claudemir pereira

Creia: eles já pensam em 2024. Confira a lista de possíveis nomes para a prefeitura

Colunista Claudemir Pereira fala sobre os bastidores políticos para os próximos anos

É verdade que há uma eleição antes. No caso, em dois anos, quando serão escolhidos deputados estaduais e federais, senador, governador e presidente da República. Mas, para quem faz política na comuna, ela também serve para balizar o que acontecerá dois anos após, em 2024. 

Reforma administrativa pretende tornar prefeitura mais ágil

Sim, candidatos a deputado são sempre potenciais concorrentes à prefeitura. E, acredite, há muitos que pensam estrategicamente. E para esses, 2022 é mera etapa para chegar, outra vez, à disputa municipal.

Dito isto, os bastidores políticos já jogam, creia, com nomes que estarão na urna eletrônica em 2024. E circulam no interior (e adjacências) das siglas. A seguir, você tem um resumo do que estão debatendo. Se confirmará? Afirmar isso já seria demais. Acompanhe, de todo modo, o que se diz nas agremiações, hoje: 

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PSDB
Há quem arrisque que Givago Ribeiro possa concorrer à Assembleia e virar concorrente em 2024. Mas a aposta mais segura seria o vice, Rodrigo Decimo, que teria, lá adiante, de deixar o PSL, sua atual sigla. 

PP
Se Sergio Cechin concorrer a deputado, pode se tornar ficha "um" também em 2024. Mas há quem sonhe (e trabalha por isso) em conquistar Evandro Behr, que concorreu, no último ano, pelo Cidadania e deve disputar vaga na Assembleia. 

MDB
Francisco Harrisson, agora na planície, após concorrer a vice e não a vereador, é citado. Mas apostas são feitas em torno de Roberto Fantinel (que deve assumir a Assembleia em fevereiro) e Tubias Calil, que voltou à Câmara. 

PT
Ainda há impasses jurídicos, mas Valdeci Oliveira seria o único nome (hoje) consensual no partido. Do contrário, pode haver disputa. E Luciano Guerra (agora sem mandato) e Ricardo Blattes emergem nas discussões.

Novo
Dois nomes. Um é Giuseppe Riesgo, que deve concorrer à reeleição a deputado. O outro é o híbrido Pablo Pacheco, novista filiado ao PP e atual edil. Ele terá a janela de março de 2024 para deixar o partido sem perder o mandato e concorrer pelo Novo. Então... 

PSB
A menos que parta para uma aventura com um dos vereadores eleitos, a sigla só tem um nome disponível. No caso, seu presidente, Fabiano Pereira. 

PDT
Além do líder local, Marcelo Bisogno, o partido conta com o futuro ex-reitor da UFSM, Paulo Burmann. Mas, como na maioria das siglas, dependerá de 2022.

PCdoB
Os mesmos nomes postos para 2022 são lembrados para dois anos depois: o atual vereador Werner Rempel e a suplente Maria Rita Py Dutra. 

Republicanos
Há quem diga ter se esgotado a cota de Jader Maretoli. Que pode concorrer a deputado e mudar isso. Mas, no momento, só se fala em Alexandre Vargas e Getúlio de Vargas. 

PS. Os outros partidos da cidade podem até apresentar candidato. Mas, hoje, ninguém acredita nisso. Logo...

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VEREADORES, EXTINÇÃO DAS COTAS E AUMENTO DE EMENDAS IMPOSITIVAS 
Até a noite desta sexta-feira, as adesões podem ter aumentado. No entanto, o certo é que, incluídos alguns que vêm da Legislatura anterior, um punhado bem grande de vereadores já abriu mão de várias (senão todas) cotas de benefícios adicionais. 

Entre os que aderiram estão Admar Pozzobom (PSDB), Alexandre Vargas (Republicanos), Danclar Rossato (PSB), Getúlio de Vargas (Republicanos), Givago Ribeiro (PSDB), João Ricardo Vargas (PP), Juliano Soares/ Juba (PSDB), Luci Duartes/Tia da Moto (PDT), Marina Callegaro (PT), Pablo Pacheco (PP), Paulo Ricardo Pedroso (PSB), Roberta Leitão (PP), Rudinei Rodrigues/ Rudys (MDB), Tony Oliveira (PSL), Tubias Calil (MDB), Valdir Oliveira (PT) e Werner Rempel (PC do B).

Essa adesão maciça é o mote para duas propostas. Num memorando, Valdir Oliveira (PT) propõe simplesmente acabar com o benefício relativo a selos (167), telefone (R$ 550) e combustível (200 litros). Isso significaria economia bastante razoável. Num cálculo rápido, perto de R$ 40 mil mensais. Ou próximo aos R$ 500 mil anuais. Em outra, por meio de um projeto de lei, o recém-chegado Danclar Rossato (PSB) faz uma troca. O troco economizado seria transferido para as emendas impositivas. O que daria a cada edil o direito de mandar em mais R$ 20 mil no orçamento do ano seguinte. 

Do ponto de vista do contribuinte, é óbvio que o melhor é acabar com as cotas. A outra ideia significa apenas transferir  mais recursos para garantir política eleitoreira dos edis, que atenderão seus nichos e o restante que se dane.

Claro, isso tudo no plano teórico. Mas não deixa de ser interessante: nas campanhas, há queixa generalizada em relação às vantagens de quem já está lá (o que inclui a tal emenda impositiva). Quando se assume, a postura é exatamente a mesma. 

Só para relembrar o dito popular: Deus tá vendo!

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AS PEDRAS SE MOVEM NA SUCESSÃO DO REITOR PAULO BURMANN, NA UFSM
Não há ainda qualquer decisão, na UFSM, sobre como será a "Consulta à Comunidade Universitária". Nem mesmo data, embora imagine-se que deva ser em junho, no máximo, início de julho. Ou até como irão garantir que o escolhido, após indicado, seja de fato nomeado pelo presidente da República. No Rio Grande, há dois exemplos recentes de desrespeito à posição das comunidades, nos casos da UFRGS e da UFPel.

Isso tudo não significa, muito pelo contrário, que inexista movimentação visando à sucessão do atual reitor, Paulo Burmann, que deixa o cargo após dois mandatos.

Aliás, noves fora pandemia e atividades remotas, há, sim, grande agitação nos campi de Camobi (sobretudo), Cachoeira do Sul, Frederico Westphalen e Palmeira das Missões. Há consenso, mesmo, que algumas decisões recentes têm tudo a ver com a sucessão. 

No lado da, digamos, "situação", anuncia-se a mudança da chefia do Gabinete do Reitor, que passaria a ser ocupada por Martha Adaime, a pró-reitora de Graduação. No lugar dela entra o vice, Jerônimo Tybusch.

Há quem diga que essa mudança (e outras a caminho) visam a sedimentar a candidatura do atual vice, Luciano Schuch, conquistando apoios em alas mais conservadoras.

Pode ser, pode não ser. O futuro próximo dirá. Inclusive porque, no lindo campus de Camobi, começa a se consolidar a candidatura de Mauri Lobler, atual diretor do Centro de Ciências Sociais e Humanas. Que teria o apoio de figuras tão díspares quanto o ex-reitor Felipe Muller e o professor (do Centro de Ciências Rurais) Manoel Badke. Será? 

Certo, certo meeeesmo, é que as pedras se movem. E como se movem.

VÍDEO: 17 vereadores de Santa Maria abrem mão de cotas parlamentares

LUNETA

EXPECTATIVA
Não chega a haver tensão. Ou isso acontece talvez, mas em setores bem específicos. No entanto, ninguém esconde, nos bastidores, a expectativa em relação à reforma administrativa a ser anunciada por Jorge Pozzobom (PSDB). Como isso só acontecerá apenas em fevereiro, ainda há tempo para nervosismo. Aliás, há quem aposte mais em mudança de processos do que em nomes. A conferir. 

E A MARTA?
Em entrevista ao Diário, a ex-vereadora Marta Zanella confirmou sua saída do MDB, depois de não ter mais concorrido à Câmara. No "Sala de Debate" da última segunda, ela também disse não concorrer "ao Legislativo". Mmmm... O que isso significa? Que pode concorrer a cargo no Executivo? E, em caso positivo, por qual partido? Questões que os próximos anos responderão. 

AGILIDADE
Não demorou uma semana, e os edis já preencheram o número máximo de frentes parlamentares, conforme o Regimento da Câmara. Os temas são os mais variados, do esporte ao empreendedorismo, passando por segurança pública e defesa dos animais, por exemplo. Os rapidinhos, no caso, foram Admar Pozzobom (2), Roberta Leitão (2), Adelar Vargas, Getúlio de Vargas, Paulo Roberto Pedroso, Danclar Rossato, Marina Callegaro e Givago Ribeiro. 

NOMEADO
Definitivamente, ao relento não ficou o radialista, e agora ex-vereador, Luciano Zanini Guerra, que concorreu sem êxito à prefeitura, pelo PT. Guerra foi nomeado Assessor VI (D/A), padrão CCPL-10, na Assembleia Legislativa. Ele fará parte da assessoria parlamentar do deputado Valdeci Oliveira, atuando em Santa Maria. O salário bruto alcança R$ 7.770. Ah, ele entrou no lugar de Tiago Gonçalves Aires.

PARA FECHAR! 
Hoje, inclusive pelo tal "clamor popular", cada vez mais vereadores comunicam decisão de não utilizar cotas disponíveis ao exercício de mandato. Mas, até por uma questão de justiça, não custa nada recordar do pioneiro. Sim, desde a campanha de 2016, Juliano Soares, do PSDB, anunciava sua decisão de não utilizar, por exemplo, a cota de telefone. E cumpriu.


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