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A aliança que os tucanos estão fechando

Leia a coluna de Claudemir Pereira

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É necessário que o Democratas concorde. Inclusive porque é o aliado de primeira hora e, hoje, já se coloca como parceiro preferencial. Mas o fato é que nos últimos dias evoluiu bastante a conversa e, a qualquer momento, será anunciada a composição dos principais partidos da aliança pela reeleição do atual prefeito municipal, o tucano Jorge Pozzobom. Do condomínio governista participariam, obviamente, o PSDB, o PSL e o DEM.

A conversa não estaria ainda concluída porque os demistas resistem a abrir mão do segundo nome na chapa, em princípio destinada ao ex-secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Rodrigo Menna Barreto. A razão dessa resistência é que caberia aos pesselistas a indicação do candidato a vice. E este seria o empresário Rodrigo Décimo (foto), ex-presidente, até o final de 2019, da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria (Cacism).

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A aliança busca, claro, além de confirmar a "vocação" conservadora dos três principais partidos (ainda se procura ampliar o grupo, com outras agremiações - e o PTB é uma das procuradas), preencher todos os quesitos que garantem competitividade eleitoral.

Um deles é um tempo razoável no trololó eletrônico, a propaganda no rádio e na televisão. Outro é a possibilidade de garantir financiamento da campanha via Fundo Partidário, importante componente agregado pelo PSL, que pode ver em Santa Maria uma disputa estratégica e, portanto, nela investir.

Em tempos de absoluta escassez de troco, exceto o do Fundão, os candidatos precisam, antes de tudo, tornar-se prioridade nas próprias agremiações, para angariar o direito a colocar as mãos nas burras públicas partidárias. Aparentemente, esse é o caso do PSDB, que deverá priorizar, no Estado, a manutenção de algumas de suas principais prefeituras, incluídas, obrigatoriamente, Porto Alegre, Santa Maria e Pelotas.

Como o PSL gaúcho pode entender da mesma maneira, pois aposta em Santa Maria num de seus principais, e novatos, quadros políticos, o empresário Décimo, e ganha lugar de protagonista na chapa, é de supor que os pesselistas, outrora partido de Jair Bolsonaro, também possam colocar a mão no bolso do Fundão.

Uma terceira razão para que os articuladores entendam ser uma chapa com cara de virtuosa é a possibilidade de unir o voto conservador "puro". Algo que o principal oponente pelo lado destro da política local, Sérgio Cechin, não consegue, dada a quantidade de partidos que no mínimo historicamente, também sintonizam com o canto canhoto.

Então, o que falta? É o DEM de Menna Barreto, Marco Antonio Mascarenhas e Manoel Badke concordar. Talvez não tenham saída. Talvez. Mas precisam ser convencidos - além de serem compensados politicamente num eventual segundo governo Pozzobom. É a conversa que anda neste momento, ao que consta. Por enquanto sem sucesso. Por enquanto. 

Uma solução dentro de casa. Será? 
Ainda sem uma definição oficial sobre candidato a vice-prefeito, o Republicanos, do pré-candidato a prefeito Jader Maretoli, se encaminha, segundo foi possível apurar, para uma solução caseira. Isto é, seria uma chapa majoritária "pura", mesmo que outros partidos menores ainda venham a se somar. 

O nome dos sonhos de uns e outros é o do delegado federal Getúlio de Vargas. Que, no entanto, segue em animada pré-campanha para a Câmara de Vereadores. O que pode, inclusive, fazê-lo recusar, se for o caso.

Quem, aparentemente, já resolveu a questão, a depreender do que se publicou nas redes sociais nos últimos dias, é o Cidadania, do pré-candidato a prefeito Evandro de Barros Behr.

Diante de uma, por ora, inexistente coligação mais bojuda politicamente, capaz de oferecer o nome do candidato a vice, a saída também vem de "dentro de casa". A vice de Behr seria (ou deverá ser) Carla Kovalski, presidente do "Cidadania Mulher" e responsável (inclusive porque é da área) pelo Plano de Governo no que toca à Saúde.

A confirmar-se a escolha de Carla, é a única mulher a compor uma chapa majoritária. Pelo menos até o momento.

Resumindo: os dois nomes competitivos fora do âmbito dos chamados grandões locais buscam se qualificar para a disputa a partir de sua própria militância. Vai dar certo? Aí já é com a urna.

Frente Trabalhista na hora da verdade
No último final de semana, a Frente Ampla Trabalhista reuniu-se presencialmente para debater o programa de governo. Novas reuniões acontecerão, só que, a partir de agora, no ambiente virtual. Ao encontro primeiro compareceram representantes do PDT, do PSB e do PC do B, os maiores da aliança que tem ainda (e também estavam representados) o Rede Sustentabilidade e o PV. 

Essa é a notícia visível, com direito a foto e os principais líderes, Fabiano Pereira (PSB) e Marcelo Bisogno (PDT) em elucidativo primeiro plano. O que, podem explicar melhor os semióticos, tenta significar ao distinto público uma coesão interna e nenhuma disputa entre ambos.

Não há por que, embora motivos talvez houvessem, para duvidar da ideia de harmonia. Mas o fato é que o agrupamento, que começou com o PDT e a ele depois se agregaram os demais, tem uma decisão a tomar. E não pode mais demorar tanto.

Mesmo com o refresco dado pelo adiamento do pleito e, com ele, das convenções partidárias, é fato que já está chegando a hora, e há quem entenda até que já passou, de o eleitorado santa-mariense saber quem vai liderar a chapa.

Se fosse por precedência, obviamente seria Marcelo Bisogno. Mas não é assim a política. Então, Fabiano Pereira, que chegou depois, também tem credenciais para liderar o conglomerado amplo trabalhista.

Quem disser, hoje, quem concorre a prefeito pelo grupo, estará chutando. Mas fazer o gol depende da troca de passes entre os partidos. E eles precisam arrematar. E logo. Ou ficarão para trás. E a bola irá para fora.

FATURA
Mais de 4 mil moradores da Nova Santa Marta recebem, até o final do mês, o documento chamado Concessão de Direito Real de Uso. No popular, o genérico mais sofisticado da "escritura". Não é preciso dizer que há uma verdadeira disputa para ver quem mais fatura politicamente nesse processo. Por ora, os tucanos estão na frente. É percepção, não informação.

SÓ OS MAIORES
Restam poucas dúvidas: sem mudança significativa, é muito provável que a aliança "Abraça Santa Maria" seja a que apresente o maior número de partidos a sustentá-la. A começar, claro, pelos dos protagonistas, o PP de Sérgio Cechin e o MDB de Francisco Harrisson. Porém, ao menos num fato, o tempo do trololó eletrônico, a importância é relativa. Afinal, para a contagem de tempo valem apenas as seis maiores siglas.

A VANTAGEM
Se para o trololó no rádio e na TV, o número de partidos é importante, mas nem tanto, o fato é que ter apoio de, por exemplo, nove siglas diferentes, vale bastante a pena por outro fator: a quantidade elevada de candidatos à Câmara de Vereadores. E todos eles, em tese, além da sua própria, farão também a campanha dos nomes da dobradinha majoritária. Eis aí uma vantagem óbvia da aliança cechino-francisquista.

ONIPRESENTE
O assunto não importa muito, e até, no mais das vezes, é importante. Mas o que interessa meeesmo, nas trocentas "lives" feitas pelo petismo santa-mariense, a razão de pelo menos uma por dia, em média, é a presença, em todas elas, do vereador Luciano Zanini Guerra (foto), pré-candidato a prefeito. Não raro, na companhia do deputado Valdeci Oliveira.

PARA FECHAR!
Uma questão, como você leu em outro texto nesta página, é a definição do candidato a prefeito da Frente Ampla Trabalhista. Ele será Marcelo Bisogno (PDT) ou Fabiano Pereira. Outra situação, bem diferente, é o nome do vice. Duvida-se, nos bastidores, que um ou outro sejam o secundário na chapa. Mais: se Fabiano for o escolhido para encabeçar a frente, Bisogno concorrerá a vereador. E não a vice. A conferir.


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