claudemir pereira

Burmann decide futuro eleitoral até fevereiro. Base será educação

Atual reitor da UFSM deixa o cargo em dezembro e não descarta vida política

Que Paulo Burmann exerce protagonismo não se duvida. Ninguém é "impunemente" reitor da UFSM por oito anos - o mandato se encerra em 23 de dezembro. Há um conjunto de elementos que o tornam personagem importante.

Mas, aqui, vai-se um tanto além. Afinal, histórico militante do PDT, coisa de quase quatro décadas, é crível que se imagine - e esta coluna enfatiza isso há algum tempo - a possibilidade de ingresso em disputas eleitorais, inclusive a do próximo ano.

Vai daí que este espaço fez uma pergunta ao ainda reitor. E, pela resposta, chega-se a a algumas conclusões. Inclusive a de que é provável que a urna eletrônica de 2022 contenha o nome dele, quase certamente (é a apuração do repórter) disputante de vaga na Câmara dos Deputados.

Alguma dúvida? Pois a tire, lendo a pergunta feita pela coluna e, na sequência, a longa mas elucidativa resposta de Burmann. Acompanhe:

Claudemir Pereira - O senhor já tem participado, em vários lugares do Estado, de reuniões do PDT, inclusive na área de formação. É possível dizer que é preparação para o "pós-Reitoria"? Já tem planos definidos para o pleito de 2022 e/ou 2024?

Paulo Burmann - Se tem algo que me orgulha é minha sinceridade no trato das coisas. Quando perguntado, nunca escondi de ninguém que sou filiado ao PDT, desde 1982. O PDT tem como base de sua ideologia a educação. Tenho, sim, participado de vários encontros em todo Estado, nos finais de semana, em eventos onde discorro sobre como a educação pode proporcionar às pessoas melhores condições de vida. Educação é estratégica para a diminuição das desigualdades sociais. Educação cidadã e transformadora - nisso eu acredito.

Sempre atuei politicamente - atuação política é estar de frente para a solução de problemas, particularmente aqueles que envolvem todo o tipo de injustiça. A participação na vida pública acadêmica e política é ferramenta humanizada de solidariedade. Minha vida pós mandato continuará neste rumo, apesar de poder me aposentar.

Meu ingresso na UFSM foi motivado por este sentimento de servir ao público. Aos 63 anos, tenho fôlego, entusiasmo e determinação para continuar trabalhando. Ainda não me vejo de pijamas e reservando num armário o conhecimento, a vivência e a experiência que a vida pública na UFSM me proporcionou. Esta zona de conforto não me atrai e não faz parte de minha história.

Várias vezes, fui chamado pelo PDT para contribuir nos debates e teses do partido. A partir de 23 de dezembro, estarei disponível, com mais tempo e atenção para um tema que me é muito caro. Acredito que o caminho que buscamos como comunidade é o fortalecimento da educação em todos os níveis. Se isto vai resultar em alguma candidatura, só o tempo dirá e depende de um pacto de confiança com a população que pensa a educação como a saída deste dramático enredo em que vivemos. Devo definir isso em fevereiro. Estou conversando com vários atores da sociedade sobre essa possibilidade.

Chance nula da dobradinha Pozzobom's. E o MDB

OS DOIS, NÃO. É nula a chance de Admar Pozzobom e Jorge Pozzobom formarem uma dupla tucana santa-mariense no pleito de 2022, com o primeiro concorrendo à Assembleia Legislativa, e o segundo, à Câmara dos Deputados.

Inexiste impedimento legal. Trata-se só de inviabilidade política, pois haveria grande dificuldade de formação de dobradinhas pelo Estado, especialmente para Jorge, que precisará inevitavelmente (se concorrer - no que este escriba descrê) ter parcerias diversas e não apenas com o irmão.

Resumo da ópera e para simplificar: Admar Pozzobom (foto) será candidato se o irmão não for. A outra opção, que já teria sido a primeira, é Givago Ribeiro, que poderia compor sem problemas com Jorge.

ANTES DA FOLIA. O que já se admitia fortemente nos bastidores está a se confirmar. Não mais o anúncio do pré-candidato ao Piratini, mas somente (o que, aliás, não é tão pouco) a divulgação do Plano de Governo. É o que ocorre em Porto Alegre daqui a uma semana, no derradeiro encontro regional do MDB.

Ao longo desta semana, bateu-se o martelo: se José Ivo Sartori não concorrer (o que é o mais provável), o partido fará uma prévia lá pelo final de fevereiro, imediatamente antes do carnaval.

Atenção: se isso de fato acontecer, pelo menos três candidatos podem aparecer: Alceu Moreira (ou Gabriel Souza, se o deputado não concorrer), Roberto Argenta e José Pedro Cairoli. Ninguém acredita num quarto nome.

Eduardo Leite votou nas prévias dominicais. Ele e poucos mais

Até o momento em que esta coluna era fechada, ainda não havia, oficialmente, qualquer definição acerca do futuro das prévias que escolherão o candidato do PSDB à presidência no próximo ano.

Ainda assim, algumas conclusões já são tiradas, a partir do forrobodó criado ainda no domingo passado, quando deu tilt no aplicativo eleitoral tucano e dos desaforos (não há outra palavra melhor para definir) trocados pelos graúdos do partido, a começar pelos próprios candidatos internos, João Dória, Arthur Virgílio Neto e Eduardo Leite.

Uma delas é a desmoralização do processo das prévias diante de vários agrupamentos da sigla e, sobretudo, entre os agentes externos. Há quem veja, até, irreparável prejuízo na articulação eleitoral, independente de quem seja o vencedor, ao final dessa inglória situação. Sem falar no provavelmente irremediável desarranjo intestino, gerando muita dificuldade para imaginar uma unidade no PSDB.

A outra tem a ver com o cacife a ser apresentado para eventuais negociações de aliança. Com o fiasco das prévias, qual a roupa a ser usada pelo tucanato à mesa de negociação com outras siglas, seja para "vender" o nome do vitorioso para liderar um conglomerado ou, mesmo, para compor como vice?

Ok, ok, ok. A ideia tucana é (ou era) protagonizar uma chapa. Mas, do jeito que ficou, talvez seja só o que sobrou. Para o bem ou...

LUNETA

MALA E CUIA

Enfim, Jair Bolsonaro engordará mesmo as hostes do Partido Liberal. Confirmada a filiação, já na terça-feira, foi um "ufa" geral entre os demistas e pesselistas que não queriam saber do União Brasil - fruto da fusão do PSL com o DEM - e já tinham se decidido e ir, de maia e cuia, no rumo do PL. Em Santa Maria, mesmo, a maior parte dos demistas vai para o novo partido presidencial.

AGENDA DE...

De certa maneira, como a coluna antecipou semana passada, a vinda, nesta quinta-feira, de Onyx Lorenzoni, ministro do Trabalho e o mais graúdo entre os graúdos do DEM gaúcho, serviria para chancelar a adesão em massa dos seus correligionários daqui no PL, inclusive o único vereador da sigla, Manoel Badke. Mas foi mais que isso: pela agenda cumprida, viu-se a pavimentação de uma pretensão eleitoral.

....CANDIDATO

Lorenzoni deu entrevistas, teve reunião fechada com empresários, fez palestra e almoçou com autoridades. Enfim, teve roteiro ministerial sim, mas sobretudo de pré-candidato ao Palácio Piratini. Do lado destro, há quem tenha festejado o resultado da visita, "muito melhor" que o do adversário do mesmo campo político, Luis Carlos Heinze, do Progressistas, na semana passada. Será, mesmo?

REITORIA

Pelo histórico, não há razão para nervosismo entre quem espera a nomeação de Luciano Schuch para a reitoria da UFSM. A lembrança foi do militante Patric Luderitz. O escriba pesquisou e confirmou: Paulo Burmann, o reitor atual, foi nomeado para o primeiro mandato em 19 de dezembro de 2013 (três dias antes da posse). Já no segundo, a nomeação veio em 29 de dezembro de 2017, cinco dias antes. Então...

PARA FECHAR

Fica cada vez mais claro que a privatização da Corsan, permitida legalmente e aprovada pela Assembleia, não será exatamente a via expressa imaginada pelo Palácio Piratini. Mesmo nas comunas cujos prefeitos estão politicamente alinhados, contratos em vigor têm garantias das quais é difícil abrir mão, pelo grande risco de trocar o certo pelo duvidoso. Santa Maria é o exemplo mais evidente. E ponto.



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