claudemir pereira

Pozzobom descarta interromper seu mandato para concorrer a deputado

Colunista apresenta as perspectivas para os próximos pleitos

Foto: Foto: Wander Schlottfeldt (Diário)


Foto: Wander Schlottfeldt (Diário)

Algumas questões importantes acerca do futuro político do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) têm sido colocadas nos bastidores. As principais, a coluna imagina, o próprio esclarece, nas quatro questões abaixo. No final, você tem a avaliação claudemiriana. Acompanhe:

Claudemir Pereira - Especula-se, no meio político, a possiblidade de Jorge Pozzobom concorrer a deputado federal. Para que isso aconteça, teria que renunciar à prefeitura em meados do próximo ano, com menos da metade do segundo mandato do prefeito. A pergunta: há essa possibilidade? E em que medida?

Jorge Pozzobom - Embora reconheça que tenho um capital político, inclusive com votações expressivas para deputado, pretendo cumprir o mandato e deixar um legado para Santa Maria

CP - Na hipótese de não concorrer, o PSDB de Santa Maria terá candidato local ou vai, como em eleições anteriores, comprometer-se com outros nomes do partido?

Pozzobom - Se Nelson Marchezan Júnior for candidato, o partido apoiará. Se não for, temos que fazer uma conversa interna, antes de decidir. Se mais alguém local se apresentar, vamos discutir. A missão do partido é ter candidato a deputado federal e a estadual.

CP - Em relação à Assembleia Legislativa, qual a posição do prefeito Jorge Pozzobom quanto a candidaturas santa-marienses do PSDB?

Pozzobom - Não existem nomes definidos, mas temos três vereadores atuantes e outras pessoas importantes filiadas. Dar um nome, agora, seria muito ruim.

CP - E, para fechar, há algo a ser acrescentado, sobre o PSDB, a prefeitura e o processo eleitoral?

Pozzobom - Só me propus a concorrer à reeleição para concluir o projeto de governo em Santa Maria. Inclusive para mostrar às pessoas que se opuseram à proposta, que não é verdade o que diziam, que só fiz obras no ano de eleição. Uma série de obras estão em desenvolvimento, várias licitadas, e assim será até o final do governo, em 2024. Assim, a reeleição, agora junto com o Rodrigo Decimo, foi fundamental para que seja possível concluir o trabalho e deixar um legado para Santa Maria. Esse é meu objetivo.

Avaliação claudemiriana: óbvio que Pozzobom é, longe, a principal liderança do tucanato em Santa Maria. Mais, é impossível encontrar outro nome mais competitivo. Portanto, para ter alguém minimamente ligado à cidade, só mesmo apoiando Marchezan. Qualquer outro nome será forasteiro.

De outra parte, até para não desestimular ninguém, é óbvio o cuidado do prefeito, quando se trata de nomes para a Assembleia Legislativa. Se antiguidade fosse posto, o nome seria Admar Pozzobom. Mas esse critério, parece, não está disponível, o que deixa aberta a possibilidade para Givago Ribeiro e Juliano Soares.

O bloco que Tubias Calil quer liderar

O mais recente movimento político na Câmara é o requerimento do emedebista Tubias Calil, em que solicita a constituição do Bloco Parlamentar Democrático, que passaria a reunir as bancadas do MDB e do PSL (leia-se Tony Oliveira).

É uma brecha regimental pela qual passou a proposta que, antes, criou o Bloco de Oposição Propositiva, que une PT e PC do B, com Ricardo Blattes de líder e Werner Rempel de vice.

O comunista do B e os petistas, assim, desgarraram-se do bloco governista (com o qual compuseram chapa para a direção da Câmara), e que é formado por PSDB e DEM, com Admar Pozzobom de líder e Manoel Badke de vice.

A proposta de Calil, se acolhida pelo Parlamento, reduz o atual "Bloco de Oposição", com a saída de MDB e PSL, e se mantendo nele PP, PSB e PDT.

Não há dúvida sobre a intenção dessas divisões: ganhar mais espaço na tribuna, durante as sessões, para opor-se ao governo ou defendê-lo. O que não se sabe, exatamente, é se isso vale a pena. Sobretudo porque pode haver um fracionamento que, mais adiante, será cobrado.

De todo modo, é uma legítima tentativa de protagonismo de Tubias, que seria o líder do novo bloco, e que hoje é dividido com os nomes de outros partidos oposicionistas, especialmente o PP do líder Pablo Pacheco e do PSB do vice-líder Paulo Ricardo Pedroso.

E também, de certa maneira, imagina-se que esse seja outro elemento motivador, neutralizaria os espaços hoje ocupados pela liderança do governo, com Alexandre Pinzon Vargas (do Republicanos) e Givago Ribeiro (PSDB).

As perdas e os ganhos do Progressistas

Dos grandes partidos em Santa Maria, em número de filiados (a saber, PT, MDB, PP, PDT, PSDB), é pouco provável que, findo o pleito de 2020, tenha se registrado tanta movimentação quanto a percebida no Progressistas.

Não há dúvida que uma derrota eleitoral (e foram mais de 18 mil votos, no segundo turno) sempre provoca fissuras e, também, realinhamentos.

Na coluna das saídas, o PP contabiliza a perda de dois ex-vereadores, Vanderlei Araújo e Cida Brizola. Ambos estariam a caminho de agremiações governistas. Também saíram dirigentes como o histórico Gilsione Cáurio e, mais recentemente, o secretário geral André Ribeiro.

Nesta semana, porém, num movimento que não pode deixar de ser notado, o partido - e seu presidente, Mauro Bakof, comemora - obteve a filiação de Evandro de Barros Behr. Ex-candidato a prefeito ano passado, pelo Cidadania, Behr já foi filiado (e concorreu a prefeito e deputado) ao MDB e volta às origens familiares. Afinal, seu pai, também Evandro Behr, foi prefeito pelo antigo PDS, hoje Progressistas.

Num movimento claramente à direita, como é da vocação e da história do partido, por sinal, também recebeu, quase ao mesmo tempo que Behr, o advogado e professor Rony Pillar Cavalli.

Ao que se sabe, o movimento ainda não terminou. Pelo menos o de chegada. A ideia é ampliar a militância graúda da agremiação, para sustentar em Santa Maria a campanha do senador Luiz Carlos Heinze ao Piratini, no próximo ano.

LUNETA

DE UM LADO...

O colunista conversou com um punhado de militantes dos dois partidos, PSDB e MDB, que, especula a mídia regional, discutem possível aliança para a disputa do Palácio Piratini no próximo ano. No lado tucano, ninguém acredita que o partido ceda lugar de cabeça de chapa para o emedebismo. Acredita ser possível apenas um apoio "crítico" no segundo turno. Mas depende do adversário. Poois é.

...E DE OUTRO

Do lado do MDB, a posição é ainda mais incisiva, a demonstrar que as marcas do pleito do último novembro longe estão de cicatrizar. Aliás, para ter uma noção, basta conferir o comportamento da bancada do partido na Câmara. E também não acreditam, o que facilita a opinião contrária, que os tucanos ofereçam de mão beijada a cabeça de chapa. No segundo turno? Apoio só se for contra o PT.

CANDIDATA

Se havia alguma dúvida, não há mais. Embora não necessariamente haja relação de causa e efeito, com a saída de Evandro de Barros Behr para o PP, a presidente do Cidadania se consolida como a única liderança da agremiação e virtual candidata a deputada estadual em 2022. Sem nomes locais para federal, ela fará dobradinha com a deputada Any Ortiz, que buscará um lance maior, agora para a Câmara dos Deputados.

VOTOS À SOLTA

Sobretudo no MDB e no PP, mas também no PDT, para ficar apenas nos partidos maiores, logo, logo você perceberá a presença mais seguida por aqui de deputados que, até agora, vêm lá de quando em vez. Sim, há votos à solta e eles não poderão desperdiçar. Inclusive porque, no caso de alguns deles, podem fazer toda a diferença na contagem final. Enquanto isso, reclama-se da escassa representação local.

PARA FECHAR!

Ao que tudo indica, o PT é o partido mais definido (para não dizer o único) para 2022. Apostará outra vez em Paulo Pimenta para deputado federal e Valdeci Oliveira à Assembleia. Mas não se descartaria o lançamento de pelo menos mais um nome, ao parlamento gaúcho. Seria uma espécie de teste para 2024 e o pleito municipal. Mas quem seria esse(a) vivente? Nem com banda de música contaram.


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