claudemir pereira

Pimenta e suas metas para 2021. Ah, e antecipa que concorrera ao 6º mandato

Deputado, em entrevista exclusiva, também explica objetivos dele visando Santa Maria

Foto: reprodução

Semana passada, você leu aqui material acerca dos três deputados estaduais da cidade (Giuseppe Riesgo, Roberto Fantinel e Valdeci Oliveira). Nesta, o espaço é para falar com Paulo Pimenta, único deputado federal local em Brasília. Onde está há 18 anos, no quinto mandato.

As questões são, basicamente, o que esperar dele neste ano e, avançando, qual seu futuro político-eleitoral, especulado inclusive como possível candidato a senador ou, mesmo, a governador, ele que há várias eleições é o mais votado deputado petista. De pronto, Pimenta afasta essas opções e antecipa: buscará o sexto mandato. Por quê? Confira nas respostas às perguntas feitas pela coluna. A seguir:

Claudemir Pereira - Até que ponto as funções de dirigente estadual e com tarefas nacionais interferem na ação parlamentar pela cidade?
Paulo Pimenta - Um parlamentar com prestígio e tarefas nacionais e estaduais sempre tem mais força para ajudar sua região. Não é fácil se destacar no meio de mais de 500 deputados e conseguir isso é um mérito. O fato de eu ter sido presidente de comissões (entre elas a mais importante do Congresso, a do Orçamento) e ser o único deputado até hoje líder da bancada, mais de uma vez me ajudou muito a buscar recurso e investimentos para Santa Maria. A BR 158/Faixa de Rosário e a Travessia Urbana são exemplos de obras que jamais teriam saído do papel se Santa Maria não tivesse um deputado com visibilidade e respeitado em Brasília.

CP - Há algum ponto específico, em relação a Santa Maria, que será foco da ação parlamentar em 2021?
PP - A conclusão da Travessia Urbana e defesa da UFSM são pautas prioritárias para 2021. Estou autuado forte no retorno do auxílio emergencial e um plano nacional de vacinação.

CP - Como referência em liderança partidária, imagina qual deve ser o ponto principal da ação do PT em Santa Maria?
PP - O PT é um partido forte em Santa Maria. Tem deputados, vereadores, forte presença nos movimentos sociais e atuação destacada em várias frentes. O Brasil vive um momento muito delicado. As crises sanitária, política e econômica projetam um 2021 muito difícil e organizar a sociedade para resistir a tudo isso será um dos nossos pontos principais.

CP - Após tantos mandatos, como vereador e deputado, qual o futuro eleitoral de Paulo Pimenta?
PP - Serei candidato a deputado federal. Temos muitos projetos em andamento e não é fácil para a cidade e a região ter um outro nome que faça mais de 100 mil votos (o necessário para eleger). A cidade eG região não podem ficar sem representação em Brasília.

Foto: Arquivo

De adversários a amigos de infância, PSDB e MDB a caminho da unidade
Talvez seja o caso, como a coluna já tratou semana passada, de se prestar mais atenção ao que acontece no Estado e até além, em torno da bastante possível (provável?) aliança entre PSDB e MDB, tanto na disputa para o Palácio Piratini quanto, quem sabe, o Planalto.

O episódio mais recente desse enredo se deu há três dias, com a informação de que o deputado emedebista Edson Brum deve assumir a secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Seria, diz-se, o ápice do trabalho de aproximação política, após os forrobodós da eleição de 2018, em que Eduardo Leite e José Ivo Sartori disputaram (com gana) o segundo turno para o Governo do Estado.

Isso aí, combinado com uma eventual candidatura do governador à Presidência da República, permite dar "asas à imaginação" dos políticos de lá e cá.

Ok, ok, ok. E Santa Maria, onde entra nessa história? Ainda que exista animosidade, ela é restrita a um ou outro líder (disse observador das coisas emedebistas locais), e tem muito a ver com o cisma lá do início do primeiro mandato do então prefeito Cezar Schirmer, quando todos estavam juntos.

O momento, porém, é outro. E mesmo com alguns movimentos hostis no plano parlamentar, imagina-se convivência menos agressiva. Aliás, talvez seja esta a "ordem"

de "mais calma" que virá de cima, acompanhada, claro, de cargos estratégicos ocupados aqui, ali e alhures nos próximos meses.

Mais: estaria na conta até mesmo o "esquecimento" de que tucanos e emedebistas foram inimigos extremos não faz nem seis meses, durante a disputa (vencida pelo PSDB, com folga) à prefeitura. Diante disso, é esperar e conferir os desdobramentos.

A sucessão na UFSM: chapa única?
Ainda muito nos bastidores, mas de forma forte, se discute a sucessão na reitoria da UFSM. O cenário é incerto, sobretudo pelas últimas decisões do presidente da República, Jair Bolsonaro, que, como regra, tem recusado os primeiros colocados nas listas tríplices a ele enviadas pelas universidades.

Foto: Renan Mattos (Diário)

Nos campi da instituição santa-mariense, especialmente na sede, em Camobi, se discutem opções capazes de garantir que a vontade da comunidade universitária seja acatada. Há quem imagine, veja só, chegar-se a um consenso e apresentar chapa única (liderada pelo atual vice-reitor Luciano Schuch) na consulta aos segmentos da instituição.

E, depois, na hipótese da escolha presidencial incidir sobre nome que não o que abre a lista, repetir o que fez a Universidade Federal de Pelotas: o escolhido nomear o primeiro para cargo que permita garantir a vontade da comunidade universitária. Sim, há um caminho longo a percorrer. E sem garantia de sucesso, ainda.

LUNETA

SEM CANDIDATOS
A cada dia que passa torna-se mais firme a convicção, entre os que observam a política local, que, exceção feita ao PT (com Paulo Pimenta) os partidos definitivamente não terão candidatos santa-marienses competitivos à Câmara dos Deputados. No máximo, aparecerá alguém de partidos médios para firmar posição e, quem sabe, alavancar candidaturas municipais em 2024 - para prefeito ou vereador.

LOTEAMENTO
A situação é ainda mais grave, para quem gostaria de ver a política local em nível mais elevado e competitivo, pelo verdadeiro loteamento feito por grandes partidos, especialmente MDB e PP. Serão dois ou três nomes, talvez quatro, de cada sigla, que contarão com seus cabos eleitorais daqui, e simplesmente abrindo mão de candidaturas santa-marienses. Que, depois, ninguém venha choramingar as pitangas.

ASSEMBLEIA 
A situação é um pouco diferente, que se ressalte, em relação à Assembleia. Para começar, há três candidatos postos e em condições pra lá de competitivas. No caso, os que já ocupam cadeira no Legislativo, uma garantia de que terão, no mínimo, cabos eleitorais em quantidade numericamente razoável. É a situação de Giuseppe Riesgo (Novo), Roberto Fantinel (MDB) e Valdeci Oliveira (PT).

NOVIDADES

Foto: Pedro Piegas (Diário)
Cechin: possível candidato do PP

Além dos atuais deputados estaduais, há bastante gente "se assanhando" e pode surpreender positivamente no pleito do próximo ano. Três nomes são obrigatoriamente citados, de pronto: os dos vereadores Givago Ribeiro (PSDB) e Werner Rempel (PC do B) e o do ex-vice-prefeito e candidato derrotado à Prefeitura Sérgio Cechin (PP). São as figuras mais evidentes, mas outras, ainda bem, também podem surgir.

PARA FECHAR!
É dada como certa a participação mais efetiva na política partidária local, a partir de dezembro, quando terminar seu mandato na reitoria da UFSM, de Paulo Burmann. Poderia ser o nome do PDT (ele não nega a origem brizolista dos Burmann, nascidos na região celeiro gaúcha), tanto para a Assembleia Legislativa quanto, mais adiante, como concorrente à Prefeitura Municipal.


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