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Saiba o que pode mudar e o que não mudará para o pleito de 2022

Colunista Claudemir Pereira comenta sobre cenário da próxima eleição

Foto: Gabriel Haesbaert (Arquivo Diário)

Se fala muito, e esta coluna mesmo fez isso nas últimas semanas, sobre quem pode ou não concorrer a deputado (estadual e federal), senador e até a governador no próximo ano. São informações (ou especulações) relevantes e que transitam pelos partidos. Porém, essa discussão é feita com base no que se imagina saber acerca das regras para o pleito de 2022. Sempre na suposição de que nada irá mudar em relação ao confronto de 2018, quando também se disputaram vagas para os mesmos cargos - além de para a Presidência.

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O fato, no entanto, é que até um ano antes do primeiro turno da eleição, isto é, até 2 de outubro deste 2021, as regras têm de estar definidas e, mesmo, podem mudar. Por sinal, não faltam tentativas e nem mesmo ideias a respeito, inclusive algumas estapafúrdias.

De todo modo, é tão certo que podem ocorrer mudanças das regras que uma Comissão Especial será criada justamente para tratar disso. Mais, o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, já está a anunciar que a parlamentar paulista Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, deve ser a relatora desse colegiado.

Enfim, as pedras se movem. Inclusive pela Justiça Eleitoral - que já se prepara para o pleito e realizou, dias atrás, reunião de planejamento, com a participação de qualificados servidores judiciários.

Dito isto, e para não cansar a cabeça de ninguém, inclusive porque o tema voltará a este espaço, fique com duas modificações cogitadas com alguma chance de vingarem e outra mais no campo dos sonhos (ou das estratégias diversionistas, há quem diga) do que no plano real.

Distritão
A implantação desse jeito de eleger deputados cresce, mas ainda é posição minoritária. Nada mais é que o fim do voto proporcional. Não seriam mais eleitos tantos deputados quantos sejam os votos totais conquistados pelos partidos, mas aqueles mais votados, independente da sigla a que pertençam.

Federação de Partidos
Se manteria (e parece consensual) a proibição das coligações proporcionais, mas as agremiações estariam autorizadas a se unir para a disputa, com a obrigatoriedade de se manterem juntas por todo o mandato. Enfim, não poderia ser aliança de ocasião. Chance há, mas hoje é bastante improvável.

Voto impresso
Ficará no vácuo. Custo é incompatível e as eleições brasileiras estão entre as mais seguras do mundo. Como curiosidade, nos Estados Unidos, onde o voto impresso impera na quase totalidade das urnas, o pleito presidencial recente recebeu acusações de fraude justamente daqueles que, no Brasil, defendem sua reimplantação. Então...

É SÉRIA A HISTÓRIA DE LEITE PRESIDENTE? SENDO (OU NÃO), REPERCUTE, SIM, POR AQUI
Como você já leu aqui, há todo um trabalho andando com vistas a uma possível união do PSDB com o MDB. É uma articulação de centro direita conduzida pelo governador Eduardo Leite (e secundada por importantes emedebistas) para enfrentar sobretudo a candidatura do mais que bolsonarista Luiz Carlos Heinze, do PP, e outras postulações vindas à esquerda, a começar pelo PT, mas também oriundas do PDT e do PSB. As demais siglas até podem se apresentar, mas seriam acessórios dos quatro ou, vá lá, cinco mais salientes.

Dito isto, há um fator que se infiltrava há bom tempo mas se tornou real há coisa de 10 dias: a entrada no jogo presidencial do atual comandante do Piratini. Eduardo Leite se coloca na disputa, tanto para encabeçar candidatura ao Planalto pelo hoje fracionado tucanato, como também na condição de vice de algum novo (Luciano Huck? Pelo DEM?) pretendente.

Nada é certo, hoje. Mas as peças já são atiradas ao ar. Vai que caiam direto no ponto desejado, né? Quem cedo madruga tem mais chances, conta a história da política e portanto não é bom descartar a possibilidade de voo mais elevado do tucano mor do Rio Grande. Sucesso? Aí já é outra coisa sobre a qual ainda é impossível conjecturar.

Aqui, no entanto, interessa é saber que influência essas articulações provinciais ou nacionais terão sobre as pretensões políticas de quem está na comuna. As alianças em gestação, com a presença de Leite, influenciarão no que, em Santa Maria? Eis material sobre o qual os atores locais terão de se debruçar em seguida. Inclusive para afinar o discurso hoje dissonantes de uns e outros na capela da boca do monte.

CALENDÁRIO LETIVO E ELEIÇÃO NA UFSM
Nos próximos dias, a Reitoria da UFSM deve ratificar portaria ainda de 2020. Assim, por mais um mês estará mantido o regime de funcionamento que, por conta da pandemia, em princípio, não prevê atividades presenciais.

A propósito, o próprio calendário oficial de 2021, já aprovado, mantém o ensino remoto como regra geral. Aliás, tudo sob o pomposo nome de Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE).

O que isso significa, por exemplo, no que toca à escolha do novo reitor, visto que o segundo mandato de Paulo Burmann acaba em dezembro? Apenas fortalece a ideia, com apoio em setores internos importantes, de chapa única a ser chancelada pelos conselhos superiores, após consulta virtual à comunidade universitária. Inclusive driblando árido debate sobre voto paritário, não previsto pela lei.

Ah, e também seria uma forma (se houver consenso) de minimizar eventual escolha de nome que não o primeiro da lista tríplice a ser enviada ao Presidente da República. A conferir.

LUNETA

TODO O GÁS
Que se diga, sem qualquer dúvida: não faltou empenho, muito menos trabalho e entusiasmo, aos novatos vereadores santa-marienses eleitos em novembro, nos primeiros 50 dias de mandato. Foram eles, muito mais que os veteranos parlamentares, que deram o tom e garantiram o noticiário político local neste início de 2021. Enfim, mostraram ter chegado com todo o gás ao legislativo municipal.

ÀS GANHAS
Com o fim do recesso, e depois de duas reuniões da Comissão Representativa (responsável pela Câmara no período), agora é que haverá condições de avaliar o conjunto (e não só os novatos) dos vereadores e do trabalho que farão para honrar o voto recebido. Afinal, nesta terça, dia 23, acontece a primeira reunião ordinária de 2021, sob a presidência de João Ricardo Vargas (PP). Não faltará o que conferir.

E O PREFEITO?
Desvendado o mistério acerca do futuro eleitoral do petista Paulo Pimenta, agora o que há é a dúvida sobre o que poderá acontecer com o tucano Jorge Pozzobom. O já deputado federal confirmou à coluna que concorre a mais um, o sexto, período em Brasília. E o prefeito? Deixará o cargo dois anos antes, para tentar também ele um mandato federal, na eleição de 2022? Tcham-tcham-tcham-tcham!

PERGUNTAS. SÓ!
Já imaginaram o quanto de troco adicional entraria em Santa Maria, não fosse o congelamento no reajuste de servidores estaduais? Agora pensem no que será, se a ideia (por ora, só isso) de congelamento do reajuste dos federais for aprovada, como estaria intentando o ministro Paulo Guedes? Não seria o caso de a comunidade se alinhar com o funcionalismo, em vez de amofiná-lo, como não poucos líderes fazem?

PARA FECHAR!
O ano legislativo será aberto oficialmente nesta terça-feira, 23, em Santa Maria. E, curiosamente, não se sabe (pelo menos até o fechamento desta coluna) quem são os líderes da oposição e do governo. Muito provavelmente, suspeita este repórter, porque, afora os óbvios PSDB, DEM, PT e PC do B, ainda não se sabe exatamente quem está de um lado ou de outro. Ou não é isso?


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