claudemir pereira

Arranjo PSDB/MDB para 2022 e suas dificuldades, inclusive em Santa Maria

Colunista fala sobre as alianças para as próximas eleições


Foto: Wander Schlottfeldt (Diário)

Com um nítido ataque de ciumeira, flagrado sobretudo em setores históricos do MDB gaúcho, que cada vez têm menos influência nas decisões partidárias, os articuladores da aliança tucano-emedebista para 2022 se recolheram. Deram tempo para que o gritedo (legítimo, a unanimidade reconhece) reflua e todos possam sentar-se e passem ao debate racional.

Relembre-se: trata-se de articulação iniciada pelo governador Eduardo Leite, do PSDB, que já decidiu não concorrer à reeleição, mas continuará fazendo política, candidatando-se quem sabe ao Palácio do Planalto ou a nada. Ou, ainda, como alguém sugeriu esta semana, nos bastidores, à Câmara dos Deputados.

Abrir parêntese: há quem sonhe, no tucanato, para a hipótese de não se viabilizar o nome de Leite para o Planalto, com uma lista de candidatos a deputado federal encabeçada por Eduardo Leite, Nelson Marchezan e Jorge Pozzobom. A prefeita de Pelotas, Marta Mascarenhas, seria a vice na chapa ao Piratini liderada por um emedebista. Fechar parêntese.

De todo modo, deixar de falar (por ora) sobre o problema não o tornará solução. Sim, o dito cujo continuará ali e terá de ser enfrentado em algum momento. Aliás, as hipóteses são colocadas com clareza - desde que não se dê nome de fonte, nem as circunstâncias em que a informação é repassada.

Uma delas, sempre do lado do "problema", que seria o MDB, é mostrar que os históricos continuam a ser relevantes. E, nesse caso, estaria garantida a legenda para que José Ivo Sartori dispute o Senado. Além disso, o nome do candidato a governador é, mesmo, o do presidente do Partido, Alceu Moreira. Havendo dificuldades no meio do caminho, e só nessa circunstância, surge o plano B, o deputado Gabriel Souza, atual presidente da Assembleia Legislativa.

São dificuldades de bom tamanho, ainda. Mas há conversa. E a possibilidade de acordo, resolvidas as questões de mágoas e quetais, e até outras em que o ego é maior que a solução possível, e o caminho estará pavimentado para a projetada aliança. Então, e só então, MDB e PSDB tratariam de questões pontuais e localizadas.

E se chega, desta forma, à boca do monte. Santa Maria é um daqueles locais em que tucanos e emedebistas não se bicam. Ao contrário, percebe-se mesmo, por parte do MDB, uma relativa beligerância.

Perguntando objetivamente: alguém consegue imaginar o vereador Tubias Calil (foto acima, à esq.) e o prefeito Jorge Pozzobom no mesmo palanque? Hoje, ninguém. Mas ninguém mesmo. A eleição, no entanto, que ninguém esqueça, é em 2022. Dificuldades pontuais, as de Santa Maria inclusive, serão resolvidas. Nem que seja no canetaço e no silêncio obsequioso. É o que se diz, embora ninguém saiba se é o que será feito.

Enfim, um time para chamar de seu

Aparentemente, o governo da comuna, já entrado em três meses e pouco, começa a resolver seu óbvio problema de interlocução com a Câmara de Vereadores. Requisitou o trabalho político de dois ex-procuradores do Legislativo, e que também têm respiro político, Lucas Meyne e Leonardo Kortz, para fazer o meio campo.

A dupla, enfim, nos bastidores (esclarecendo edis sobre as propostas do Executivo e aparando arestas técnicas) completaria o trabalho de plenário, este nitidamente político, a ser executado pelo líder Alexandre Vargas (Republicanos, foto à esq.) e pelo vice-líder Givago Ribeiro (PSDB), no embate na tribuna e, eventualmente, nas comissões técnicas.

Vai dar certo? Bueno, só se saberá no andar da carruagem. Certo, porém, é que o Centro Administrativo Municipal resolveu, de fato, se mexer. E, assim, Jorge Pozzobom (com Rodrigo Decimo) pode dizer que tem um time para chamar de seu.

EM TEMPO: afora essa ação, é possível dizer, político-administrativa, também há em curso um outro movimento, este bem mais sensível e muito mais discreto e que o leitor anotará para cobrar daqui a alguns meses.

Qual? Em função da impetuosidade algo exagerada de edis oposicionistas, percebeu-se, com razão, no governismo, que há espaço de convencimento para uma mudança no comando da Câmara. Mas isso é conversa que começa agora e só termina lá pelo mês de dezembro.

Sim, é de política que se está a escrever aqui. E é o que, se percebe no horizonte, o governo se deu conta ser necessário praticar.

Move-se o processo sucessório na UFSM

O assunto com o reitor Paulo Burmann e o vice Luciano Schuch, no início da semana, era a questão orçamentária da UFSM, com a previsão de recuo em torno de 20%. Claro que as entidades participantes da audiência, representantes dos docentes (Sedufsm), dos estudantes (DCE) e dos técnico-administrativos (Atens), se preocuparam com as questões financeiras e, por óbvio, em relação às atividades presenciais por ora suspensas.

Vai daí que, no final do encontro, veio a informação, oriunda de Burmann: nos próximos dias será convocada reunião do Conselho Universitário. A pauta será única: deflagrar o processo para a escolha da lista tríplice a ser enviada ao Ministro da Educação, da qual sai o sucessor do atual reitor. Ah, o certo é que a consulta à comunidade da UFSM será virtual. Como? Não se sabe ainda.

O certo é que, na comparação com sucessões anteriores, desta vez o processo será muito mais rápido. Afinal, até metade do ano tudo deverá estar concluído nas instâncias internas da universidade.

Aliás, há uma preocupação adicional, diante do fato de o presidente da República não ser exatamente muito de respeitar a ordem de votação das comunidades universitárias. Como driblar isso? A rigor, ninguém ainda sabe. Mas vale reproduzir a manifestação de Burmann à assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes. "São ataques diretos à autonomia e à democracia das universidades. É preciso que todos estejamos atentos a isso". Então, tá.

LUNETA

PODEROSAS

É verdade que a prefeitura ainda não deu, até o fechamento desta coluna, maiores informações acerca de quem irá ocupar, afinal, os cargos principais do primeiro escalão, a partir da reforma anunciada no início da semana. Mas nomes que se sabiam fortes continuam no mesmo lugar. Exemplos? A "prefeita da Educação", Lucia Madruga, e a secretária de Cultura, Rose Carneiro. Ambas ficam onde estão.

PODEROSAS II

Quem também ganhou muitos pontos nos últimos meses, inclusive por sua atuação coordenando a Força-Tarefa da fiscalização, é a Controladora Geral Carolina Lisowski. Seguirá na mesma função e com ainda mais atribuições, inclusive incorporando o Procon Municipal. Advogada e professora, Carolina internamente também virou referência na redação dos Decretos que regulamentam aqui os atos estaduais anticovid.

PODEROSOS

Também não há dúvida da continuidade, com cargo ainda indefinido, mas próximo ao gabinete do prefeito, do hoje assessor superior Guilherme Cortez. Mais um que segue, e contou muitos pontos nos tempos pandêmicos, é o outro Guilherme. No caso, o Ribas, da Saúde. Ah, e o jornalista Ramiro Guimarães também entra nessa lista. Vai assumir a recém-criada pasta da Comunicação, igualmente vital no organograma da gestão.

DE CHEGADA

A palavra de importante liderança do PSDB ao colunista ("é uma tendência") confirma o que os bastidores proclamam: a qualquer momento Cida Brizola, ex-vereadora do Progressistas, que deixou o partido (como você já leu aqui) há 10 dias, está mesmo a caminho do tucanato. Não é, porém, a mesma situação de outro ex-edil, Vanderlei Araújo, também ex-PP. O destino dele é o governismo, mas não o PSDB.

PARA FECHAR!

O PP local começa a ficar com cara cada vez mais à direita. Provavelmente é proposital, alinhada aos desejos do grande nome da sigla no Estado, Luiz Carlos Heinze, e a mais chegada ao bolsonarismo. Talvez (taaalvez) seja a explicação para as defecções importantes havidas nos últimos tempos. A mais recente, nesta semana, do secretário geral André Ribeiro.


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