Deni Zolin

Cotrijuc investirá R$ 27 milhões em fábrica de rações e mais silos

Previsão é de gerar 30 a 40 novos empregos em Júlio de Castilhos

Diante da excelente safra de grãos neste ano, e com a necessidade de seguir ampliando, a Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (Cotrijuc) confirmou que fará investimentos de R$ 27 milhões. É um aumento expressivo na expansão, pois nos últimos cinco anos, a média era de investir R$ 10 milhões anuais, o que incluiu a compra dos silos da estatal Cesa.

Segundo o presidente da cooperativa, Caio Vianna, serão R$ 12 milhões em uma fábrica de rações, que começará a ser construída em breve na área industrial de Júlio de Castilhos.

- A previsão é que as obras durem um ano e que sejam criados de 30 a 40 empregos na fábrica de rações. Não vai ser mais porque ela será muito automatizada - conta Vianna.

Além disso, outros R$ 15 milhões serão aplicados na construção de silos nas várias unidades de atuação da Cotrijuc. Com isso, a capacidade de armazenamento de grãos da cooperativa passará dos atuais 4,1 milhões de sacas para 4,5 milhões de sacas. Atualmente, a Cotrijuc tem silos nos municípios de Júlio de Castilhos, Pinhal Grande, Ivorá, Itaara, São Martinho da Serra, Tupanciretã, Quevedos e Santa Maria. A empresa possui cerca de 300 funcionários e 3,8 mil associados.

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Segundo Vianna, atualmente cerca de metade da safra de soja já foi comercializada e exportada pelo porto de Rio Grande. A Cotrijuc duplicou o terminal ferroviário em 2020 e, devido a esse investimento, este ano, cresceu o transporte de soja por trens. É por isso que, mesmo com safra farta, o volume de caminhões nas estradas não é ainda maior na região.

"ESTE ANO, VAI TRIPLICAR O VALOR DA SAFRA CIRCULANDO NO ESTADO"
Com a produtividade média na região em 54 sacas de soja por hectare e os preços na faixa de R$ 160 atualmente, na avaliação do presidente da Cotrijuc, Caio Vianna, os agricultores conseguiram, na média, recuperar-se e equilibrar as perdas provocadas pela seca na safra anterior - a situação varia muito de acordo com a realidade de cada produtor.

- Em 2020, foram 12 milhões de toneladas de soja no Estado e, este ano, quase 22 milhões de toneladas colhidas. No ano passado, a média geral de preços ficou entre R$ 80 e R$ 90 por saca. Cerca de 35% desta safra agora foi comercializada ainda em 2020 na faixa de R$ 108 a saca para entrega agora em maio. Então, com a saca a R$ 160, dá para colocar que a safra vai ser comercializada a R$ 140, na média geral. Isso significa que, este ano, vai triplicar o valor da safra circulando no Estado, o que é um valor muito expressivo para a economia gaúcha - diz Caio Vianna, que também é presidente da CCGL, responsável pelos terminais de exportação de grãos em Rio Grande e pela fábrica de laticínios em Cruz Alta.

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Ele cita que, há 15 dias, produtores conseguiram negociar a saca para entrega em maio de 2022 por R$ 150 a R$ 160, mas que, com a queda na Bolsa de Chicago, os valores dessa venda antecipada já caíram um pouco. Nessa comercialização dos chamados preços futuros, o agricultor vende um determinado volume de soja e se compromete a entregar essa quantidade no final da safra. Caso não colha o suficiente, precisa pagar a diferença.


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