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Adelar Vargas não teme traição e quer (deve) presidir a Câmara

Colunista fala sobre eleições no Legislativo, governo do Estado e mais

Claudemir Pereira

Foto: Lucas Amorelli (arquivo/ Diário)

Considerando o histórico, cravar que uma eleição para a Mesa da Câmara está decidida, cinco dias antes, é arriscado. Ainda assim, o escriba corre o risco: salvo problema de última hora, o ainda emedebista Adelar Vargas presidirá o Legislativo em 2020.

E ele acredita nisso? Não tem medo da "maldição" que faz com que a maioria dos presidentes no último ano de Legislatura não se reeleja? E, aliás, ainda estará no MDB? Bueno, que tal o próprio responder? Seguem os principais trechos de curta entrevista com o edil:

Claudemir Pereira - O senhor era o nome a ser apresentado para presidir a Câmara em 2019. Com a troca de lado de Alemão do Gás, isso não ocorreu. Agora, com a adesão de Luci Duartes, a história muda?
Adelar Vargas - Eu confiei, em 2018, na palavra do Alemão do Gás, que disse, lá na minha casa, que era um homem honrado, que jamais ia voltar atrás, e ele não cumpriu a palavra. A gente tem conversado com a Luci faz tempo, eu e Alexandre Vargas, e noto que é uma vereadora que tem palavra e também se preocupa com o desenvolvimento da cidade. Então, está tudo costurado. Mas eleição é uma incógnita, chega no dia, muitas pessoas oferecem mais, daí... O ser humano é complicado. Pode, a qualquer momento, por questão material, mudar. Mas estou tranquilo. Aprendi ano passado. O que tiver que ser vai ser. 

CP - O senhor não teme a "maldição", segundo a qual a maioria dos presidentes do último ano de Legislatura não se reelege?
Vargas -
O que mais gosto na vida é ter desafios, poder trabalhar para a comunidade. Conheço como tem que fazer, sou formado em gestão pública. Com 10 anos, fui ser engraxate e, com 12, vender rapadura no RU da universidade. Consegui fazer faculdade de Gestão Pública. Então, não é para qualquer um. Tem quem acredita em maldição, mas eu não. Estou preparado para vencer ou perder. Mas, o mais importante é a gente trabalhar para a cidade. Então, com certeza, a maldição não vai me pegar. 

CP - O senhor é o único vereador do MDB que é oposição. Como vê a posição do partido em relação a 2020? Ou o senhor imagina a possibilidade de sair em março, quando pode fazê-lo sem perder o mandato?
Vargas -
Sou favorável à candidatura própria e vou brigar por isso. Acho que somos a maioria. Precisa de mudança, e nós somos a terceira via. O Francisco Harrison é um nome bom, tem a Marta Zanella, que não tem rejeição. Eu ando nas vilas diariamente e cumpro minha meta: faço 18 visitas por dia, e não vejo um dizendo que vai votar no Pozzobom. Então, há a chance de ganhar porque as pessoas querem algo novo. Já mudar de partido, é uma questão... como que vou te dizer... tem possibilidade, até porque, se o MDB não vier com candidatura própria, daí é outra história. Nós temos até março. Tem essa janela aí, da traição, e a gente vai estudar. Até lá, tem muita água para rolar.

Por Sartori, Schirmer bate em Leite
Mais que os deputados ou o ministro do partido, quem defende mesmo José Ivo Sartori, do MDB, é o ex-prefeito de Santa Maria e ex-secretário de Segurança Cezar Schirmer.

Além disso, Schirmer bate em Eduardo Leite, como se viu terça-feira, em postagens no Twitter, sobre críticas do governador a Sartori. Confira duas:

Uma: "O que disse na campanha eleitoral, para ganhar votos, é responsabilidade única e exclusiva do governador @EduardoLeite. Comprometeu-se, não conseguiu cumprir e, agora, tenta imputar ao governo anterior suas próprias culpas. Fazer marketing é diferente de governar."

Outra: "O atual governador precisa assumir suas responsabilidades, olhar para frente, inovar, ser criativo e trabalhar pelo desenvolvimento do nosso Estado. É preciso ter compromisso com a verdade e não escudar-se em narrativas."

E há também o assanhamento demista
No encontro Agenda 25, promovido pelo Democratas Mulher, há uma semana, em Santa Maria, ao menos uma circunstância passou despercebida, até porque tratada só nos bastidores do evento.

O colunista apurou que, afora o óbvio, com a direção estadual do DEM deixando claro que o diretório local tem autonomia para decidir o futuro eleitoral, ressalvadas alianças com a "Esquerda", o partido, por aqui, não está tão decidido assim a se alinhar automaticamente com PSDB e/ou PP, ideologicamente mais próximos.

Há quem observe com atenção o "efeito (Francisco) Harrisson". Não necessariamente para apoiar o eventual candidato do MDB à prefeitura, mas se assanhando o suficiente para embalar possível candidatura própria.

Cá entre nós, é improvável. Mas, impossível? Essa palavra não existe em política. Ah, e um nome citado nos corredores do encontro foi o de Rodrigo Menna Barreto, o secretário municipal de Desenvolvimento Rural. Como candidato a prefeito ou a vice, numa aliança. Será

POR JADER!
Miríade de pequenos partidos em torno de Jader Maretoli, diferente de 2016, quando estava no Solidariedade, é improvável. Agora, no Republicanos, deve juntar pequenas siglas, mas é em cima do próprio nome e partido dele que a campanha será feita. Ah, e o componente religioso, ninguém duvida, deve estar presente. Quanto mais não seja pela indiscutível influência, para não dizer comando, da Igreja Universal sobre o Republicanos. 

O DOTE
Ainda que com poucos militantes mais notórios, e até dividido a partir da saída do guru Jair Bolsonaro, o PSL santa-mariense mantém um ativo pra lá de importante para quem conquistar seu apoio. No caso, o tempo de rádio e TV para a propaganda eleitoral. Afinal, a minutagem é medida pelos deputados federais eleitos em 2018 e não pelo tamanho da bancada federal na hora do pleito. 

O DOTE (2)
Vai daí que rigorosamente todos os partidos do centro para a direita da política santa-mariense - o que quer dizer cerca de uma dúzia de siglas ao menos - começam a cercar os pesselistas. E isso que não se sabe muito bem quem será o interlocutor na hora da onça beber água. Desenhando: quem falará pelo PSL em junho de 2020? Ganha um doce quem descobrir. 

O NOIVO
Sonho de consumo do PT, por seus líderes maiores, e até pelo pré-candidato a prefeito, Luciano Guerra, é ter o PTB e o PSD juntos na chapa majoritária em 2020. O vice sairia, obviamente, de um deles. O problema, para os petistas, é que, aparentemente, o petebismo se aliará mesmo ao PDT, com o que o nome de Deili Silva estaria descartado. Nessa circunstância, o favorito (e toparia ser vice) é o vereador Marion Mortari, do PSD (foto). A conferir. 

PARA FECHAR!
Mais que nunca, os partidos correm em busca de celebridades santa-marienses. Ou pelo menos de pessoas até aqui alheias à política partidária. Tudo para incrementar a sua nominata de candidatos a vereador em 2020. Exemplos recentes: Givago Ribeiro (PSDB) e Sandra Avila (DEM). Do esporte e da organização de eventos de beleza, respectivamente.



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