Deni Zolin

Deputado defende duplicação da BR-392, de Santa Maria até a BR-290

Ideia seria uma forma da cidade ter uma ligação duplicada até a Capital

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O deputado federal santa-mariense Paulo Pimenta (PT) defende que a região deve se mobilizar para pedir, ao governo federal, verbas para duplicar a BR-392, de Santa Maria até o entroncamento com a BR-290, em Caçapava do Sul. Segundo Pimenta, essa deveria ser a prioridade da região nos pedidos feitos à União. O parlamentar afirmou isso após ler a coluna de terça, em que abordei as obras que a região deveria pedir ao governo, já que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, declarou que, a partir de 2022, deve haver verbas para novas obras rodoviárias no Rio Grande do Sul, mas que será preciso ter projetos já encaminhados.

Isso deve ocorrer porque grandes investimentos, como a segunda ponte do Guaíba e as duplicações da BR-116, da Travessia Urbana de Santa Maria e do contorno de Pelotas, que consomem grande volume de verbas, devem ser concluídas em 2021.

Para Pimenta, a duplicação da BR-392 deve ser a prioridade como obra rodoviária da região para que Santa Maria tenha uma ligação duplicada com Porto Alegre.

- Santa Maria é a única das grandes cidades do Estado que não terá ligação duplicada com a Capital. Caxias e Canoas já têm, Pelotas e Rio Grande vão ter. A BR-290 já será duplicada. Então, se duplicarmos de Santa Maria até a BR-290, ficaremos com uma ligação duplicada até Porto Alegre, o que é fundamental - afirmou Pimenta. 

O deputado diz que, mesmo que o governo federal já preveja a concessão das BRs 158 e 392, de Carazinho a Caçapava do Sul, para a iniciativa privada, com instalação de pedágios, a partir de 2022, nada impede que a União aplique recursos para assumir a duplicação desse trecho de Santa Maria a Caçapava.

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- Com a concessão da RSC-287, teremos cinco pedágios até Porto Alegre. Sou contra esse modelo de concessão. Portanto, defendo que seja duplicada a BR-392 com verbas federais, até para que o custo dessa duplicação não seja colocado na tarifa do pedágio - citou Pimenta, alegando que esse investimento da União poderia reduzir a tarifa de pedágio na futura concessão das BRs 158 e 392.

É que, se a duplicação ficar a cargo da concessionária, serão os motoristas que pagarão pela obra por meio do valor do pedágio.

Segundo ele, essa obra não é importante só para Santa Maria, mas para todas as regiões produtoras de grãos, como Noroeste e Norte, que precisam escoar a safra até o porto de Rio Grande passando por Santa Maria. Por isso, haveria maior apoio a essa obra.

Pimenta afirma que, ainda este ano, deve mobilizar políticos e empresários para pedir esse pleito. A ideia já era ter feito isso antes, como a coluna adiantou no final de 2019, mas a mobilização foi atrapalhada pela pandemia, diz o deputado.

Pimenta acredita ser difícil União assumir a Faixa Nova para duplicá-la
O deputado Paulo Pimenta acredita ser difícil convencer o governo federal a assumir novamente o trecho da Faixa Nova para duplicá-la - obra que seria fundamental para desafogar o trânsito da cidade e da região, que precisa cruzar por Santa Maria. Pimenta já havia pedido a federalização do trecho à União, mas o pleito foi negado pelo Ministério da Infraestrutura. Recentemente, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas afirmou que não há condições de a União assumir nenhum trecho da rodovia estadual.

- Tudo que envolve só Orçamento, é mais fácil de conseguirmos. Mas transformar a Faixa Nova em rodovia federal depende de projeto de lei, no Congresso, e daí fica mais difícil, pois várias cidades do Brasil vão pedir o mesmo. E a região precisa pedir poucas coisas de obras. Por isso, defendo que a prioridade deve ser duplicar a BR-392 - declarou Pimenta.

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Diante disso, qual seria a alternativa para duplicar a Faixa Nova, já que o trecho ficou fora da concessão da RSC-287? E para piorar, o governo do Estado está com as contas quebradas, não tendo dinheiro nem para pagar os salários em dia. Esse é um problema que os políticos e as lideranças empresariais de Santa Maria precisarão lutar por uma solução.

Que tal se a prefeitura municipalizasse a rodovia e buscasse empréstimo e dinheiro de emendas para tocar a obra a longo prazo? Talvez seria uma saída.

Outras obras que seriam mais fáceis de serem incluídas
Outras obras que, segundo Pimenta, seriam mais fáceis de serem incluídas nos projetos do governo federal, são a duplicação de um trecho da Faixa de Rosário, do trevo dos quartéis até os fundos da Cohab Tancredo Neves (necessária daqui a alguns anos), e também a construção de terceiras pistas em rodovias federais da região.

Porém, é preciso que deputados, prefeitos, vereadores e lideranças empresariais da região cobrem essas e outras melhorias dos seus aliados em Brasília. Se os pedidos não chegarem em quem toma as decisões, não adianta de nada. Também é preciso haver consenso na região do que é fundamental. E não podemos ficar esperando muito tempo, caso contrário, outras regiões sairão na frente e receberão os recursos.

Há anos, fala-se que Santa Maria tem pouca união e pouca força política. Isso passa pelo baixo número de parlamentares locais, já que muita gente daqui vota em políticos de fora, e também na falta de união e maior representatividade empresarial. Mas não podemos baixar a guarda. Não é fácil, mas ainda há tempo de tentar reverter isso.


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