claudemir pereira

Harrisson, presidente do MDB? E por que não? Ele também não descarta 2024

Colunista apresenta os planos do ex-secretário de saúde

Claudemir Pereira


Foto: Gabriel Haesbaert (Arquivo/Diário)

A política não para, como se sabe. E, embora sem mandato, após abdicar da candidatura a vereador para ser vice do pepista Sergio Cechin, Francisco Harrisson, do MDB, continua a militar e até avalia colocar seu nome para presidir o partido. Aqui, em respostas exclusivas ao colunista, ele explica seus próximos passos. Inclusive que não concorrerá em 2022, quando apoiará a reeleição de Beto Fantinel. Já em 2024... Confira o que ele diz, a seguir:

Claudemir Pereira - O senhor foi a surpresa de 2016, desconhecido do grande público (e da mídia), ao se eleger vereador. Em sequência, foi candidato a deputado federal e a vice-prefeito. Pretende concorrer em 2022 e/ou 2024?

Francisco Harrisson - Em 2022, meu compromisso é com Santa Maria, em eleger um deputado estadual nosso, para defender temas de interesse da região, ajudando, assim, na tão esperada recuperação econômica. Deste modo, meu compromisso é com nosso hoje deputado Beto Fantinel. Quanto a 2024, posso assegurar que, em quatro anos, muita coisa muda, novas lideranças surgirão, e estou sempre pronto para novos desafios.

CP - O MDB é o partido a que está filiado e onde tem seus "padrinhos" para a entrada na política. Imagina participar, agora sem mandato, como dirigente?

Harrisson - Recebi o convite de alguns que me consideram muito e nutrem grande respeito e carinho pela nossa luta em 2020. Esses consideram que um partidário que se dispõe a concorrer a prefeito e, depois, abre mão para ser vice com outro partido, merece ser presidente da sigla. Afirmam que quem ouve o partido será ouvido por ele e que precisa ser presidente para manter o MDB unido. Estou avaliando, e temos mais alguns meses para definir se é isso que o partido e minha família querem.

CP - Na sua, até aqui, curta carreira política, o senhor também foi secretário de Saúde. Do ponto de vista de quem está hoje fora, como avalia a atuação do poder público em relação à pandemia?

Harrisson - O poder público está sofrendo com a irresponsabilidade de alguns que se aglomeram em festas clandestinas, mas errou ao definir ponto facultativo, por exemplo, no Carnaval, o que facilitou aglomerações nos balneários e nas praias. Melhorar a fiscalização nos supermercados e distribuidoras de bebidas e proibir o consumo de bebidas nas ruas, acredito que sejam medidas eficazes para quando o governo do Estado melhorar nossa bandeira.

É muito ruim medidas punitivas. Mas, infelizmente, a irresponsabilidade de alguns infecta muita gente e sobrecarrega nossos hospitais. Por outro lado, sabemos que a lentidão para a vacinação pode ser uma técnica para não deixar faltar vacina e mascarar a necessidade do município em comprar (promessa de campanha do atual prefeito). Gostaria de ver as vacinas nos postos durante todo o dia em todas as salas de vacinação. Hoje, não vejo isso.

A responsabilidade do município é comprar as vacinas, já que foi promessa de campanha, além de vacinar de forma organizada e otimizada para evitar grandes filas e aglomerações. O único caminho é a vacinação rápida para evitar o surgimento de novas variantes do vírus e impedir o colapso da saúde, que, hoje, está muito próximo. Não estamos vacinando em feriados, sábados e domingos, comemoramos duas horas de testes em Camobi e, à noite, temos os postos de saúde fechados. Está comprovado que, para esvaziar os PAs, temos que vacinar rápido. A medicina preventiva tem que ser maior que a curativa.

Vai-e-vem na ex-sigla do presidente

Se é situação ruim ou boa, quem pode avaliar são os 418 filiados, conforme os números de fevereiro, disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral. Mas o fato é que, nos últimos dois anos, não faltou vai-e-vem na seção santa-mariense do Partido Social Liberal (PSL), a agremiação a qual estava filiado o então candidato, depois eleito, Jair Bolsonaro, presidente da República.

Agora, quem está no comando, nomeada pela direção estadual da sigla, é Ana Neri Knupp, que concorreu à vereança e substitui Edmar Mendonça. Aparentemente, os novos dirigentes estão alinhados com o edil Tony Oliveira, ele próprio alvo, por conta dos dirigentes anteriores, de processo ético interno. Ambos, Oliveira e Ana Neri, por sinal, apoiaram a candidatura de Sergio Cechin, do PP. Isso embora o vice de Jorge Pozzobom, Rodrigo Décimo (ainda) é filiado à agremiação.

Ah, além de Ana Neri, compõem a direção do momento do PSL/SM os militantes Francisco Pereira, Valdir Nascimento, Arnildo Kirchoff, Vanessa Mincolla e Miguel Chaves.

O nome tucano e a fúria legislativa

O NOME - Parece cada vez mais claro que o PSDB santa-mariense aposta muito em Givago Ribeiro (foto), novato vereador eleito em novembro e que já desponta como revelação (e fidelidade ao governo) na Câmara. A ponto de se tornar favorito, hoje, para ser o candidato do tucanato à Assembleia Legislativa, no próximo ano.

As chances dele até existem. Mas, supondo que queira concorrer, só se os partidários assumirem meeeesmo a candidatura, e não, como em 2018, quanto o João Chaves foi posto a concorrer e faltou, digamos, entusiasmo da militância.

MARATONA - Pelo comportamento observado nesses primeiros dois meses e pouco de mandato, há vereadores tomados de uma espécie de "fúria legislativa", sobrando fôlego e vontade.

Talvez fosse o caso de dizer, com o escudo da história à mostra, que a legislatura é maratona e não uma prova de 100 metros rasos. Pode faltar "gás" logo no terceiro ou quarto quilômetro. Como se sabe, a prova mais nobre do atletismo tem 42,195 km.

LUNETA

ESSENCIAL

Do ponto de vista legal, a depender da vontade de vários vereadores de Santa Maria com seus projetos a tramitar em regime de urgência no parlamento municipal, pouca coisa na vida cotidiana de homens e animais foge do epíteto de essencialidade. O fato de colidirem com interpretação recente e cristalizada do Supremo Tribunal Federal, aparentemente, virou mero detalhe.

ESSENCIAL

Se os parlamentares não são néscios (e não são, meeesmo) o que explica que, ainda assim, mantenham suas propostas e discursem bravamente em defesa delas? Simples: têm (até que a realidade se imponha e, com ela, a frustração) o aplauso de quem os apoia hoje e, sobretudo, imaginam estar desgastando o governo ao qual se opõem. Se acham isso produtivo, nada há a fazer.

BURMANN

Em conversa virtual com a coluna, o reitor da UFSM, Paulo Burmann , deixou implicitamente claro que seu nome será, sim, posto no tabuleiro político. E que não se furtará a discutir a participação em eleições. Filiado ao PDT, o professor é visto, entre observadores, como uma (e talvez única) competitiva novidade pelo lado canhoto para concorrer a prefeito, por exemplo. Se bem que tem outra eleição antes. Então...

ELE NÃO É

Francisco Harrisson aproveitou papo com a coluna (leia texto de abertura) para fazer um esclarecimento: desde que deixou a Secretaria de Saúde, há mais de ano, não integra o Conselho Municipal de Saúde. Diferentemente do colocado em nota distribuída há alguns dias pela entidade, em que o CMS apoiou ações dos governos estadual e municipal. Não entrou no mérito. Mas deixou claro não ter participado de nada.

PARA FECHAR!

Espantoso. Há poucas palavras melhores para o fato de, só após dois meses e meio, o governo ter um líder para chamar de seu, no Legislativo da comuna. Tudo se resolveu nesta sexta. E nem chega a estranhar o fato de não ser tucano, mas do cooptado Alexandre Vargas, do Republicanos. Aliás, a oposição não é diferente. Apenas nesta semana anunciou Pablo Pacheco (PP), como líder. Mas não seria assim tão pacífica a situação. Pooois é.


fale conosco

redação
[email protected]
(55) 3213-7100
(55) 99136-2472
(WhatsApp)
Endereço
Faixa Nova de Camobi, 4.975, Bairro Camobi, CEP 97105-030, Santa Maria - RS

redes sociais
facebook
instagram
twitter
youtube

 


para assinar
(55) 3213-7272
diariosm.com.br/assinaturas

central do assinante
(55) 3213-7272
(55) 99139-5223
(WhatsApp, apenas falhas de entrega)
[email protected]
[email protected]
chat

para anunciar
(55) 3213-7187
(55) 3213-7190