Deni Zolin

Concessão da RSC-287 vai salvar vidas e tirar atraso na infraestrutura da região

Tarifa vai baixar de R$ 7 para R$ 3,70 em agosto, quando iniciam obras de recuperação. Daqui a um ano, serão mais três pedágios. Mesmo assim, haverá muitas obras para compensar os gastos

Daqui a 10 ou 20 anos, provavelmente estaremos aqui vendo os benefícios que a região teve com a concessão e a duplicação total dos 204 km da RSC-287, entre o Trevo do Aeroporto de Santa Maria e Tabaí. Além da redução de acidentes, feridos e mortes, haverá menor gasto com combustível e menor estresse para viajar, de dia ou à noite. A promessa é que, com a concessão da rodovia, seja feita, a partir de 20 de agosto, uma recuperação inicial, com reconstrução de acostamentos (hoje há trechos com desníveis criminosos, de 10cm até 20cm, na foto, em que é impossível evitar um acidente se o motorista precisar ir para a pista lateral), tapa-buracos, conserto de ondulações e sinalização toda nova, inclusive com tachinhas reflexivas. Só isso já garantirá mais segurança a todos e reduzirá acidentes. Depois, do 2º ao 5º ano, será realizada uma recuperação total e mais profunda, para deixar toda a estrada em condições de nova, e serão feitas terceiras faixas e duplicação de trechos urbanos.

A boa notícia inicial é que os dois pedágios da EGR passarão de R$ 7 para R$ 3,70 a partir de 20 de agosto - e quem não vai até lá já terá obras de melhoria e nem pagará pedágio. Ficará um pouco mais caro daqui um ano, quando tiver mais três praças de cobrança. Porém, nessa atual concessão, está prevista a duplicação total da estrada, coisa que não há hoje, em que já se paga caro pelos pedágios para a EGR só manter a estrada - e não em condições ideais.

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Outra novidade muito importante é que a espanhola Sacyr quer antecipar as duplicações que seriam feitas de 2027 a 2030, entre Tabaí e Novo Cabrais. Já pediu antecipação do financiamento ao BNDES para duplicar esses 128 km até o 5º ano, ou seja, até 2026. Se isso for aprovado, não vai demorar muito para iniciar a duplicação dos trechos rurais e mais longos, pois será preciso correr para fazer todas essas obras em um valor bilionário até 2026. Ela estuda também duplicar 18km do trevo de Cachoeira em direção a Santa Maria até o 5º ano, trecho que, de acordo com o contrato com o Estado, só deveria ser duplicado daqui a 20 anos. A direção da empresa também confirmou que não pretende esperar até 2040 para duplicar o resto da estrada, até Santa Maria, mas que pretende fazer essas obras alguns anos antes.

Isso demonstra que o grupo espanhol Sacyr, que tem 40 anos de atuação e rodovias em vários países, não veio para brincar. Eles querem melhorar realmente a RSC-287 para fazer que os motoristas não tenham interesse de pegar a BR-290 ou outras rodovias. Assim, ganham os motoristas, os pedestres e a concessionária, que vai arrecadar mais com pedágios. E com a estrada duplicada, o ganho será muito grande em termos de desenvolvimento econômico da região, pois mais empresas vão querer se instalar aqui.

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Claro que, para quem for usar a rodovia todos os dias, pagar pedágios poderá ficar caro - e o ideal seria que o Estado bancasse a duplicação e as melhorias. Porém, é preciso levar em conta a economia que se terá com o menor desgaste de veículos e com combustível após a estrada ser duplicada, já que uma viagem de Santa Maria a Porto Alegre deverá ficar, no mínimo, 30 minutos mais rápida. Além disso, quantas vidas serão salvas por essas obras de recuperação e pela duplicação?

DUPLICAÇÃO DA FAIXA NOVA DE CAMOBI

Nesta terça-feira, em Santa Cruz do Sul, voltei a cobrar do diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, pela duplicação da Faixa Nova de Camobi, único trecho da rodovia que ficou fora da concessão. Ele disse que está sendo feito o termo de referência para o edital de licitação que será lançado ainda neste semestre. Será para escolher a empresa que fará o projeto da duplicação. Em 2022, com o projeto concluído, o Estado vai avaliar como executar a obra. Ele falou ainda que a venda de estatais, como a CEEE-T, garantiu bilhões de reais no caixa, o que dá um fôlego nos cofres e ajudará o Estado a ter dinheiro para investir em obras como a Faixa Nova.






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