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PP, MDB, secretariado, Câmara e quatro perguntas para Jorge Pozzobom

Colunista Claudemir Pereira entrevista prefeito e mais

Direto e reto. Foram quatro questões objetivas feitas ao prefeito Jorge Pozzobom. Tudo a ver, como o leitor perceberá, com o processo eleitoral já a caminho. Confira a íntegra, a seguir:

Claudemir Pereira - Qual a importância da manutenção da aliança com o PP e com Sérgio Cechin?
Jorge Pozzobom -
Bom, primeiro: a importância da minha aliança com o Cecchin é que eu sou prefeito, e ele, vice-prefeito. Nós temos um ano de muita entrega, o governo não vai parar por questões eleitorais. O PP, que foi parceiro desde o primeiro momento, vai continuar sendo parceiro, e a eleição nós vamos tratar na hora certa. O que é importante, agora, é que a aliança, mais que aliança, é um grande comprometimento que eu e o Cecchin temos em entregar as obras para a cidade. 

CP - Parece inevitável que partidos que ajudam no governo agora busquem caminhos próprios. Seriam os casos do MDB e do próprio PP (há grupos pensando em candidatura própria). Então... 
Pozzobom -
Faz parte da democracia. Todo e qualquer partido tem o direito constitucional e legítimo de colocar candidatura própria. Quando formos comunicados oficialmente que determinado partido A ou B fará isso, daí, nós faremos a conversa administrativa. Mas, por enquanto, nosso foco é o resultado e o trabalho, independentemente de eleições, independentemente dos partidos que vão ter candidato ou não. 

CP - Até abril, haverá mudança no governo. Como ficam secretários que são de partidos diferentes? As siglas manterão seus quadros, ou haverá outra solução, inclusive técnica? 
Pozzobom - Primeiro, não tem como responder sobre reforma de secretariado enquanto a gente não sabe quem sai nem quem fica. A questão administrativa não envolve eleição. A reforma administrativa tem como objetivo dar continuidade aos trabalhos feitos. Por exemplo: se algum secretário sair para concorrer a prefeito ou a vereador, não vai parar, vai ser dada continuidade ao mesmo trabalho. Sobre quem vai substituir, nós vamos debater administrativamente, e não politicamente. 

CP - Eventual candidatura própria de partidos hoje aliados pode mudar a relação do prefeito com a Câmara? Exemplo concreto: o MDB tem dois vereadores pró-governo, hoje, e terá dois que concorrerão em outubro (seja a vereador ou a prefeito). 
Pozzobom - Bom, eu fui vereador e sei da importância da relação da Câmara com a prefeitura. É garantia constitucional, os poderes são independentes mas são harmônicos entre si. Por isso, quero dizer que já recebi o presidente eleito (Adelar Vargas) Bolinha aqui e desejei sucesso. Ele quer dar o prédio da Câmara para a prefeitura, e eu não estou querendo saber, mas, depois, nós vamos conversar sobre isso. E o que é mais importante: durante os três anos do nosso mandato, independentemente de ser oposição ou situação, nós aprovamos todos os projetos que interessavam à cidade. Quero reafirmar meu profundo respeito à Câmara e desejar sucesso ao mandato do presidente. 

As dúvidas de PSB, PL, PSD e DEM 
Pelo menos quatro siglas médias, e que ostentam fortes lideranças, ainda não têm muito claro o que farão em outubro. Uma definição depende só dos partidos: candidatura própria (com ou sem aliança) ou apoio a outra sigla para a prefeitura. A segunda é compulsória: lista solitária à Câmara. 

Nessa condição, desponta o PSB. Presidido por Fabiano Pereira (foto), que concorreu em 2016 a prefeito (em aliança com o MDB), não se sabe o que fará agora. A impressão (e por ora não passa disso) é que busca coligação, sem postulação própria.

Outros três partidos, ainda que mantenham o discurso de concorrer em faixa própria, o interesse maior parece ser, mesmo, formar forte lista à vereança, optando por apoiar outros partidos à prefeitura.

Assim se encontram o PSD de Marion Mortari, o PL de Luiz Carlos Fort e Miguel Passini, e o DEM de Manoel Badke. Ah, eles só não podem demorar muito a decidir. Ou perderão o bonde.

Já há regras eleitorais em vigor 
Dirigentes partidários mais atentos, claro, já perceberam: mais que ser ano de eleição, o que pode ser objeto de ações retóricas, há regras definidas e que, se não forem tomados os devidos cuidados, poderão estrepar gente muito boa. 

Aliás, aqui vão dois exemplos de normas estabelecidas, copiadas da Resolução 23.606, publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na edição do dia 27 de dezembro do ano passado, no Diário Oficial da União:

1) Desde 1º de janeiro de 2020, as pesquisas eleitorais eventualmente produzidas não poderão ser divulgadas publicamente, exceto se registradas na Justiça. Ou, dito de outra forma, as pesquisas até podem ser feitas mas, se não oficializadas, serão somente para consumo interno, sem possibilidade de ser tornadas públicas;

2) Os comunicadores, radialistas, comentaristas ou semelhantes terão de deixar seus espaços no rádio e na televisão a partir do dia 30 de junho. Se isso não ocorrer, ficarão inelegíveis.

LUNETA 

COMUNICAÇÃO 
Há poucas dúvidas sobre quem vai cuidar da comunicação da campanha à reeleição (que, claro, ele não confirma) do tucano Jorge Pozzobom (confira entrevista ao lado). Na área de imprensa e marketing, figura fundamental será a do jornalista Ramiro Guimarães. E na área de propaganda, presença certa é do publicitário Beto Oliveira. Em algum momento, inclusive, ambos deverão se desligar de funções que hoje desempenham na prefeitura. 

PADRINHO? 
Há quem imagine a possibilidade de Roberto Fantinel, cada vez mais influente no MDB local, por conta dos votos obtidos em 2018 e, sobretudo, pela função hoje exercida no Ministério da Cidadania, ser o principal mentor da pré-candidatura de Francisco Harrisson (foto) à prefeitura. Pode ser que sim, pode ser que não. Mas o fato é que a postulação do médico e secretário de Saúde a vereador, em 2016, teve o incentivo total de Fantinel. 

A "CAÇA" 
Se intensifica a busca de potenciais (e agora cada vez mais reais) pretendentes à Câmara. Está caindo, enfim, a ficha de muitos partidos. Eles descobriram que, sem uma nominata forte, a dificuldade de alcançar o quociente eleitoral poderá inviabilizar completamente a eleição de sequer um parlamentar. Mesmo que este já tenha mandato. 

NA FRENTE 
Como sempre, nessa história de formação de chapas proporcionais, os grandes estão na frente. A única dificuldade, aparentemente, é o preenchimento da quota (de 30%) de candidaturas femininas. Que, no extremo, poderão até fazer com que se reduza o número de candidatos homens. Ainda assim, PT, PSDB, PP e PDT estão bem avançados na definição. 

PARA FECHAR 
Essa é para ser conferida dentro de alguns meses. Haverá partidos, e não serão apenas um ou dois, que somente definirão seu futuro eleitoral no momento mesmo em que estiverem acontecendo as convenções destinadas a oficializar candidaturas. Para constar: conforme o calendário da Justiça, esses encontros definitivos ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto. Até lá, haja trololó. Ah, a campanha começa dias depois. 


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