claudemir pereira

Dentro de um ano, a maior parte deles estará na urna. Veja a lista!

Colunista lista prováveis nomes à corrida por votos nas próximas eleições

Daqui a exato um ano, brasileiros irão às urnas para eleger presidente e governadores (com os vices), 27 senadores (um terço do total) e 513 deputados federais - além de centenas de futuros integrantes das Assembleias estaduais.

Assim é que, até para marcar essa data cheia, a coluna resolveu listar um punhado de candidatos já citados, no Rio Grande, a governador, senador e deputados (nesse caso, só de Santa Maria). É claro que não se trata, nem poderia, neste momento, de relação fechada.

Por duas razões é impossível garantir. Uma, a imprevisibilidade e a dinâmica políticas, que fazem e desfazem acordos enquanto houver prazo. Outra é o calendário: as convenções oficializadoras serão apenas em julho do próximo ano.

Dito isto, você confere aqueles santa-marienses que já estão postos e deverão (ou não) concorrer em 2022. Há quatro que, se nada ocorrer de diferente até lá, concorrerão a novo mandato.

É o caso de Paulo Pimenta. O petista, muito falado como concorrente ao Senado, disse ao repórter que é só especulação. Assim, deverá buscar o sexto mandato consecutivo como deputado federal.

É a situação também dos atuais deputados estaduais que irão atrás de novo período. São eles: Giuseppe Riesgo (Novo), Roberto Fantinel (MDB) - que virou deputado em exercício em fevereiro deste ano - e Valdeci Oliveira (PT).

Além desse contingente, os partidos aparentam, diferentemente de outros pleitos, estar caprichando e apostando meeeesmo nos nomes que apresentarão, especialmente para a Assembleia.

Atenção - Os listados a seguir estão sujeitos às questões internas de cada partido. O PSDB, por exemplo, tem dois, mas só um concorrerá. Sem falar de outros, hoje desconhecidos. Dito isto, confira quem poderá estar na urna visando ao Parlamento gaúcho em 2022. Ah, alguns se repetirão na lista para a Câmara dos Deputados e a decisão será partidária.

Para a Assembleia - São eles: Giuseppe Riesgo (Novo), Roberto Fantinel (MDB), Valdeci Oliveira (PT), Marcelo Bisogno (PDT), Maria Rita Py Dutra (PC do B), Werner Rempel (PCdoB), Ewerton Falk (DEM), Manoel Badke (DEM), Carla Kowalski (Cidadania), Marion Mortari (PSD), Admar Pozzobom (PSDB), Givago Ribeiro (PSDB), Fabiano Pereira (PSB), Paulo Ricardo Pedroso (PSB), João Ricardo Vargas (PP), Roberta Leitão (PP), Alice Carvalho (PSol), Jader Maretoli (PSL), Tony Oliveira (PSL). Aqui se mantiveram as siglas DEM e PSL, que deverão se unir, com consequências ainda imprevisíveis.

Para deputado federal - A lista é menor, inclusive porque são candidaturas que precisam ter estrutura maior, quase estadual. Estão nela: Paulo Pimenta (PT), Paulo Burmann (PDT), Werner Rempel (PC do B), Maria Rita Py Dutra (PCdoB), Manoel Badke (DEM), Ewerton Falk (DEM), Francisco Harrisson (MDB).

Sim, outros nomes surgirão. Por isso, o melhor a fazer é aguardar.

Sem candidato à reeleição, uma disputa diferente para o Piratini

A grande diferença no pleito para o governo gaúcho, em 2022, é a inexistência da candidatura à reeleição. Sim, diferentemente de sempre, desde a redemocratização, o atual já disse, "redisse" e "polidisse" que não concorre ao mesmo cargo. Então, a Eduardo Leite sobram três possibilidades: a candidatura (que pleiteia no PSDB) a presidente da República, a disputa da vaga ao Senado (sobre a qual não fala) ou mesmo o afastamento eleitoral.

Como, porém, não há vácuo em política, os partidos se animam num pleito que, talvez, só tenha novidades. Claro que há quem possa estar na briga mais uma vez, mas exceção feita a um nome, José Ivo Sartori (que, por ora, não admite concorrer a nada), ninguém já esteve lá.

Quem mais tem gente na lista é justamente o MDB do ex-governador. Além dele, pelo menos dois se dispõem. Um é o presidente estadual, deputado federal Alceu Moreira. Outro é dirigente máximo da Assembleia, Gabriel Souza. Os três correm pelo centro político e há quem veja possível uma aliança, veja só, com o PSDB. O partido de Leite, porém, apresenta o atual vice, Ranolfo Vieira Jr, recém-chegado à sigla, oriundo do PTB.

E quem são os outros possíveis (prováveis?) concorrentes?

Pela direita, em disputa por enquanto fraticida e talvez sem acordo, o ministro Onyx Lorenzoni (por ora no DEM) e o senador Luis Carlos Heinze (PP). Também é citado, se o Novo for à lida, o deputado federal Marcel van Hatten.

E pelo centro-esquerda-esquerda, despontam Beto Albuquerque (PSB), Edegar Pretto (PT), Romildo Bolzan (PDT), a reticente, segundo se diz, Manuela D'Ávila (PC do B) e Jurandir Silva (PSol).

Balaio de graúdos na briga pela vaga de Lasier. Inclusive o próprio

Não é impossível que nomes da lista inicial para o governo acabem candidatos ao Senado. Depende das negociações, que podem inclusive envolver a disputa ao Planalto.

Dito isto, o escriba tem dito estar bastante empolgado com a briga pela única vaga gaúcha disponível. Grupo significativo de estrelas se prepara. Tudo gente graúda. E até quem, embora veterano, nunca disputou a chamada Câmara Alta. Inclusive, diz-se, e é o primeiro aqui citado, Eduardo Leite, se não vitoriar-se na prévia tucana à presidência.

Além dele, outros dois governadores estão na lista, os emedebistas (só um, claro, poderá concorrer) José Ivo Sartori e Germano Rigotto. Consta que um "cristão novo", o ex-reitor da UFPel, Pedro Hallal, também se apresenta. Hoje sem filiação, irá por sigla de centro-esquerda (PSol, PT, PC do B, PSB ou PDT).

Os petistas Miguel Rossetto e Paulo Pimenta (que garante ser apenas especulação) também são citados. E, pelo lado destro da política gaúcha despontam Ana Amélia Lemos (PP) e Hamilton Mourão (PRTB). O vice-presidente também é lembrado para concorrer no Rio de Janeiro.

Não, o colunista não esqueceu. Todos os listados vão em busca da vaga hoje de Lasier Martins (do Podemos, que se elegeu pelo PDT). Ele quer manter o mandato. E não vai facilitar para ninguém, por certo.

LUNETA

ALÍVIO

Decisão do Congresso, nesta semana, de derrubar veto à criação das federações partidárias, trouxe alento a várias siglas, que temiam (e ainda temem) não superar a cláusula de barreira em 2022 e terem sua ação muito limitada. Um aliviado é o PC do B, inclusive em Santa Maria, que agora buscará compor com outro partido, para casamento político de no mínimo quatro anos. PT e PSB são os noivos mais cotados.

FRENTE AMPLA

Pela primeira vez, desde que as manifestações começaram, partidos com interesses eleitorais diversos, do arco centro-canhoto gaúcho (ou nem tanto), se unem em atos contra o presidente da República. Nesta semana, reunião no PSB selou a "frente ampla" pelo impeachment de Bolsonaro. Além do anfitrião, estiveram no encontro representantes das agremiações Cidadania, PCdoB, PDT, PT, PSol e Rede.

UNIÃO BRASIL

O que chegou a ser tido como improvável, hoje já é dado como certo. Vem aí o União Brasil (nome provisório), que usará o número 44 e fundirá o DEM com o PSL. Agora é que a coisa pega. Ideologia ok, ambos são direitistas assumidos. Mas há situações pontuais. Em Santa Maria, por exemplo, as siglas não se bicam. Como será? O escriba desconfia que o DEM mandará e o PSL obedecerá. Ou buscará outro rumo. E ponto.

SOCIALISTAS

O pré-candidato ao governo do Estado, Beto Albuquerque, é a grande estrela do Congresso Municipal do PSB/SM, na manhã deste sábado, na Câmara. O encontro deverá confirmar mais um período na presidência local para Fabiano Pereira. Dúvida claudemiriana é se Paulo Ricardo Pedroso confirmará, no evento, sua disposição de concorrer a deputado estadual pelo partido, no próximo ano.

PARA FECHAR!

Se aproxima o dia em que Jair Bolsonaro terá de escolher um partido para filiar-se e, assim, estar habilitado a concorrer para novo mandato presidencial. Tem-se como certo que são quatro as opções em estudo: PP, Republicanos, PL e PTB, em ordem de possibilidades. Qualquer que seja a decisão, ninguém duvida, haverá repercussões (perdas e ganhos) tanto em nível local quanto estadual.


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