claudemir pereira

Pré-candidato Behr e o os desafios para enfrentar os 'gigantes políticos'

Claudemir Pereira também comenta acerca da eleição para reitor na UFSM e pleito municipal

Claudemir Pereira

Evandro de Barros Behr, advogado e empresário, não é exatamente novato na política. É verdade que estava afastado há um tempão. No entanto, concorreu a vice-prefeito (numa das derrotas de Cezar Schirmer, antes de o emedebista conseguir virar prefeito) e a deputado estadual, no início do século. Sem sucesso nas urnas, submergiu lá com suas razões.

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Mas agora retorna. E é um dos pré-candidatos a prefeito em outubro (ou quando o pleito acontecer). Ainda sem uma perspectiva clara de alianças e nem mesmo (basta ler o que ele diz para comprovar) se está propenso a compor como vice de alguém, o fato é que está aí. E merece, enfim, que se saiba um pouco mais sobre ele e suas pretensões, agora filiado ao Cidadania, sucedâneo do PPS e que, bem antanho, foi o PCB - aqueeele, de Luiz Carlos Prestes.

Veja você mesmo como Behr se comporta, diante de quatro perguntinhas feitas pela página. As respostas não mereceram qualquer edição. É o que ele disse, simplesmente, na íntegra, inclusive as tentativas (legítimas) de driblar as questões. Confira:

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Claudemir Pereira - O seu nome, como possível candidato a prefeito, surgiu a partir de quê? E por que o Cidadania?

Evandro de Barros Behr - Precisava amadurecer e ganhar experiência para oferecer soluções possíveis e mais permanentes. A direção do Cidadania me fez perceber que tínhamos agora as condições ideais para disputar, vencer e governar.

Claudemir - O fato de uma agremiação menor (em número de filiados, não necessariamente em importância), em vez de um dos graúdos que poderiam lhe abrir espaço, não traz maiores dificuldades de viabilização? Como driblar isso?

Evandro - Os desafios são proporcionais às soluções que pretendemos realizar. Os gigantes políticos não estimulam o aparecimento de novas lideranças ou soluções. O Cidadania me deu liberdade de assumir compromisso com o cidadão santa-mariense.

Claudemir - A ideia de composição com outros partidos, quem sabe sendo o vice, está entre as possibilidades aventadas? E uma candidatura a vereador também?

Evandro - Todos os partidos que estiverem de acordo com nossos princípios serão bem recebidos. Nossas alternativas serão ouvidas nesse pleito. Nosso governo não será de vencidos e vencedores. O futuro prefeito precisa indicar um caminho claro, pacificar os ânimos e liderar os esforços de todos para solução desses desafios que temos pela frente.

Claudemir - O que, na sua opinião, pode tornar a candidatura competitiva? Lembrando que não é novato, na medida em que já disputou duas eleições importantes, no início do século.

Evandro - Somos competitivos pois, respeitando o que já funciona, apresentaremos alternativas para as legítimas expectativas da nossa gente que continuam sem solução.

Liberada a corrida para sucessão de Burmann

Caducou na terça-feira a Medida Provisória 914/2019. Não é a única editada pelo presidente Jair Bolsonaro a enfrentar o destino do arquivo, sem sequer ter sido votada pelos deputados federais e senadores.

A peculiaridade desta, porém, e que a faz merecedora desta nota, é que ela atinge diretamente Santa Maria. Mais exatamente a UFSM. O fato é que o governo pretendia modificar as regras atuais e oferecer novas, para a escolha dos dirigentes das universidades e Institutos Federais de Educação.

Como nada mudou, pode-se dizer que a corrida irá começar (e se isso ainda não ocorreu, ponha-se na conta da pandemia), para ver quem substituirá Paulo Burmann já na metade final do segundo mandato de reitor.

O pleito, que vai sufragar o escolhido da comunidade universitária, deve acontecer em junho de 2021. Participarão dele estudantes, professores (da ativa e aposentados) e técnicos administrativos. Em que proporção? Tem sido paritária. Continuará a ser? São questões a ser resolvidas no âmbito da instituição, com a participação de todos e chancela do Conselho Universitário. Como tem sido, aliás, nos últimos pleitos.

Ah, e pode apostar: com coronga ou sem coronga, a política interna na UFSM começará a ferver. E logo, bem logo.

A (só agora) oposição, Pozzobom e o tiro no pé

Foto: Allysson Marafiga (Divulgação/AICV)/Pozzobom (em fala na Câmara): juridicamente calçado. Politicamente, o problema é da oposição

Aqui se trata do processo contra o prefeito Jorge Pozzobom. Semana passada, ainda que de forma incipiente, a página já antecipou o que pensa. O que refaz agora, com mais vagar.

Do ponto de vista jurídico, pouco há a dizer. Ouvido por Marcelo Martins, o especialista Rafael Maffini, advogado e professor de Direito Administrativo da UFRGS, formado em Santa Maria, matou a charada: não há indício de improbidade.

Tentando interpretar o que ele declarou, Pozzobom cumpriu a lei. A dita pode ser contestada, mas não o fato de o prefeito tê-la cumprido. De maneira que, avançando um pouco na hipótese (que o escriba ainda considera improvável, mas...) de "condenação" pelos vereadores, o Judiciário tende a repor a legalidade.

Fique-se, então, com o aspecto político. E, olhando o passado (e nem precisa ir tão longe), chega a ser constrangedora a indigência política dos conselheiros dos atuais edis, que não perceberam o óbvio: enquanto Pozzobom estiver conduzindo bem as questões vinculadas à pandemia (e a percepção geral vai nesse sentido) é um tiro no pé tentar desgastá-lo com a questão em tela.

Fica ainda pior para os edis que fizeram parte do governo. Afinal, MDB e PP (acrescido do ex-tucano João Ricardo Vargas) são "unha e carne" com o governo Pozzobom, inclusive comparecendo à posse dos agora contestados, na Guarda Municipal.

Então, fica difícil sustentar politicamente (no plano jurídico menos ainda, como você leu acima) a posição assumida. Mas, enfim, como dizia Garibaldi, um honorável tio já falecido deste escriba, "a política é ... a política".

LUNETA 

BURMANN
Paulo Burmann foi o sonho de consumo de muitos petistas graúdos de Santa Maria para apoiar nome diferente do PT à prefeitura em 2020. Ele, claro, pelo PDT, partido a que é, mais que filiado, historicamente ligado. Mas o reitor deve, meeesmo, seguir outro roteiro, antes de concorrer por aqui. É dado como certo seu nome para a relação estadual pedetista à Assembleia Legislativa em 2022.

AVALISTA 
Ninguém tem dúvida - e se ela existe basta conferir as "lives" semanais do deputado. O fato é que Valdeci Oliveira tornou-se articulador principal, quase único, da candidatura do vereador campeão de votos, Luciano Zanini Guerra, à prefeitura. Paulo Pimenta, o outro grandão do petismo, apoia, mas não se envolve tanto quanto Valdeci. Que virou, querendo ou não, padrinho e avalista, inclusive, da aliança formada com o PSD.

LIBERADO 
O NOVO decidiu liberar os filiados para declarar voto e apoiar individualmente quem acharem melhor. Perguntado, o deputado Giuseppe Riesgo falou ainda não ter se definido para a prefeitura (disse que, por ora, está conversando com os pré-candidatos). Porém, já fechou apoio e está, como afirmou, ajudando a estruturação da campanha do administrador Pablo Pacheco à vereança, pelo PP.

NESTE ANO 
Decisão sobre data do pleito tem que obrigatoriamente ocorrer neste mês. No máximo, e com muito boa vontade, início de julho. De todo modo, os partidos já firmam posição oficial quanto a ao menos um fato: a realização da eleição, sem prorrogar mandatos. O mais recente a oficializar isso foi o MDB - que definiu-se esta semana contra "mandato tampão" ou coisa parecida e quer que as urnas falem ainda em 2020.

PARA FECHAR! 
A saída (e consequente desincompatibilização) do secretário de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto, é mais um indicativo bastante forte, senão definitivo, de que o DEM alcançará lugar de destaque na tentativa de reeleição de Jorge Pozzobom. Eis aí o candidato a vice-prefeito na chapa para 2020. O Democratas, inclusive, tende a indicar o nome do novo titular da pasta.


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