Deni Zolin

Leitos de UTIs vagos são ficção que só aparece no site do Estado. Tem gente morrendo na fila por leitos

Muitas vezes, vagas só ficam disponíveis temporariamente, até que outro paciente seja transferido. Mas sistema passa a impressão de que ainda há leitos disponíveis

O site da Secretaria Estadual de Saúde que informava, na terça, que o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) ainda tinha seis leitos vagos de UTI adulto, para Covid e não Covid. Porém, diante do fato de que havia nove pacientes esperando por UTI na UPA, ficou a dúvida: como isso pode estar acontecendo? Mas bastou uma ligação para a direção do Husm para confirmar que o boletim do Estado estava errado, já que há dias, o Husm está com todas as UTIs adulto lotadas. O hospital informou que havia repassado as informações corretas ao governo do Estado e não sabia o motivo do erro.

Ontem, o site já estava atualizado, com apenas uma UTI vaga no Husm. Mesmo assim, a direção do hospital diz que esse leito só fica vazio temporariamente, até que outro paciente chegue. Quando algum doente tem alta ou falece, o setor de regulação do Estado já encaminha outro, já que é grande a fila de espera por UTI. Portanto, esse leito "vago" é fictício e temporário, pois fica vazio só durante o tempo que leva para preparar e higienizar o espaço.

Conversas reservadas e expectativas marcam visitas de coordenador do projeto da ESA

No Paraná, o Estado divulgou que mais de 1 mil pacientes já morreram à espera de leito de UTI. Aqui no Rio Grande do Sul, a situação também é delicada. Na terça, só em Porto Alegre, havia 277 pacientes esperando por leito de UTI, enquanto em Santa Maria e região, eram 23. Há informações preliminares que apontam que cerca de 10 pacientes, ao menos, já morreram aqui na cidade na fila por uma UTI. Entre essas vítimas, estão não só idosos, mas até pacientes mais jovens, como um telemoto de 40 anos, que deixou esposa e filhos. Porém, a Secretaria Estadual de Saúde informou que não tem esse levantamento em todo o Estado.

Por nota, a justificativa do governo do Estado foi a seguinte: "A dificuldade desse dado é que os óbitos em lista de transferências para UTI ocorrem em situações diversas. Podem ser pacientes muito graves sem condições de transporte ou em localidades de difícil acesso para assegurar transferência em tempo hábil. Ou então pacientes com quadro agravado por muitas comorbidades, ou em regiões com capacidade de atendimento esgotada. Essa é a posição da nossa direção de regulação."

A ocupação de leitos pode ser conferida, em tempo real, no site https://covid.saude.rs.gov.br/.


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