colunistas do impresso

Um homem, o rádio e uma vida

Claudio Zappe é assim. Desde cedo, descobriu a vocação e o amor pelo rádio e, junto dele, construiu seu caminho e sua história, com trabalho, perseverança e criatividade

Há pessoas movidas pela paixão em exercer pelas atividades profissionais que exercem. Para elas, o trabalho é sinônimo de prazer e motivação. É combustível para conduzir o dia a dia de forma vibrante e alegre, com ânimo e gratidão por cada novo dia que se apresenta. E, algumas vezes, seus nomes ficam entrelaçados ao ofício que escolheram.

Claudio Zappe é assim. Desde cedo, descobriu a vocação e o amor pelo rádio e, junto dele, construiu seu caminho e sua história, com trabalho, perseverança e criatividade. Um desejo que já se desenhava na adolescência, quando, no fundo da casa dos pais, subia numa bergamoteira e, com um megafone na mão, transmitia partidas imaginárias de futebol, sonhando um dia poder narrar jogos de verdade.

Sua estrada foi trilhada com as dificuldades de quem começa apenas com um desejo na mente e uma esperança no coração, carregando consigo a riqueza da fé e a esperança no futuro, fazendo as adversidades se transformarem em oportunidades e os tropeços em aprendizados para o amanhã.

Ainda jovem, começou na Rádio Guarathan, como locutor esportivo. Saiu para prestar o serviço militar e, depois, ingressou na Rádio Imembuí, fazendo locução comercial, apresentando programas, vendendo anúncios e narrando partidas de futebol. E, nas voltas que o mundo dá, a mesma Imembuí que lhe abriu as portas no começo da carreira, décadas depois, quando passava por um período de dificuldades, foi por ele adquirida, com outros sócios, podendo seguir viva e muito forte no coração e na audiência dos ouvintes.

Também foi visionário, junto com Jaime Pinto, na criação da Rádio Nativa FM, em 1989. Isto porque o surgimento de uma emissora segmentada em música nativista, num primeiro momento, parecia arriscado. Porém, o tempo se encarregou de mostrar o acerto da iniciativa, fazendo com que a rádio se tornasse um sucesso de público e uma referência na música gaúcha.

Apaixonado pela família, por pescaria e pelos trens, herdou dos pais e avós uma outra paixão: o Riograndense Futebol Clube. E fez questão de transmitir a paixão clubística aos filhos e netos, mantendo vivo, no seio da família, o amor pelo clube que foi fundado por ferroviários. Também carrega o prazer por dirigir e, como a estrada é uma companheira frequente na sua atividade profissional, consegue unir o trabalho com o gosto pelo volante.

Como ninguém cresce e se consolida sozinho, teve a felicidade de ter, ao longo da trajetória, amigos e parceiros que foram fundamentais, como Wilson Carlos Cirolini, Pedro Edir Dambros Farias, Valdir Penedo, Johnny Clay Rosa e, em especial, Alcides Zappe, que, mais do que um irmão, foi sempre um fiel companheiro em toda a jornada.

Sua ascensão profissional jamais o afastou das raízes de onde veio e do jeito simples de ser. Sempre fez rádio por prazer e por paixão, com transparência e credibilidade, usando-o como um veículo para reforçar suas amizades e criar outras tantas, formando um patrimônio afetivo que carrega com carinho e orgulho.

Claudio Zappe nunca fez jornal e nem televisão. Fez sempre e tão somente rádio. Como um sacerdócio. Como uma missão divina, agradecido por tudo o que a vida lhe proporcionou. Com simplicidade e otimismo. Com trabalho e valorização das pessoas. Levando informação, entretenimento e, principalmente, palavras de fé, esperança e gratidão. Uma história que deu certo: um homem, o rádio e uma vida.


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