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Como previsto, coleta seletiva não deu o resultado esperado

Colunista fala sobre ação 'Recicle no Laranja', da prefeitura

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Foto: Miele Rodrigues (Arquivo pessoal)

A decisão da prefeitura de deixar de levar o material dos contêineres laranjas para ser reciclado pela associação Asmar, na Nova Santa Marta, é uma prova de que essa nova tentativa de fazer coleta seletiva, apesar de ter uma boa intenção, não teve o resultado esperado.

O principal problema: quando a prefeitura ampliou o número de contêineres de lixo seco de 15 para 50, mais gente começou a usar esses novos recipientes laranjas, mas acabou colocando lixo orgânico junto do material reciclável. O resultado foi que boa parte do material ficou contaminado, perdendo valor de mercado, e deixando quase impossível a separação na Asmar.

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Conforme eu já havia alertado lá no início, a implantação dessa nova fase da coleta seletiva precisava ter, antes, uma grande campanha de conscientização, com distribuição de panfletos nas casas e nas redes sociais, mas também com propagandas nos meios de comunicação como um todo. Como a divulgação foi muito tímida, uma parte da população não ficou sabendo como proceder ou não se conscientizou da importância de separar o lixo, e deu no que deu.

A questão é simples: se boa parte da população tem os mesmos hábitos, por décadas, de não separar o lixo, não será do dia para a noite que passará a fazer isso. Mas é louvável a prefeitura tentar ampliar a coleta - também sob pressão do Ministério Público.

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A prefeitura informou esta semana que o lixo seco dos contêineres laranjas têm sido aproveitado, por enquanto, somente pelos recicladores que percorrem as ruas do Centro. O restante tem sido recolhido, às terças e quintas, e levado ao aterro sanitário da cidade, onde acaba sendo compactado e depositado junto ao lixo orgânico. Ou seja, apesar de os catadores de rua retirarem dos contêineres boa parte dos materiais de maior valor comercial, como garrafas pet, latas de alumínio e papelão, há outros materiais que poderiam ser reciclados, mas que acabam sendo desperdiçados.

Além disso, a prefeitura disse que, até março, uma nova estratégia para reciclagem deve ser divulgada. Assim, admite que será preciso aperfeiçoar o projeto da coleta seletiva.

Por outro lado, não dá para culpar só o poder público. É claro que muita gente poderia colaborar mais e fazer o dever de casa, separando o lixo seco do orgânico e colocando nos locais corretos. A imagem acima, enviada pela leitora Miele Rodrigues, é só um exemplo. No último domingo, na Rua Benjamin Constant, ela flagrou uma caixa de seringas e isopor no contêiner de lixo seco, sendo que isso não pode ser reciclado e deve ter destinação em coleta especial, por ser contaminante.


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