da União, que ocorreu só em abril, e a decisão do governo federal de, em 2021, não liberar desde janeiro as verbas do chamado duodécimo, que costumavam serem repassadas para as obras antes de o Orçamento fosse aprovado. Isso garantia que, em janeiro, já fossem pagos recursos referentes àquele mês. Como o Orçamento de 2021 prevê R$ 33 milhões para a obra e R$ 5 milhões em emendas foram cortados, se o duodécimo estivesse sendo pago, poderiam estar sem pagos R$ 3 milhões mensais, mas isso não está ocorrendo. Atualmente, a obra está cerca de 90% concluída e com a verba prevista, não será suficiente para chegar aos 100%.

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A expectativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) é que a liberação ocorra em breve, mas não há nenhuma confirmação de quando isso ocorrerá nem de se todo o valor do Orçamento será mesmo repassado. Com isso, poucos operários trabalham na obra, que já não tem mais previsão de ser concluída. Até o início deste ano, a previsão era que, no final de 2021, seria possível concluir os 14,5 km da duplicação, entre o Trevo do Castelinho e a ponte do Arroio Taquara, perto da Ulbra. Porém, com esse atraso, a tendência é que tudo seja finalizado só no ano que vem - e dependendo do volume de recursos que será liberado realmente. Dessa forma, a obra que deveria ficar pronta em 3 anos, deve passar de 7 anos para ser concluída.

OBRAS PASSARÃO DE 7 ANOS E FICAM SEM DATA DE CONCLUSÃO

A duplicação começou em 16 de dezembro de 2014 e tinha previsão de ser concluída em 3 anos, com investimento de R$ 309 milhões. Porém, desde o governo Dilma, a liberação de verbas ficou aquém do esperado. Houve o temor de que com a crise econômica e o impeachment da petista, pudesse haver paralisação definitiva da construção da Travessia, como ocorreu com outras obras importantes no Estado, mas isso acabou não acontecendo. Tanto no governo Temer quanto no de Bolsonaro, o problema de dinheiro seguiu, com o ritmo variando conforme a disponibilidade de recursos. Porém, em 2021, diante desse impasse e da crise provocada pela pandemia, a Travessia vive o momento com pior ritmo de trabalhos.

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No lote 1, do Castelinho até logo depois do Trevo da Uglione, o total de trabalhadores não chega a 20. Eles trabalham lentamente na construção da trincheira (pista abaixo do nível do solo) e no pequeno viaduto da rotatória. No lote 2, da reta da Urlândia até a ponte do Arroio Taquara, há serviços de pavimentação no entorno do trevo da Faixa para Rosário e a realocação de famílias que estavam na faixa de domínio. Das 20 famílias, nove já foram transferidas para casas compradas pelo Dnit, outras 11 estão na fase final, com registro em cartório. Porém, apesar de as quatro pistas já estarem liberadas da ponte do Arroio Taquara até o trevo da Cohab Santa Marta (faltam sinalização e arremates finais), esse lote é o que tem a maior extensão de pistas inacabadas, do viaduto da Santa Marta até a reta da Urlândia. Também falta concluir a passagem inferior da Rua Capitão Vasco da Cunha, o aterro do viaduto da Santa Marta, uma passarela perto do posto Santa Lucia e a passagem inferior da Urlândia, que nem começou.

Já no lote 1, os cerca de 5 km estão duplicados e liberados, faltando basicamente a maior obra, que é o segundo viaduto e as trincheiras do trevo da Uglione. Se o dinheiro tivesse vindo, o segundo viaduto já poderia estar pronto e liberado desde março.

Na semana passada, operários concretavam o pequeno viaduto da rotatória da Uglione, que ficará sobre as pistas abaixo do nível do solo, das trincheiras. É um dos poucos sinais de obras em toda a duplicação da Travessia Urbana.


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