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Maretoli refuta candidatura 'evangélica'. Antes, afirma ser o candidato 'da família'

Leia a coluna de Claudemir Pereira deste fim de semana

Foto: Allysson Marafiga (Divulgação)

Algumas questões postas para o pastor (ele se orgulha disso e explica o por que) Jader Maretoli, pré-candidato a prefeito pelo Republicanos. Há quatro anos, pelo Solidariedade, foi uma das surpresas do pleito, ao conquistar 19.487 votos. Confira o que disse Maretoli, com exclusividade, para esta página:

Claudemir Pereira - O que determinou sua saída do Solidariedade e entrada no Republicanos, entre uma eleição e outra? 
Jader Maretoli -
Em 2016, iniciamos um projeto para a cidade, para cuidar das famílias e mudar a história dela. O Republicanos reconheceu esse projeto, me fez o convite e, hoje, temos alinhamento estadual e nacional com nosso projeto. Nosso representante na Câmara e presidente do partido, Alexandre Vargas, também é defensor. Hoje, já estamos com o partido organizado e pronto para o pleito, com excelente nominata de vereadores para lutar por uma Santa Maria melhor. 

Claudemir - Como o senhor vê a disputa? Que fatores o fazem imaginar ter chances de vitória, agora inclusive com um prefeito buscando a reeleição, ao contrário de 2016? 
Jader -
A disputa está se alinhando para ser acirrada. Porém, a maioria dos mesmos nomes e siglas que estão há mais de 20 anos governando em uma ponta ou outra nossa cidade. A real diferença, aos meus olhos, é que, neste ano, chegamos com uma referência de quase 20 mil votos, mais experiente e com mais bagagem, por ter sido secretário de Estado adjunto, o que nos faz saber que podemos, através de muito trabalho, dobrar nossa votação com a expectativa de ir para segundo turno. Lembrando que todo governo que tenta reeleição tem seus desgastes. 

Claudemir - Pelo SD, e com a adesão de mais quatro partidos, o senhor fez 19.487 votos. Os candidatos que, então, foram ao segundo turno, fizeram mais de 43 mil. Qual a estratégia para se aproximar desse número e garantir a ida para a "final"? 
Jader -
Acredito em nosso projeto, acredito em nossa nominata de vereadores e nas demais que podem se achegar.Mas acredito, principalmente, que o cidadão deseja um governo novo para mudar a forma de gestão dos últimos 20 anos. 

Claudemir - O senhor, como se disse em 2016 e se repete agora, é tido como o "candidato dos evangélicos". O que acha disso? 
Jader -
Lembro de nunca ter falado que sou o candidato dos evangélicos, mas lembro que a imprensa tenta impor isso. Lembro, sim, de dizer que sou o candidato da família, pois entendo que uma cidade é feita de milhares de pais, mães e filhos. Quando a imprensa tenta dizer que sou candidato dos evangélicos é na tentativa de apagar o Jader Maretoli, micro pequeno empreendedor, coordenador do Sine, suplente de deputado estadual, secretário de Esporte e Lazer adjunto, coordenador de projetos sociais e, sim, com muita alegria, pastor por vocação. Acho que os senhores jornalistas deveriam me apresentar desta forma, até mesmo porque a grande maioria dos políticos tem manifestações religiosas e, incrivelmente, não são taxados e nem apresentados por elas. Sou cristão e amo o próximo. Por isso, luto por eles, mandamento que todo cristão conhece bem. 

PREFEITOS EM CAUSA PRÓPRIA. E O MENNA BARRETO...

Foto: Divulgação
Menna Barreto é o primeiro à direita 

CAUSA PRÓPRIA - Passou batido, mas é importante realçar posição tomada pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), em videoconferência realizada terça-feira. Os, em última análise, representantes dos prefeitos definiram posição contrária à realização do pleito deste ano. Mais, defenderam que os mandatos devem ser prorrogados até 2022. 

As razões dadas para essa posição (que, diga-se, é majoritária mas não unânime) são as mais variadas, e algumas até inteligíveis. Porém, quaisquer que sejam, não escondem o óbvio: os alcaides, por suas entidades, falam em causa própria e não necessariamente pelas populações que representam. E ponto.

RODRIGO - Tem um político famoso na cidade que, embora conheça o colunista há 40 anos, nunca acerta seu nome. Embora já acostumado, não quer dizer que o escriba goste. Então, ele entende e pede desculpas públicas ao Rodrigo Menna Barreto (foto), secretário de Desenvolvimento Rural, que, semana passada, sabe-se lá por que ato falho, foi chamado aqui de Gilberto. Escusas. E totais. 

Ah, o que não muda: Rodrigo Menna Barreto é potencial candidato a vice numa chapa a ser encaminhada por Jorge Pozzobom.

O EXÉRCITO DE MILITANTES DE CADA PRÉ-CANDIDATO
Não é definitivo. Mas, certamente, significa muito na campanha a presença do militante partidário em busca do voto casa em casa, rua a rua. 

É verdade que há muitas filiações cartoriais. Ainda assim, o número de cada agremiação é importante. E, só como curiosidade - na medida em que ainda podem acontecer muitas mudanças -, a coluna tomou como base as alianças projetadas neste momento para trazer quanto soma cada grupo, no que toca a filiados por partido. Confira:

Sérgio Cechin/Francisco Harrisson
São sete partidos a escoltar a aliança: PP (2.924 filiados), MDB (3.613), PL (728), Podemos (118), Solidariedade (95), PROS (83), Avante (16). Total: 7.577 filiados. 

Luciano Guerra/Marion Mortari
Dois partidos bancam a dupla, até aqui: PT (6.869 filiados), PSD (655). Total: 7.524 filiados. 

Marcelo Bisogno/Fabiano Pereira (ou vice-versa)
São seis siglas na composição: PDT (2.712 filiados), PSB (828), PTB (1.939), PCdoB (352), PV (58), Rede Sustentabilidade (52). Total: 5.941 filiados.

Jorge Pozzobom/Ewerton Falk ou Rodrigo Menna Barreto
Por enquanto, dois partidos respaldam a dobradinha: PSDB (2.165 filiados), DEM (1.564) Total: 3.729 filiados. 

Jader Maretoli
Republicanos (697 filiados)

Evandro de Barros Behr
Cidadania (476 filiados).

LUNETA 

OS PAPOS
Nesta semana, o prefeito Jorge Pozzobom papeou com vereadores de praticamente todas as bancadas representadas na Câmara. Valeu para governistas e oposicionistas. Claro que isso é importante, mesmo que os tempos pré-eleitorais possam oferecer as mais variadas conotações. A principal, talvez, seja saber até que ponto haverá reflexo no comportamento das partes diante de decisões e votações futuras. Então... 

UM NÃO FOI 

Foto: Lucas Amorelli (Arquivo Diário)

Nos encontros político-administrativos entre prefeito e vereadores, não faltou, claro, a bancada do Progressistas, que tem definida a pré-candidatura ao Executivo do atual vice, Sérgio Cechin. Cida Brizola e Vanderlei Araújo compareceram. Ausência notada foi a de João Ricardo Vargas (foto), eleito pelo PSDB e que assumiu o PP no final de março. Ele explicou que já tinha marcado outro compromisso. 

LEGADO 
O leitor notou que, nos últimos dois meses, foram vários anúncios feitos, de deputados que enviaram recursos para Santa Maria, por conta de emendas parlamentares ao orçamento? Pooois é. Talvez esse seja um dos legados políticos oriundos do senhor coronga: ninguém precisou viajar a Brasília (com diárias e outros custos) para garantir essas verbas que, por sinal, invariavelmente, passaram por vereadores. 

TEMPO PERDIDO 
O edil Alexandre Vargas, do Republicanos, usou a tribuna (claro, com olhos postos nas câmeras da TV Câmara) na sessão de terça-feira, 26, para longo discurso. Pena que, em vez de exercer quaisquer das prerrogativas do mandato parlamentar, entre elas fiscalizar atos do executivo, preferiu tecer apenas críticas ao comportamento da mídia. Perdeu tempo precioso. E falou apenas aos seus. 

PARA FECHAR! 
Sem desqualificar (afinal, sempre é possível crer nas boas intenções), não se é dado o direito de virar ingênuo e, sim, desconfiar sempre de denúncias de erros administrativos ou mesmo supostos escândalos existentes há um tempão e lembrados justamente na antevéspera da campanha eleitoral. Há caso em Santa Maria, mas a nota se refere ao que ocorre aqui, ali e alhures, como se bem sabe.


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